Brasil bem representado na Libertadores 2013

O Brasil tem sido o grande favorito da Libertadores dos últimos anos. Os últimos campeões foram Internacional, Santos e Corinthians, respectivamente. Neste ano não há Santos ou Internacional, mas estão bons times em seus lugares. Grêmio, Fluminense, São Paulo, Atlético Mineiro e Palmeiras completam com o Corinthians o grupo de clubes nacionais na briga por mais uma taça continental. O Brasil se aproxima da Argentina no número de títulos, com 16 contra 22. Talvez daqui a uns dez anos a gente consiga alcançar os líderes e vizinhos.

A Revista Placar aponta Corinthians e Fluminense como os grandes favoritos da edição 2013, mas Grêmio, São Paulo, Atlético Mineiro, Vélez Sarsfield e Boca Juniors são adversários consideráveis na disputa pela taça. Prova disso foi o duelo de gigantes que fizeram ontem São Paulo e Galo, no Independência. Ronaldinho Gaúcho jogou o fino da bola, mas sempre amparado principalmente por gente como Bernard, Jô, Pierre, Victor e Réver.

Do outro lado havia o gigante Tricolor do Morumbi. Victor teve que operar milagre em chuta à queima-roupa de Luís Fabiano. Jadson e Osvaldo foram outros nomes importantes para a derrota dos paulistas, que mantiveram um jogo apertado o tempo todo, sempre com a bola rondando o gol mineiro, apesar da dupla sem inspiração. Ganso perdeu gol incrível, a chance de ouro, no último segundo. Não era dia de ele cavar vaga entre os titulares. Aloísio saiu-se melhor nesse tipo de tentativa.

O primeiro gol do Galo foi fruto também do oportunismo de Ronaldinho Gaúcho, que estaria na banheira, não fosse o lance uma cobrança de arremesso lateral. O craque recebeu de Marcos Rocha a bola na grande área, ajeitou-se com ela e cruzou forte para Jô entrar derrapando, disputando com o beque e mandando pra rede aos trancos e barrancos. O gol inaugural foi vantagem importante pra um jogo disputadíssimo, com forte marcação dos dois lados. No final das contas, o tento inicial acabou sendo decisivo.

O São Paulo foi mais incisivo após o gol adversário. O segundo tempo foi de domínio territorial tricolor, cerco à grande área alvinegra, mas com um contra-ataque sempre perigoso dos mineiros. E num lance de bola aérea na área, o becão Réver mandou no canto, sem chance pra Rogério Ceni, o mito. A vitória parecia líquida e certa, mas pouco depois veio o gol do reserva Aloísio, que entrara no decorrer do jogo. Num loance de força, ele deixou a zaga mineira falando sozinha e mandou n0 canto, mostrando seu cartão de visita para Ney Franco alçá-lo à condição de titular. Com a bola que jogou Osvaldo, não foi difícil Aloísio sair-se melhor.

O jogo foi de dois gigantes. O São Paulo tem elenco e bola pra ganhar o torneio, assim como Galo, Vélez, Boca, Timão, Flu e Imortal Tricolor. O Palmeiras pode vir a ganhar, mas como zebra da atualidade. Impossível não é, mas o elenco verde não indica qualque opinião otimista da torcida e da crônica esportiva. Por enquanto a preocupação é subir para a série A do Brasileirão. O time que está sendo montado às pressas indica isso. E os outros brasileiros devem nadar de braçada rumo à quarta taça seguida pra clube brasileiro.

Anúncios

fevereiro 14, 2013 at 5:04 pm Deixe um comentário

O que é Craque? (por Nogueira, do blog ofinodabola.net)

Ao longo dos anos, nós, contaminados pelo vírus, ouvimos falar sobre o craque de bola. Aquele sujeito que trata com carinho a gorduchinha, resolve partidas e ganha títulos (e segundo o conceito, ele os ganha independente dos outros que estão ao seu lado).

Mas o que é realmente esse sujeito?

Muitas pessoas, hoje em dia, para não terem o descuido de empregar mal esse termo sagrado, criaram um outro que é o ‘jogador diferenciado’. Uma expressão que seria um estágio anterior ao craque, meio que para preservar o termo e não queimarem a língua.

Existem jogadores que, com uma ou duas boas temporadas, conseguem ostentar esse adjetivo que o coloca no hall da fama de equipes, na memória de torcedores, no mundo da propaganda e principalmente nos contratos milionários.

Mas será que um ou dois anos são suficientes para um jogador ser considerado craque?

Ronaldinho Gaúcho é um bom exemplo disso. Não acho ele um craque de bola. Craque pra mim é o Falcão do futsal, Ronaldo e Marcos, que durante toda a carreira foram destaques em suas equipes com títulos.

Ronaldinho é um jogador que teve uma ótima fase no Barça, espetacular, tão fabulosa quanto a de Messi hoje em dia. Mas isso não faz dele um craque! Depois do Barcelona quem foi Ronaldinho Gaúcho?

Acho que o nosso futebol é tão pobre de bons jogadores (desses que mantém uma regularidade mínima) que a obsessão por um craque nos faz usar essa alcunha em qualquer jogador que arrebenta em um campeonato estadual, faz um golaço e coisas do tipo.

Afinal, qual vai ser o craque desse ano?

 

Nogueira é Jornalista, blogueiro, podcaster e escreve no ofinodabola.net

janeiro 14, 2013 at 3:37 pm 2 comentários

Chegada do Pato

A vinda de Alexandre Pato para o Corinthians não é solução para o clube. Talvez não seja nem positiva a essa altura. O time tem um plantel equilibrado, sem grandes valores em termos individuais, sem o dono da bola. São muitos os operários, com destaque para a estrela de Paulinho e Cássio, talvez os mais destacados individualmente. O forte do Corinthians é o grupo, é o trabalho desenvolvido pelo treinador Tite.

A equipe marca a partir do ataque, sempre com colaboração de qualquer um. Não existe um Neto ou um Marcelinho Carioca, com a mão na cintura, sem dar ao menos combate. Pato não entra com incumbência de transformar o time, de carregá-lo nas costas. Pode ser que aconteça como no caso de Adriano, que veio com cartaz e não mostrou a que veio, ainda assim se consagrando com a faixa de campeão brasileiro e com um gol do título, contra o Atlético, no Pacaembu. O resultado foi um título, apesar do redondo fracasso de Adriano, sempre acima do peso e faltando a treinos.

O valor pago ao Pato é estratosférico. Ninguém sonhou um dia com um clube brasileiro investindo tão pesado. As outras contratações tão impactantes quanto essa em termos de valor foram bancadas por parceiros do Timão, entre o Banco Excel, a Hicks Muse e a MSI, esta de triste lembrança para os alvinegros. Talvez Ronaldo, mas o impacto foi pelo currículo vitorioso e pela eternidade dele dentro da história do futebol, pois ele veio sem um valor inicial tão alto. Recebeu muito nos anos em que jogou pelo Timão, foi literalmente parceiro do clube, deu retorno com gols e títulos e divulgou a marca do time mundo afora.

O tempo vai dizer se valeu a pena investir tanto num único jogador. Em termos de exposição, o impacto foi exorbitante. O mundo comenta um jogador caro sair da Itália, do gigante Milan, para voltar ao seu país, o Brasil. E não é no fim da carreira, mas aos 23 anos, no auge em termos de idade. Será que será atingido o mesmo auge físico? O homem mordeu o cachorro, pois o Brasil contrata um destaque da Itália, apesar de um pouco deixado de lado após a triunfal temporada de El-Shaarawy, 20 anos, o artilheiro do Milan e do Campeonato Italiano 2012/2013, a pleno vapor. Será que todos os críticos do investimento tão pesado iremos morder a língua?

janeiro 11, 2013 at 3:25 pm 1 comentário

Ano de muito futebol, como sempre

Em 2013, havérá uma infinidade de campeonatos de futebol mundo afora, especialmente envolvendo clubes brasileiros. Equipes como Corinthians e São Paulo disputarão Paulistão, Copa São Paulo de Juniores, Copa do Brasil, Brasileirão, Recopa e Libertadores, podendo participar do Mundial em caso de conquista da Libertadores. Ambos começam a jogar no dia 23 de janeiro e poderão seguir até 15 de dezembro, totalizando até 91 partidas em 323 dias, se forem finalistas em todas as competições. Outros disputarão a Copa Sul-Americana no lugar da Libertadores, sem a possibilidade de disputa do Mundial em caso de sucesso.

Algumas equipes viverão situações inusitadas, como Palmeiras e Portuguesa. O primeiro vai disputar a Libertadores, grande ambição do ano para os alviverdes, mas o campeonato nacional será o da série B. Enquanto isso, a Portuguesa disputará a série A do Brasileirão, mas a A2 do Paulistão, junto com Audax, Capivariano, Monte Azul e outras agremiações simpáticas, mas sem a tradição de uma Lusa. O Verdão pode terminar o ano com o título de campeão do mundo, mas tem tido dificuldade para convencer jogadores como Barcos a embarcarem na disputa de uma série B. A Lusa, por sua vez, luta para manter o ex-atacante e atual lateral Luís Ricardo, que muitos tratam como última bolacha do pacote.

O Corinthians começa o ano com a bola toda, parecendo ter tudo acertado com Alexandre Pato e o zagueiro Gil, ex-Cruzeiro e atualmente no francês Valenciennes, além de já contar com o recém-contratado Renato Augusto, meia destro que passou por Flamengo e Bayer Leverkusen. Como Cássio e Paulinho não saíram ainda, o torcedor sonha com um time que pode ser melhorado em relação ao que encerrou o ano com o título máximo de campeão mundial. Outras peças fundamentais são Danilo, Ralf, Emerson e Fábio Santos, mas a melhor notícia para a torcida foi mesmo a renovação do contrato de Tite, o grande maestro dos três títulos em sequência: nacional, continental e mundial.

Trocando de Estado, todos veem grande potencial em Grêmio, Atlético (o mineiro, claro) e Fluminense, equipes que destinarão suas forças para vencer a Libertadores. O êxito do Flu passa pela manutenção do elenco vitorioso no Brasileirão (Deco, Fred, Thiago Neves, Diego Cavalieri e companhia), com sobras a grande força brasileira no segundo semestre. O Galo se reforçou com as chegadas de Gilberto Silva, campeão mundial da Copa de 2002; Rosinei, volante/meia ex-Corinthians; e Alecsandro, atacante ex-Vasco. O Grêmio mantém o sempre perigoso Luxemburgo no banco, além de ter contratado o paredão Dida e o atacante Willian José, ex-São Paulo.

Outras equipes (Internacional, Flamengo, Botafogo, Vasco e Santos) não apresentaram grandes novidades. Como não conquistaram vaga na Libertadores, o mais provável é que se reforcem para tirar o atraso em relação a equipes mais competitivas. O Cruzeiro já apresentou o meia Diego Souza, ex-Vasco, e o volante Nilton, outro ex-cruzmaltino, parecendo preocupado em tirar a diferença para o elenco mais forte do rival mineiro, o Galo, vice-campeão nacional. A preocupação na Toca da Raposa fica por conta da provável saída de Montillo, interesse principal do Santos para a temporada, pois Robinho, outro sonho peixeiro, parece um salário inviável para os praianos.

Por último, o São Paulo, que acabou o ano com o título da Copa Sul-Americana. Até agora, a equipe ganhou seis reforços (Lúcio, zagueiro campeão mundial de 2002; Carleto, lateral que volta de empréstimo; Juan, outro lateral canhoto; e os atacantes Negueba, Aloísio e Wallyson). Mesmo com a saída de Lucas, a equipe é forte candidata a todos os títulos que disputar, principalmente se contratar Montillo ou Vargas, com os quais negocia. O clube fez um segundo semestre louvável, com ótima reação no Brasileirão e título incontestável na Sul-Americana. A volta de Rogério Ceni e o entrosamento defensivo, além da presença de Lucas, foram o tom do time. Se Luís Fabiano conseguir se firmar em campo, lutando contra suspensões e contusões, o São Paulo vai ser parada indigesta pra qualquer um.

2013 promete, com overdose de futebol mundo afora. Pra aquecer, a Copa São Paulo de Juniores começa amanhã, com muitos atletas profissionais em campo, pois o limite de idade voltou a ser de 20 anos, sem considerarmos os eventuais gatos, aqueles jogadores com 20 anos no RG e 25 de idade.

janeiro 3, 2013 at 12:00 pm 1 comentário

São Paulo sobrou na Sul-Americana

Não podia ser outro o resultado final da Copa Sul-Americana. Com um time muito superior a todos os adversários, o São Paulo levantou o troféu mesmo sem jogar o segundo tempo da final, diante do argentino Tigre. Não daria para o oponente fazer dois gols em 45 minutos, coisa que nem tinha feito na primeira partida e nos primeiros 45 minutos da decisiva peleja no Morumbi. E os eventuais dois gols levariam a decisão para a disputa de pênaltis, com vantagem para o time com o goleiro artilheiro, Rogério Ceni.

Do goleiro aos atacantes, o Tricolor arrebentou com o torneio, sem dar chance a algum clube brasileiro ou de países vizinhos. A campanha foi irretocável. A primeira vítima foi o Bahia, que já apanhou em casa antes de só passear no Morumbi.

A vítima seguinte foi a Liga de Loja, do Equador, que empatou por 1 a 1 em casa. Como o gol fora de casa serve para desempate, o jogo seguinte tornava necessário um empate por 0 a 0 no Morumbi. Bem colocado e tranquilo, foi o que fez o São Paulo, com uma defesa bem postada o tempo todo, sem correr grandes riscos.

A terceira fase, a antepenúltima, foi contra a Universidad de Chile. Logo de cara a decisão ia para Santiago. E o São Paulo ganhou por 2 a 0, com Rogério Ceni saindo de campo nervoso por não ver o time fazer mais gols e definir logo a fatura. Azar do time chileno, que levou outra pancada no Morumbi, aí então por 5 a 0.

A semifinal foi contra outra Universidad, dessa vez a Católica. E o time foi mais cascudo, empatando a primeira em casa, Santiago, por 1 a 1. Novamente a decisão deixava o São Paulo por conta de um empate por 0 a 0, e foi o que aconteceu, sem sustos novamente. A defesa ia de vento em popa, tendo tomado apenas dois gols em oito jogos, até as semifinais.

Na decisão, o oponente só ofereceu resistência na base dos pontapés e murros. Os argentinos do Tigre bateram até cansar. Lucas foi a vítima preferida, levando empurrão, solavanco, tesoura, carrinho, puxão de cabelo etc. No melhor estilo várzea, ninguém queria saber de dar o bote na bola. O jeito era encarar o desarme como no futebol americano, tentando a trombada com o adversário são-paulino. Na primeira partida os argentinos seguraram um honroso empate, que deixava a decisão meio aberta, pois o 0 a 0 deixava caminho para novo empate e decisão por pênaltis no Morumbi.

Só que o Morumbi há tempos não via uma noite tão bonita proporcionada pela plateia. O coro sabia de antemão que seria um massacre de bom futebol diante da truculência. Estava definitivo que não seria fácil o São Paulo levar gols, pois entrava com Rogério Ceni, Paulo Miranda, Rafael Tolói, Rhodolfo e Cortez na defesa, auxiliados por Wellington e Denílson, estes os volantes. É uma solidez defensiva pra ninguém botar defeito. Defesa que fechou o torneio com dois gols tomados em dez jogos. Um gol sofrido a cada 5 jogos, ou melhor, um gol a cada sete horas e meia. A chegada de Ney Franco foi a melhor notícia para os tricolores nos últimos anos. Todos só esperam pela debandada de Juvenal Juvêncio para comemorarem a volta dos bons tempos às alamedas do Morumbi.

Pra fechar o 12 de dezembro de 2012 perfeito, falta só dizer que os atacantes arrebentaram na reta de chegada do Brasileirão, garantindo presença na Libertadores 2013, e ainda levantaram o troféu da Sul-Americana com insinuantes Osvaldo, Jadson, Luís Fabiano e Lucas. Na final, Fabuloso foi expulso na Argentina, ficando de fora do fight decisivo do Morumbi. Não fez mal, pois Willian José, artilheiro tricolor no torneio, entrou e ajudou Osvaldo e Lucas a contabilizarem os dois tentos do título. A briga do intervalo só serviu de pretexto para o Tigre tirar o time de campo e encerrar o torneio sem o brilho de um apito final do árbitro. Venceu o time com mais elenco, camisa e futebol jogado. Venceu o time que promete muito em 2013, com retorno à Libertadores e grupo de bons jogadores, mesmo com a saída de Lucas, o craque do time e da seleção brasileira.

dezembro 20, 2012 at 5:46 pm 1 comentário

O ano do Palmeiras

O ano de 2012 começou com o calendário do futebol brasileiro abarrotado de competições. Os paulistas, como sempre, estariam bem representados e com chances de títulos em todas as competições nacionais e internacionais. A chegada de dezembro confirma que o favoritismo saiu finalmente do papel para três gigantes, sendo que um quarto Golias foi rebaixado no principal campeonato nacional, apesar de campeão no outro, a Copa do Brasil, disputada no sistema mata-mata.

O Palmeiras lutou contra problemas financeiros para formar um bom elenco. Não tinha a Libertadores da América nem dinheiro em caixa para se reforçar ou atrair jogadores em busca de visibilidade. Lembre-se que o clube não é vitrine, é uma marca consolidada, onde qualquer jogador deveria querer iniciar e encerrar a carreira, coisa que não vem acontecendo neste século. As maiores apostas alviverdes eram os bem remunerados Barcos, Daniel Carvalho, Valdívia e Marcos Assunção, as principais estrelas da companhia. O argentino vingou com um futebol goleador, sem perdão de nenhum goleiro. Deitou e rolou, aproximando-se bastante da marca de 30 gols na temporada. Termina o ano em alta, como o possível novo herói de uma torcida resignada.

Assunção foi bem, marcou os tradicionais gols de bola parada e deu tantas outras assistências para que fosse viabilizado o título da Copa do Brasil, mas naufragou junto com o time no Paulistão e principalmente no Brasileirão, em que o time foi rebaixado para a segunda divisão, revoltando a imensa torcida verde. Assunção ganha ainda mais destaque por ter entrado muitas vezes pra jogar fora de suas condições ideais e arriscando-se até a agravar seu quadro físico, pois esteve no fio da navalha e não deixou de se prontificar a estar em campo.

Duro ver algo de positivo no ano de Valdívia, que passou a maior parte do ano no departamento médico. Ameaçou sair quando do episódio do rapto. Alegava problemas familiares e pedidos insistentes da esposa para que deixassem o Brasil. Ele ficou, mas não esteve presente nos principais momentos. Quando esteve em campo, pouco fez. Era o fantasma daquele Valdívia de 2008, de futebol atrevido, insinuante e provocador. O sucesso da época transformou-se em fracasso com um ano de pouco ou nenhum brilho do Mago.

Daniel Carvalho foi a aposta mal-sucedida. Sempre estourando os ponteiros da balança, ele frequentou mesmo o banco de reservas, entrando com a silhueta roliça para tentar salvar o time às vezes, mas sem chance de sucesso. A análise do ano do grupo não pode se restringir aos fracassos individuais. O clube naufragou no segundo semestre, com brigas internas, fogueira de vaidades e insatisfação aparente do elenco com o treinador Felipão.

A análise do desempenho individual dos principais atletas ilustra um pouco do que foi o ano difícil vivido pelo time vitorioso do século XX, que ainda não despontou com o mesmo sucesso no século XXI. O torcedor espera por novos ventos no Palestra Itália. Estádio novo, presidente novo e sistema político novo, sem os mesmos vícios dos últimos anos. O resultado dos anos recentes mostram total incompetência, pois o clube só viu os três rivais colecionando títulos aos borbotões. O torcedor tem orgulho de seu passado, mas vai cobrar sempre que o presente seja pelo menos digno, coisa que não acontece como time quase centenário, a um ano de comemorar um século de glórias.

dezembro 11, 2012 at 4:15 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões abarrotada de brasileiros

   Vejo na revista Placar, em sua edição especial para a temporada dos campeonatos europeus, que o principal torneio do Velho Mundo, a Liga dos Campeões, está infestada de jogadores brasileiros. Dos 32 times na reta final, em que foram formados oito grupos de quatro times, há 86 brasileiros em ação, o que significa que somos a nacionalidade com maior representação entre todas, mesmo a Inglaterra, com quatro times e apenas 36 atletas.

   Não é de hoje que os times europeus são verdadeiras torres de babel. Só que ninguém chutaria um absurdo desses, pois o Brasil está em má fase futebolística segundo dizem. Temos o pior time do planeta em todos os tempos, pois nosso esporte preferido é a autodepreciação. Choramos de rir com um desempenho que julgamos pífio nas Olimpíadas. E pior é que foi, principalmente se analisarmos o estardalhaço que a mídia faz quando se aproxima o grande evento, uma eterna frustração de quatro em quatro anos. Algumas medalhas no vôlei e em esportes individuais de onde não se espera nada.

   A análise fria dos grupos da Liga dos Campeões mostra que não devemos nos empolgar absurdamente, nem tampouco enfiar a cabeça na terra. O grupo A tem como destaques o Porto de Hélton (goleiro), Fernando (volante) e Alex Sandro (lateral), além do milionário Paris Saint-Germain de Thiago Silva e Alex (zagueiros), enquanto Lucas (são-paulino) não se apresenta.

   O grupo B tem como papões o Arsenal de André Santos (lateral odiado pela torcida após pedir camisa para Van Persie, ex-Arsenal e atualmente no Manchester United) e o Schalke 04, sem nenhum canarinho no grupo.

   Na chave C, destacam-se Málaga e Milan, com liderança folgada do primeiro, com o zagueiro Wellington e o meia Júlio Baptista no elenco. Os milanistas contam em seu grupo com os atacantes Alexandre Pato e Robinho, sendo que o primeiro ocupa mais o seu posto no departamento médico, enquanto o rei das pedaladas vive às voltas com o banco de reservas.

   O D é o grupo de Real Madrid (Kaká e Marcelo), Borussia Dortmund (Felipe Santana, o zagueiro), Ajax e Manchester City (Maicon, o lateral).

   O grupo E vem com boa leva de brasileiros, jogando por Chelsea (Oscar, Ramires e David Luiz) ou Shakhtar Donetsk da Ucrânia (Dentinho, Willian – ex-corinthiano da leva de 2007, Fernandinho e Ilsinho). O papão Juventus de Turim vai com o zagueiro Lúcio, hoje com 34 anos, 12 destes jogando em times europeus.

   No F, as forças são Bayern de Munique (Luiz Gustavo, volante, e o lateral Rafinha) e Valencia (Jonas, o centroavante convocado algumas vezes por Mano Menezes, e o goleirão Diego Alves).

   A chave mais badalada do torneio é a G, pois nela está presente o carismático Barcelona (dos coadjuvantes brasileiros Adriano e Daniel Alves), além de Benfica (zagueiro Luisão, meia Bruno César e atacante Alan Kardec), Spartak Moscou (volante Rômulo, ex-Vasco) e Celtic da Escócia, este o legítimo campeão continental de 1967.

   Por último, a chave H, com Manchester United, do lateral Rafael e do volante Ânderson (aquele do gol da Batalha dos Aflitos de 2005), além do português Braga, recheado de brasileiros desconhecidos. Fecham o grupo H o Cluj da Romênia e o Galatasaray da Turquia (melhor não dizer que é o time de Felipe Melo, de péssima lembrança na Copa de 2010).

   Em suma, dá para montar um time. Nenhuma Brastemp será montada. Se juntarmos um pouco as peças, podemos elencar alguns destaques em ação no Brasil, como Neymar, Réver, Ronaldinho, Bernard, Jeferson, Fábio Santos, Ralf, Paulinho, Cássio, Ayrton, Felipe, Vágner Love, Diego Cavalieri, Thiago Neves, Fred, Fernando, Leandro Damião, Rafael, Henrique, Arouca, Rhodolfo, Cortez, Denílson, Lucas, Dedé e Luís Fabiano.

   Pelas minhas contas, são 34 atletas em times estrangeiros de destaque na Liga dos Campeões e 26 no Brasil, um total de 60 atletas. Aponto esses nomes todos pra dizer que pouca gente é dona de vaga cativa na seleção. Muitos escalam o time-base de Mano com Jéferson, Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Ramires, Paulinho, Oscar e Kaká; Neymar e Hulk. Pode ser um bom time, mas também deve mudar um pouco nos próximos 19 meses, período que separa o dia de hoje da Copa 2014. O fato é que somos maioria na Liga dos Campeões, e não vale dizer que são só pernas-de-pau. Chelsea, Manchester United, Barcelona, Real Madrid, Milan, Internazionale (dos brasileiros Jonathan, Juan e Philippe Coutinho), PSG, Juventus, Bayern e por aí vai. Todos contam ao menos com um brasileiro no time titular. Sinal de que temos bons jogadores, apesar de estarmos longe de nos orgulharmos de termos um bom time.

novembro 8, 2012 at 1:51 am Deixe um comentário

Posts antigos Posts mais recentes


Categorias

  • Links indicados

  • Feeds