Posts filed under ‘Série A do Brasileiro’

Ano de muito futebol, como sempre

Em 2013, havérá uma infinidade de campeonatos de futebol mundo afora, especialmente envolvendo clubes brasileiros. Equipes como Corinthians e São Paulo disputarão Paulistão, Copa São Paulo de Juniores, Copa do Brasil, Brasileirão, Recopa e Libertadores, podendo participar do Mundial em caso de conquista da Libertadores. Ambos começam a jogar no dia 23 de janeiro e poderão seguir até 15 de dezembro, totalizando até 91 partidas em 323 dias, se forem finalistas em todas as competições. Outros disputarão a Copa Sul-Americana no lugar da Libertadores, sem a possibilidade de disputa do Mundial em caso de sucesso.

Algumas equipes viverão situações inusitadas, como Palmeiras e Portuguesa. O primeiro vai disputar a Libertadores, grande ambição do ano para os alviverdes, mas o campeonato nacional será o da série B. Enquanto isso, a Portuguesa disputará a série A do Brasileirão, mas a A2 do Paulistão, junto com Audax, Capivariano, Monte Azul e outras agremiações simpáticas, mas sem a tradição de uma Lusa. O Verdão pode terminar o ano com o título de campeão do mundo, mas tem tido dificuldade para convencer jogadores como Barcos a embarcarem na disputa de uma série B. A Lusa, por sua vez, luta para manter o ex-atacante e atual lateral Luís Ricardo, que muitos tratam como última bolacha do pacote.

O Corinthians começa o ano com a bola toda, parecendo ter tudo acertado com Alexandre Pato e o zagueiro Gil, ex-Cruzeiro e atualmente no francês Valenciennes, além de já contar com o recém-contratado Renato Augusto, meia destro que passou por Flamengo e Bayer Leverkusen. Como Cássio e Paulinho não saíram ainda, o torcedor sonha com um time que pode ser melhorado em relação ao que encerrou o ano com o título máximo de campeão mundial. Outras peças fundamentais são Danilo, Ralf, Emerson e Fábio Santos, mas a melhor notícia para a torcida foi mesmo a renovação do contrato de Tite, o grande maestro dos três títulos em sequência: nacional, continental e mundial.

Trocando de Estado, todos veem grande potencial em Grêmio, Atlético (o mineiro, claro) e Fluminense, equipes que destinarão suas forças para vencer a Libertadores. O êxito do Flu passa pela manutenção do elenco vitorioso no Brasileirão (Deco, Fred, Thiago Neves, Diego Cavalieri e companhia), com sobras a grande força brasileira no segundo semestre. O Galo se reforçou com as chegadas de Gilberto Silva, campeão mundial da Copa de 2002; Rosinei, volante/meia ex-Corinthians; e Alecsandro, atacante ex-Vasco. O Grêmio mantém o sempre perigoso Luxemburgo no banco, além de ter contratado o paredão Dida e o atacante Willian José, ex-São Paulo.

Outras equipes (Internacional, Flamengo, Botafogo, Vasco e Santos) não apresentaram grandes novidades. Como não conquistaram vaga na Libertadores, o mais provável é que se reforcem para tirar o atraso em relação a equipes mais competitivas. O Cruzeiro já apresentou o meia Diego Souza, ex-Vasco, e o volante Nilton, outro ex-cruzmaltino, parecendo preocupado em tirar a diferença para o elenco mais forte do rival mineiro, o Galo, vice-campeão nacional. A preocupação na Toca da Raposa fica por conta da provável saída de Montillo, interesse principal do Santos para a temporada, pois Robinho, outro sonho peixeiro, parece um salário inviável para os praianos.

Por último, o São Paulo, que acabou o ano com o título da Copa Sul-Americana. Até agora, a equipe ganhou seis reforços (Lúcio, zagueiro campeão mundial de 2002; Carleto, lateral que volta de empréstimo; Juan, outro lateral canhoto; e os atacantes Negueba, Aloísio e Wallyson). Mesmo com a saída de Lucas, a equipe é forte candidata a todos os títulos que disputar, principalmente se contratar Montillo ou Vargas, com os quais negocia. O clube fez um segundo semestre louvável, com ótima reação no Brasileirão e título incontestável na Sul-Americana. A volta de Rogério Ceni e o entrosamento defensivo, além da presença de Lucas, foram o tom do time. Se Luís Fabiano conseguir se firmar em campo, lutando contra suspensões e contusões, o São Paulo vai ser parada indigesta pra qualquer um.

2013 promete, com overdose de futebol mundo afora. Pra aquecer, a Copa São Paulo de Juniores começa amanhã, com muitos atletas profissionais em campo, pois o limite de idade voltou a ser de 20 anos, sem considerarmos os eventuais gatos, aqueles jogadores com 20 anos no RG e 25 de idade.

janeiro 3, 2013 at 12:00 pm 1 comentário

O ano do Palmeiras

O ano de 2012 começou com o calendário do futebol brasileiro abarrotado de competições. Os paulistas, como sempre, estariam bem representados e com chances de títulos em todas as competições nacionais e internacionais. A chegada de dezembro confirma que o favoritismo saiu finalmente do papel para três gigantes, sendo que um quarto Golias foi rebaixado no principal campeonato nacional, apesar de campeão no outro, a Copa do Brasil, disputada no sistema mata-mata.

O Palmeiras lutou contra problemas financeiros para formar um bom elenco. Não tinha a Libertadores da América nem dinheiro em caixa para se reforçar ou atrair jogadores em busca de visibilidade. Lembre-se que o clube não é vitrine, é uma marca consolidada, onde qualquer jogador deveria querer iniciar e encerrar a carreira, coisa que não vem acontecendo neste século. As maiores apostas alviverdes eram os bem remunerados Barcos, Daniel Carvalho, Valdívia e Marcos Assunção, as principais estrelas da companhia. O argentino vingou com um futebol goleador, sem perdão de nenhum goleiro. Deitou e rolou, aproximando-se bastante da marca de 30 gols na temporada. Termina o ano em alta, como o possível novo herói de uma torcida resignada.

Assunção foi bem, marcou os tradicionais gols de bola parada e deu tantas outras assistências para que fosse viabilizado o título da Copa do Brasil, mas naufragou junto com o time no Paulistão e principalmente no Brasileirão, em que o time foi rebaixado para a segunda divisão, revoltando a imensa torcida verde. Assunção ganha ainda mais destaque por ter entrado muitas vezes pra jogar fora de suas condições ideais e arriscando-se até a agravar seu quadro físico, pois esteve no fio da navalha e não deixou de se prontificar a estar em campo.

Duro ver algo de positivo no ano de Valdívia, que passou a maior parte do ano no departamento médico. Ameaçou sair quando do episódio do rapto. Alegava problemas familiares e pedidos insistentes da esposa para que deixassem o Brasil. Ele ficou, mas não esteve presente nos principais momentos. Quando esteve em campo, pouco fez. Era o fantasma daquele Valdívia de 2008, de futebol atrevido, insinuante e provocador. O sucesso da época transformou-se em fracasso com um ano de pouco ou nenhum brilho do Mago.

Daniel Carvalho foi a aposta mal-sucedida. Sempre estourando os ponteiros da balança, ele frequentou mesmo o banco de reservas, entrando com a silhueta roliça para tentar salvar o time às vezes, mas sem chance de sucesso. A análise do ano do grupo não pode se restringir aos fracassos individuais. O clube naufragou no segundo semestre, com brigas internas, fogueira de vaidades e insatisfação aparente do elenco com o treinador Felipão.

A análise do desempenho individual dos principais atletas ilustra um pouco do que foi o ano difícil vivido pelo time vitorioso do século XX, que ainda não despontou com o mesmo sucesso no século XXI. O torcedor espera por novos ventos no Palestra Itália. Estádio novo, presidente novo e sistema político novo, sem os mesmos vícios dos últimos anos. O resultado dos anos recentes mostram total incompetência, pois o clube só viu os três rivais colecionando títulos aos borbotões. O torcedor tem orgulho de seu passado, mas vai cobrar sempre que o presente seja pelo menos digno, coisa que não acontece como time quase centenário, a um ano de comemorar um século de glórias.

dezembro 11, 2012 at 4:15 pm Deixe um comentário

Flu sobrando

   O melhor time do Brasileirão 2012 é o Fluminense. Émerson Leão fala que é o Atlético Mineiro, outros falam também, mas o meia Bernard, do Galo, contou que o seu time não venceu fora de casa em nenhuma partida do returno. O Galo passa apuro quando sai de Belo Horizonte. O Flu, não. O time de Abel Braga pegou o São Paulo, poderoso no Morumbi. E o tricolor carioca saiu atrás, após falha bisonha do zagueiro Gum, ex-Ponte Preta. Só que o time de Fred buscou não só o empate, mas mereceu até uma virada. No mesmo dia, o Galo pouco conseguiu contra o Coritiba, no Paraná.

   Analisando friamente o time titular, parece que o Galo tem boas peças. Victor é um excelente goleiro, apesar de Diego Cavalieri estar em fase infinitamente melhor. Os laterais Marcos Rocha e Júnior César são de alto nível, mas Bruno e Carlinhos também são. A dupla de beques Réver e Leonardo Silva é um assombro, mas quem passa por Gum e Leandro Euzébio ou Digão? O Flu não toma gols. Toma, mas bem poucos. O pessoal de frente faz a diferença a favor do Flu. Com Thiago Neves, Wellington Nem e Fred, além do eterno contundido Deco, fica difícil para Jô, Bernard e Ronaldinho seguirem até o fim com o equilíbrio que atingiram no primeiro turno. Faltou fôlego ao Galo.

   Faltando quatro rodadas, a briga do Galo, nas palavras de Bernard, a grata revelação do Brasileirão, é para segurar a vice-liderança e ir direto pra fase de grupos da Libertadores. O título já é do Flu há algumas rodadas. A Libertadores é pra São Paulo, Flu, Galo e Grêmio, mas a entrada na fase de grupos, sem pré-Libertadores, está na briga entre Galo e Grêmio.

   Fred diz não acreditar em título antecipado no domingo, em Presidente Prudente, onde o Tricolor entrenta o Palmeiras, à beira do rebaixamento matemático. Se o Flu ganhar, o provável, precisará que o Galo não vença o Vasco no Rio para comemorar nas Laranjeiras o título antecipado, a três rodadas do fim. Do jeito que joga o Vasco, Fred parece acreditar na impossibilidade de o time de São Januário tirar qualquer pontinho do Galo. Isso porque a coisa mais corriqueira do mundo será o Flu vencer o Verdão em Prudente e jogar o time do Parque Antártica para o precipício. Falta só a confirmação matemática do que todos já sabem que vai acontecer: o título é do Flu, o melhor time brasileiro da atualidade, e com sobras.

novembro 7, 2012 at 12:57 am 2 comentários

4 de dezembro de 2011

O dia 4 de dezembro de 2011 está marcado na história do Corinthians. Não foi só por causa do título brasileiro, o quinto da história e o segundo na era dos pontos corridos. A data ficará marcada também em função do falecimento do grande ídolo do clube, Sócrates. O Magrão já vinha definhando há tempos, tendo sido internado duas vezes antes de novamente se internar na véspera da decisão do Brasileirão 2011. Quis o destino que ele morresse no dia do pentacampeonato, antes do início do jogo, de madrugada, a tempo de ser homenageado antes de todos os jogos e durante o jogo inteiro entre Corinthians e Palmeiras, no Pacaembu. Os mais velhinhos se lembravam das alegrias dadas pelo Doutor, tanto no clube como pela seleção brasileira, pela qual ele era o capitão, num time com Zico, Júnior, Cerezo, Falcão e companhia.

O jogo decisivo foi o de sempre das grandes decisões, principalmente porque o time mandante, o Timão, jogava por um empate contra o maior rival para ser campeão. Tite botou todos na defesa, jogou com Wallace, zagueiro, na vaga de Ralf. O time não levou grandes sustos no primeiro tempo, exceto por um chute que foi desviado por um atleta palmeirense. Só que o Corinthians deu sopa para o azar, pois fez quase 20 faltas só na primeira metade de jogo, prato cheio para Marcos Assunção, o maior chutador de bola do Brasil. Sorte para os corintianos que não deu em nada, pois a defesa alvinegra esteve bem arrumada com Paulo André e Leandro Castán espanando tudo, uma espécie de muralha da China.

Os melhores jogadores da partida foram Castán, Paulinho e Liedson, este principalmente por um drible à Ronaldinho Gaúcho, dando um nó nas próprias pernas para iludir o marcador adversário. Levezinho foi o grande nome do campeonato, pois jogou grande parte da temporada arrebentado, arrastando-se em campo, estropiado. E o farrapo humano se ergueu sempre que levava as pancadas, foi um azougue, uma carniça sempre dando bote nas saídas de bola dos adversários. O mais habilidoso jogador de futebol do Brasil e do campeonato é Neymar, mas Liedson deu espetáculo de garra, de superação. Com um físico franzino, disputa bola feito gente grande, ganha ameaças violentas dos zagueiros como quem ouve uma valsa. Permanece irredutível no firme propósito de não parar nunca de lutar. Leva a sério o grito da torcida, aquele que diz “não para, não para, não para, vai pra cima, Timão”. É o nome mais cantado sempre que o placar eletrônico dá a escalação.

Para terminar o campeonato, não faltou emoção. Muitos falam em jogo sem graça, sem técnica. Foi tudo como manda o figurino para uma grande final, isso sim. Teve ainda repercussão do jogo entre Vasco e Flamengo, que acontecia simultaneamente no Rio de Janeiro. Nos dois jogos, houve jogadores expulsos, discussões e torcida empolgada com gol aqui ou acolá, pânico na hora da iminência de gol do outro time. No Pacaembu, o tobogã quase desfaleceu quando uma bola explodiu na trave do goleiro Júlio César, ainda ficando no rebote para alguém chutar perto do gol, quase calando o estádio, barulhento por 90 minutos.

O grito de campeão ecoou no Pacaembu antes de o dérbi paulista acabar, pois a confirmação do empate entre Vasco e Flamengo dava o título ao alvinegro paulista, agora cinco vezes campeão nacional. A torcida sabe que falta a Libertadores, mas isso fica para depois. Hoje e durante as férias o tempo será de comemoração do título após um longo campeonato com vários gols do título. Teve aquele do Adriano, o outro do Ramírez, o do Liedson etc. Ninguém voou mais alto que os gaviões no Brasileirão 2011. Futebol agora, em dezembro, só mesmo na Europa e no Japão, onde o Peixe decide sua sorte na próxima semana.

dezembro 6, 2011 at 4:15 pm 2 comentários

Palmeiras fala grosso

O jogo entre Corinthians e Figueirense podia decidir o título do Brasileirão 2011. Começou com cara de que o Figueirense dominaria, como em muitos jogos em que o Timão tem atuado fora do Pacaembu. Só que assim como em outras vezes, a equipe do Parque São Jorge inverteu as coisas após mexidas de Tite, que deveria até ter escalado Alex desde o início do jogo.

O melhor jogador do Corinthians em campo foi aquele que jogou só um tempo, e foi exatamente ele, o aguerrido Alex, que fez a jogada do gol que parecia ser o gol do título. O meia chuta forte, assusta goleiro e marcadores adversários. Danilo não estava presente em campo. Estava, mas só com o corpo, sem a alma. Parecia uma alma penada vagando de um lado a outro no gramado. Tocava pouco na bola, dando sempre o mesmo giro improdutivo, talvez atendendo a algum pedido diferente de Tite. A entrada de Alex mudou o panorama do jogo. De caça, o time paulista passou a caçador. Marcava mais à frente, sem dar espaço para o Figueira. Emerson, perseguido insistentemente pelo fanático torcedor Alex Brasil, é o guerreiro para quem está no campo, mas na televisão aparece pouco, talvez por muitas vezes parecer correr para o lado errado.

No lance do gol, Alex teve chances de fazer o que o torcedor Brasil mais xinga em Emerson: chutão para o alto, numa demonstração de jogador fominha. Só que o xará do torcedor ilustre avançou pela ponta esquerda, esperou Liedson se posicionar no lugar exato e fez o cruzamento para pegar a defesa e o goleiro desprevinidos. Liedson fez mais um de cabeça, arma de quem é baixo mas se posiciona bem e alia a isso sua extrema agilidade. Depois desse gol, já na metade da segunda etapa, os corintianos ficavam de olho no jogo de Florianópolis e com os ouvidos atentos ao placar do Rio, onde jogavam Vasco e Fluminense. Estava 1 a 0 para o Vasco, mas o Fluzão empatou a peleja, dando momentaneamente o título ao Coringão.

Acabou o jogo em Floripa e já terminava no Engenhão, com título para o Timão. Só que um cruzamento pegou de jeito Bernardo entrando na área do Fluzão para cabecear em cima de Diego Cavalieri. O goleiro bateu roupa feio e cedeu o rebote para o mesmo atacante fuzilar e ver explodir o lado alvinegro do estádio carioca. Abraços, choros, beijos e tudo o que foi possível aconteceu na arquibancada. Paulo César Vasconcelos, o mais ferrenho torcedor do futebol carioca, falava grosso na transmissão do PFC e perguntava: “que time é esse?”, apresentando o Vasco como um time de outro mundo, pois o Gigante da Colina ressurgia quando parecia dar seus últimos suspiros. PCV fala em tríplice coroa, repetindo isso como uma espécie de mantra. E o cenário do campeonato agora ficou para epopeia no próximo domingo: Corinthians X Palmeiras, em São Paulo, e Vasco X Flamengo, no Rio. Para o título não ir para a Fazendinha, só uma vitória do Vasco combinada à do Palmeiras leva o título para a Colina.

E os palmeirenses estão falando grosso, assegurando o título antecipado para o Vasco. Não falam nem em carimbar faixa do Corinthians, pois consideram faturas ganhas as duas partidas, desconsiderando a hipótese de um empate que seja num dos dois históricos combates. Vão ser grandes jogos, assim como todos os outros, que decidem no mínimo vaga na Sul-Americana. Rebaixamento parece coisa de Ceará e Atlético Paranaense, mas o Galo parece disposto a levar a Raposa à segundona. E a Libertadores parece coisa de Coritiba, Fluminense e Flamengo, mas São Paulo, Internacional, Figueirense e até o decepcionante Botafogo ainda estão no páreo. Faltam só cinco dias, minha gente, e quem fala grosso neste exato momento é o Palmeiras. O Corinthians que se cubra, então.

novembro 29, 2011 at 12:23 pm Deixe um comentário

Adriano

Eis que chegou o dia de Adriano, o Imperador, ter seu dia de glória pelo Timão. Com o time numa busca frenética pelo título, tendo o Vasco no seu encalço, era necessária uma vitória para manter os dois pontos de frente, faltando duas rodadas para o final do campeonato. O Vasco ganhara com folga no sábado, quando jogou diante do já rebaixado Avaí.

A escalação de Tite não agradava inteiramente os torcedores corintianos, pois muitos não querem Danilo, o falso lento. Outros estão insatisfeitos com o contundido Liedson. Alguns preferem que Adriano não fique nem no banco de reservas, pois está muito gordo, fora de forma. Sem ligar para tudo isso, Tite já tinha desagradado a torcida ao tirar Liedson e colocar Morais em Fortaleza, e eis que o Cachito fez o gol da vitória no final. Ontem Tite foi decisivo de novo com as substituições.

O time paulista dominou a posse de bola na primeira etapa, mas foi um deserto de ideias na hora de ajeitar a bola para o chute a gol. Não houve chute perigoso ao gol do Galo. O Atlético foi mais perigoso em poucos lances de contra-ataque. A torcida tinha paciência, mas não demoraria a perdê-la se as coisas não melhorassem após o intervalo.

No início do segundo tempo, Tite mandou Alex se aquecer, e bem na hora em que o meio entraria saiu o gol dos mineiros, em jogada ensaiada e bem executada para que Leonardo Silva finalizasse na cara de Júlio César, que nada poderia fazer para impedir o gol desastroso para as pretensões de título. Logo depois, Tite mandou Adriano se aquecer. Alex tentava de tudo, mas a equipe parecia destinada a sequer empatar o jogo. O Atlético jogava fechado e com maestria, tendo o goleiro o trunfo de se jogar no chão a cada bola que saía, ganhando preciosos minutos.

E aos 30 minutos, Alessandro recebeu uma bola na direita e cruzou na medida para Liedson surgir livre na grande área, ajeitando o corpo para cabecear sem chance de defesa para Renan Ribeiro. O estádio foi abaixo com o gol, que deixava o Corinthians com 65 pontos, empatado com o Vasco, mas com vantagem no total de vitória. Era ao menos a liderança, o mal menor. Se tivesse dado ouvidos à torcida, Tite teria tirado Liedson e deixado Willian, e aí não teria o gol de empate da Lacraia.

O jogo seguia entusiasmante, com o Atlético até já animado com roubo de dois pontos na casa do oponente. Para uma equipe que venceu 3 das 17 partidas que fizera fora de seus domínios, o Galo conquistava uma verdadeira proeza com o glorioso empate. Só que ninguém contava com o Sobrenatural de Almeida em campo. E o homem pesa muito, apareceu na pele do Imperador Adriano. O lance começou na defesa, com um estouro de Leandro Castán e domínio de Emerson. O Sheik, outro que estava em tarde de ser criticado pela torcida, em virtude dos inúmeros chutes para o vazio e das infrutíferas tentativas de boas jogadas, redimiu-se ao carregar a bola pelo lado esquerdo e lançar rasteiro para Adriano, que gesticulava acintosamente pedindo bola. E o Imperador deu seu primeiro chute a gol de um adversário em sua passagem pelo Corinthians. A bola foi certeira, precisa, preciosa, estufando a rede e enchendo a torcida de esperança de título.

O atacante goleador fez enfim seu primeiro gol pelo Timão, mas foi um gol que poderá ter valido o ano. Dois pontos foram conquistados pelo importante tento, aos 43 minutos do segundo tempo, bem do jeito que o corintiano gosta. Se Cachito Ramírez foi o nome do jogo da quarta-feira, ontem foi a vez de outro reserva, desta vez um de luxo: Adriano Imperador, eis o nome da fera.

novembro 21, 2011 at 6:37 pm 1 comentário

Ceará 0X1 Corinthians e Atlético-MG 2X1 Coritiba

Na quarta-feira, o Corinthians teve um trabalho danado para vencer o Ceará em Fortaleza. O adversário, fortíssimo candidato ao rebaixamento, dominou o primeiro tempo, jogando sempre no campo do Corinthians e assustando o goleiro Júlio César, o Horácio que virou um gigante nas últimas rodadas. Parecia que dificilmente o Timão escaparia de uma derrota ou mesmo um empate, que era o que de melhor poderia lhe acontecer pelo andar da carruagem.

Terminado o primeiro tempo, Osvaldo tinha deitado e rolado em cima de Alessandro, que lembra muito o ex-zagueiro Willian, que envelheceu dez anos em um na sua reta final de carreira. O lateral-direito do Alvinegro Paulista não acompanha uma tartaruga que seja. Osvaldo é o ponta antigo, rápido e driblador, um veneno para o lateral de 32 anos, com forma de 45. As bolas que não foram chutadas para fora pararam no paredão Júlio César, que salvou a derrota certa no primeiro tempo.

Diferentemente do último domingo, o Corinthians fez um péssimo primeiro tempo e melhorou no segundo. Tite tirou Liedson, pois não conseguia se movimentar direito em campo, extenuado e arrebentado por contusão e um ano e meio sem férias. Entrou Morais, o ídolo do Vianinha. E não é que o meia conseguiu melhorar o meio de campo do time, deixando Willian e Émerson mais livres para o ataque. Num lance perigosíssimo, Fábio Santos, o lateral-esquerdo, saiu na cara de Fernando Henrique, que operou um milagre ao salvar um toque à queima-roupa, dado com toda a categoria do mundo.

O tempo passava, e aí Tite trocou Danilo por Cachito Ramírez, o peruano que não vivia na Bolívia. Cachito, em seu primeiro lance, recebeu a bola, driblou, entrou na área e mandou o canudo certeiro. Era o gol da vitória, ainda que o Ceará quase tenha empatado o jogo na sequência. A euforia da torcida era gigante, principalmente pelo resultado de empate entre Vasco e Palmeiras, no Pacaembu. A noite foi iluminada para os corintianos, que abriram dois pontos à frente do Vasco, além de estarem com duas vitórias a mais. Agora o clube precisa de sete pontos nos três últimos jogos para se sagrar campeão. É bom ir com calma, pois Galo, Figueira e Verdão são ossos duros de roer, mas o título fica mais próximo do que estava antes do meio da semana.

Ontem foi a vez de o Galo praticamente sair do perigo do rebaixamento. A equipe ganhou do Coritiba, em Sete Lagoas. Os gols foram do jovem Neto Berola e do veterano Leonardo Silva, mostrando que a sorte do time mineiro está mudando. O jogo foi de alto nível, mas o domínio dos carijós foi amplo, incontestável. No segundo gol, a sorte deu as caras mais uma vez, quando Léo Silva chutou de longe e a bola desviou no zagueiro dos paranaenses. A equipe agora vai com força total, sem tanta preocupação com rebaixamento, enfrentar o Corinthians num Pacaembu abarrotado, no domingo. O adversário também vai completo, sem gente afastada por contusão.

Outro mineiro que vem atropelando de trás é o Coelho, agora com 34 pontos após vencer o Fogão em Sete Lagoas. Resumo da ópera: a disputa pelo título parece mais próxima de Corinthians (64 pontos) e Vasco (62); a briga por três vagas em Libertadores pertence a Fluminense (59), Figueirense (57), Flamengo (56), Botafogo (55), Internacional (54) e São Paulo (53); e o rebaixamento está um perigo para Cruzeiro (38), Atlético-PR (37), Ceará (35), América-MG (34) e Avaí (30). O campeonato tem só três rodadas pela frente, mas muita coisa ainda pode acontecer, para o bem e para o mal de cada clube. Dia 4 de dezembro está logo ali.

novembro 18, 2011 at 5:27 pm Deixe um comentário

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