Posts filed under ‘Nacionais Europeus’

Vítima mais uma vez

O Real Madrid, o time mais famoso da história do futebol, nove vezes campeão europeu e três vezes dono do mundo, não aguenta mais viver na sombra do grande rival Barcelona. Sábado, a derrota por 3 a 1 em casa foi prova disso. E parecia que o filme seria diferente dessa vez. Com menos de um minuto de jogo, Victor Valdés fez uma bobagem e deu de presente um gol para o poderoso time de José Mourinho. Parecia que o Barça tinha tudo nas mãos, e a tranquilidade era como a que dizem que o Santos tinha quando enfrentava o Corinthians entre 1957 e 1968. Os barcelonistas pareciam saber que a virada era inevitável. E era mesmo.

O Barça parece não ser o time só de Messi, e não é. Os toques de bola são de irritar qualquer adversário. A posse de bola dos catalães é fundamental para cansar o adversário e armar as jogadas letais. Qualquer jogador do time azul e grená pode decidir, até um Mascherano. Às vezes Busquets vira um herói dentro da área adversária, e olhe que ele é um dos piores do time. Os pontos fortes são o conjunto, o técnico Guardiola, os defensores e principalmente os meias e atacantes, quase todos baixinhos. A força vem de todo modo, como um tsunami, um furacão, inapelável. E no Campeonato Espanhol, o time sabe que tem que estar sempre a três pontos do Real Madrid, pois é o adversário que ele vai bater e igualar a pontuação, deixando para decidir no confronto direto, sempre desfavorável ao time madrileno (ou madrilenho, como preferem alguns).

Ainda no primeiro tempo veio a igualdade. Se o gol não vem pelo chão, vem com desvio de cabeça, com bola de calcanhar, com bomba de longe etc. Após sábado, os madridistas devem perceber que ficou difícil demais ganhar o superclássico. Nem Cristiano Ronaldo, Higuain, Benzema, Sérgio Ramos, Kaká, Özil, Casillas, Khedira e companhia fazem frente. No campeonato do resto da Espanha, o Valencia segue rumo ao título, o terceiro lugar na classificação. Muitos acreditam que dificilmente o título voltará a ser de um time fora da dupla Barça-Real, o que torna o campeonato sem atração, monótono. O enigma é a razão de os estádios estarem sempre cheios, mais ou menos como acontece na Alemanha, com a maior média de público no Velho Continente.

O Real Madrid joga para público gigante, mesmo com a torcida tendo a perspectiva de mais uma derrota para o Barça. Neste ano parecia que as coisas seriam diferentes, mas na hora certa as coisas mudam de figura. O Barcelona tropeça no Levante, empata aqui e ali, mas depois ressurge com o mesmo vigor diante do Real. É hoje o grande prazer dos jogadores catalães. O time é formado por muita gente oriunda da base, gente que desde os dez anos aprende o sistema de jogo do toque de bola, do futebol coletivo ao extremo, sem espaço para drible ou firula desnecessária. Tudo em nome do espetáculo, só irritando o adversário pelo excesso de posse de bola, pela impotência extrema que acomete quem encontra um time desses pela frente. Terá o Santos futebol e paciência para vencer esse time? Primeiro tem que passar pelo Kashiwa Reysol, pois o Barça parece ter vencido na véspera o Al-Sadd.

dezembro 13, 2011 at 4:32 pm 2 comentários

Kuyt ganha presentes e enterra Manchester

   O Manchester United não está morto no Campeonato Inglês, aliás bem longe disso. O clube tem vacilado nas últimas rodadas, mas segue como grande favorito ao título, pois o Arsenal parece aqueles corredores atrás de Ayrton Senna, os mesmos que conseguiam encostar em seu carro, mas sem conseguir concretizar a ultrapassagem. Atrás do time londrino, aparecem Manchester City e Chelsea, mas certamente sem condições de arrancada tão fulminante a ponto de superar o time de Old Trafford. E nas duas últimas rodadas o United perdeu para Chelsea e Liverpool, dois gigantes do top four, como é conhecido o grupo que ficou por tantas temporadas entre os quatro primeiros colocados (Chelsea, Liverpool, United e Arsenal), o que dá vaga para a Champions League. E se no ano passado foi o Tottenham que se infiltrou no grupo, roubando a vaga do time de Anfield, nesta temporada parece ser o Manchester City que vai deixar o Liverpool a ver navios.

   Ainda assim, no fim de semana foi a vez de o Liverpool comer vivo o United na terra dos Beatles, termo tão batido quanto correto. Kuyt, um dos craques da Holanda vice-campeã mundial de 2010, roubou a cena ganhando três belos presentes, seja dos companheiros ou dos adversários. No primeiro tempo, o jogo até que começou equilibrado, com o time de Manchester escalado diferentemente da forma como entrou na partida anterior, diante do Chelsea. Sairam Fletcher e Chicharito para as entradas de Giggs e Berbatov, este o artilheiro do clube.E foi um artilheiro que fez jogada de cinema na etapa inicial. Suarez, o uruguaio que brilhou nas quartas-de-final da Copa, em jogo contra Gana, levou a defesa inteira do Manchester na conversa, driblando cinco defensores, inclusive o goleiro, perto da linha de fundo, e cruzando para Kuyt empurrar a bola para dentro do gol vazio. O estádio vinha abaixo. Na sequência, a bola foi cruzada da ponta direita e parecia dominada pela defesa, mas Nani cabeceou para trás, desorganizado e titubeante, dando assistência para Kuyt empurrar de testa para o desesperado Van Der Sar não conseguir fazer nada. Terminava assim o primeiro tempo, não sem antes Nani levar um pontapé de Carragher, injustificadamente sem a expulsão do becão inglês.

   O segundo tempo seguiu bom para o Liverpool, e eis que uma pancada de longe foi ao gol do Manchester, mas Van Der Sar ficou com as penas nas mãos e deixou a bola para Kuyt mandar mais uma vez à rede. Era o fim do jogo para os Diabos Vermelhos, agora preocupados com as próximas rodadas. Ainda faltam jogos complicados para o encerramento do certame, como um clássico contra o Chelsea e outro contra o Arsenal, aí no Emirates, em Londres. E o time londrino vacilou na rodada ao empatar em casa, diante do Sunderland. Alex Ferguson parece próximo de mais um título inglês, o de número 12 dele nos últimos 19 anos. De 1993 para cá, só deu Manchester na Inglaterra, mas não pode deixar de ganhar nas próximas rodadas, sob risco de ver até Chelsea e City se aproximarem. E se perder o clássico mais famoso da Inglaterra foi duro, pois United e Liverpool são os maiores ganhadores nacionais, com 18 taças cada, ver o rival City encostar pode ser o início da era do endinheirado time azul, com Tevez, David Silva, Balotelli, Yaya Touré e companhia, todos comprados com a grana alta do dono do clube e um magnata das Arábias. É bom o escocês mascador de chicletes começar a se coçar e fazer o time jogar nesta reta final.

   Só para não passar batido, o resultado final do clássico foi Kuyt 3X1 United, pois Chicharito, que entrou no lugar do aniquilado Nani, violentamente atingido como relatado acima, fez um gol no finalzinho do jogo, só para sua equipe não ficar no zero. A Terra da Rainha (termo mais batido ainda) vê uma chegada fulminante, mas o palpite sempre será de favoritismo do Manchester United, eterno campeão de 1993 para cá.

março 9, 2011 at 3:13 pm Deixe um comentário

Campeonatos inglês, francês e espanhol seguem embolados; Milan está no caminho; mas Porto e Borussia Dortmund estão indestrutíveis

   Dos seis campeonatos mais badalados da Europa: Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha, França e Portugal, não necessariamente na ordem, só dois parecem ter o líder a um passo do paraíso, o título, ainda que os certames tenham bons passos a serem dados: Alemanha e Portugal. Mais Portugal, onde dificilmente o Porto vai perder pontos para os times chamados nanicos, deixando Benfica e Sporting encostarem, logo os dois que deram tanta sopa para o azar ao empatarem jogos aparentemente fáceis e perderem para os mesmos nanicos. O time de Hulk, Falcão Garcia e Hélton precisa soltar o freio e deixar o caminhão descer na banguela, que o título está a caminho da cidade do famoso vinho.

   Na Alemanha, o Borussia Dortmund conquistou 43 pontos em 16 jogos, ou seja, venceu 14, empatou uma e perdeu uma, deixando só cinco pontos pelo caminho. Com esse aproveitamento de 90% dos pontos, nem o Bayer Leverkusen, o segundo colocado, 11 pontos atrás, parece ter fôlego para alcançar o time do norte alemão. A questão é que os outros times da Alemanha não são nanicos como em Portugal. O Borussia enfrenta times como Bayern de Munique, Schalke 04, Stuttgart, Werder Bremen, Hamburgo etc., muitos com enormes torcidas e tradição dentro do país e até mundo afora. Quem parece ter perdido o rumo na terra da cerveja é o Wolfsburg, com Diego, Dzeko e Grafite, mas na 14ª colocação, ameaçado pelo rebaixamento. Com craques do quilate de Schweinsteiger, Mario Gomez, Klose, Möller, Lahm, Kroos e Ribery, o time do Bayern decepciona e não deve ter chance de se reestruturar para competir com o Borussia no returno; os bávaros vão brigar só por vaga na Liga dos Campeões. O Estádio Westphalen vai tremer em maio ou até antes, quando sua imensa torcida vai comemorar mais um título alemão. O grande craque de Dortmund tem sido Lucas Barrios, argentino naturalizado paraguaio, um dos destaques da Copa 2010. Outro que tem chamado a atenção é o atacante japonês Kagawa. Vejamos se a sequência do certame confirma o título fadado à cidade de Dortmund, de onde saiu o campeão europeu e mundial de 1997.

   Na França, a briga prometia ser entre Bordeaux, Olympique, Paris Sant-Germain e Lyon. E tem sido assim, apesar da liderança do Lille e alguns times médios inseridos na parte de cima da tabela. O atual campeão, Olympique, manteve seu bom grupo, liderado por Lucho González, o astro argentino, e contratou Gignac, do Toulouse. Lyon, assim como o time marselhês, é outro que divide suas atenções entre o certame nacional e a Champions League, pela qual ambos estão nas oitavas-de-final. O PSG é o grande time de sempre, com muita camisa e torcida, mas poucos títulos, porém com cacife para derrubar as pretensões dos favoritos de Lyon e Marselha. O último favorito é o Bordeaux, que está um pouco abaixo dos demais, tanto em elenco quanto em desempenho na temporada, mas as coisas podem mudar de figura com a abertura da janela de janeiro. Isso não só na França, onde a terra vai tremer na próxima rodada, pois tem clássico Olympique X Lyon, em Marselha.

   Na Espanha, a coisa segue equilibrada entre Barcelona e Real Madrid. Barça, com 40 pontos, e Real, com 38, estão bem à frente do terceiro colocado, o Villarreal, com 30. E até o jogo entre os dois gigantes, no segundo turno, a luta do Barça é para não perder pontos para os demais times, pois um empate significa mão na taça mais uma vez. Como goleou por 5 a 0 o Real, no primeiro turno, o Barça trabalha ainda com a possibilidade de terminar empatado em pontos ganhos com o time madrileno, pois o primeiro critério de desempate é confronto direto. Alguém acredita que o Real devolverá a goleada aos barcelonistas no returno? Nem Mourinho. Ontem, para variar, teve show de Messi e companhia, com destaque para os dois golaços de Messi, o quarto uma pintura em que ele levou quatro defensores da Real Sociedad na conversa, sem contar o goleiro, iludido com o chute no contrapé. Não é bom brincar com o poderio do Real, mas quem vai parar o Barça na Espanha?

   A Itália vê o Milan com seis pontos de vantagem para os vice-líderes Luventus, Napoli e Lazio, mas o comentarista Gian Oddi, da ESPN, teima em dizer que só a Juventus tem gabarito para lutar por título. Como ele já dá a Internazionale como morta no certame, então a briga se resume a Milan e Juve. E como Ibrahimovic, Robinho, Seedorf e companhia estão bem no campeonato nacional, por enquanto a liderança não parece ameaçada. Só que no fim de semana tem Milan X Roma, no San Siro, em Milão. E a Roma, com 26 pontos, pode muito bem vencer o líder. Apesar de desconsiderada por Oddi, Roma tem Totti, Mexés, Juan, Borriello e outros. O jogo está marcado para sábado, segundo alguns sites, como o Soccerway. Na rodada do fim de semana, o destaque ficou para Krasic, da Juve, que arrancou um gol de vitória suada para cima da Lazio, em Turim, aos 49 minutos do segundo tempo. O meia foi na raça, levando pela ponta, e chutou cruzado, contando com a indecisão de Muslera, goleiro uruguaio da Lazio. Era a vitória para o time justificar a opinião de Gian.

   Os ingleses, por sua vez, verão hoje um jogão, mas com placar quase determinado: Manchester United 1X0 Arsenal. Claro que não será este o placar, ou muito dificilmente será essa a escassez de gols, pois o Arsenal sempre participa de jogos com muitos gols, mas o time de Arsène Wenger perdeu nove dos dez últimos clássicos contra Chelsea e Manchester United, então é lógico que perca mais um. Pena para Alex Ferguson que estatística não entra em jogo. Mesmo em Old Trafford, estarão representantes da fanática torcida do time londrino, o Arsenal. Com Nasri, Rosicky, Arshavin e Chamack, cada um de uma parte do planeta, a torre de babel de Wenger pode assustar os favoritos de sir Alex Ferguson, há 24 anos comandando o time mais famoso de Manchester. E os Diabos Vermelhos virão quase completos, pois só os eternos contundidos Owen e Hargreaves ficam de molho, junto com Valencia. Vem emoção forte no norte da Inglaterra, e é a mesma emoção que virá na próxima rodada, quando o mesmo “Teatro dos Sonhos”, como é conhecida a casa do Manchester, vai receber a visita de outro time londrino, o Chelsea. A cidade vira a capital do futebol no Velho Mundo por pelo menos seis dias.

   E o resto do mundo vai acompanhar tudo do futebol pela televisão ou pela internet. É a Europa pegando fogo com os campeonatos nacionais mais caros do planeta, e de futebol mais vistoso também.

dezembro 13, 2010 at 4:39 pm Deixe um comentário

Barça 5 a 0: pior jogo da história do Real ou jogo da década?

   A cúpula do Real Madrid afirma categoricamente que Barcelona 5X0 Real Madrid foi o pior jogo da história do time merengue, orgulho da capital espanhola e do próprio país, principalmente no período franquista. O Barcelona não tomou conhecimento do adversário, que entrou em campo como líder do campeonato e até favorito, pelo que vinha apresentando com a chegada de José Mourinho, o milagreiro do banco de reservas. Cristiano Ronaldo era promessa de gols e lindos lances para cima da defesa catalã, e o meio, com Özil, Khedira, Xabi Alonso e Di María, prometia se impor em Barcelona. No ataque, Ronaldo tinha Benzema ao seu lado, formando uma equipe perigosa. O Barça, bem, era o time de sempre, mesmo com derrota para o modesto Hércules no início do torneio, o que o colocava em segundo lugar no monótono Campeonato Espanhol, fadado a ver duas equipes disparadas no topo da tabela. E foi o pior jogo da história madridista ou o jogo da década? Claro que foi o jogo da década, com futebol vistoso de todos os jogadores do Barcelona, formadores de um time, um conjunto muito bem armado por Josep Guardiola, o Pep. Ao Real, ótimo time, sobrou ver o adversário tocar a bola e fazer quantos gols quisesse. Poderia ter sido mais elástico o placar, se assim fosse necessário, mas tem o jogo do returno, quando o título poderá ser decidido para valer.

   O time do Barcelona, do goleiro ao último dos atacantes, teve atuações individuais impecáveis, mas o bonito do jogo é ver a disposição dos atletas em campo, a distribuição por todos os espaços, minando a resistência do adversário Real. O mais caro time do mundo não conseguia andar em campo quando tinha a bola, pois logo aparecia Piqué, Busquets ou Puyol, os implacáveis marcadores do Barça e da seleção da Fúria, campeã da Copa 2010. Os meias Xavi e Iniesta cansaram de trocar passes e armar jogadas junto com o maior do mundo, Messi. Este, por sua vez, dava passes e deixava todos na cara do gol a todo momento. O tempo passava rápido, e os gols já saíam em profusão, tanto que aos 20 minutos da etapa inicial Xavi e Pedro já tinham marcado os dois primeiros, deixando o resultado majestoso para os catalães. Ainda que o primeiro tempo tenha acabado só com os 2 a 0 da dupla, o jogo era muito favorável ao Barça, senhor do espetáculo e do estádio, lotado por 98 mil pagantes fanáticos, na maior parte do tempo aplaudindo de pé o time da casa, conforme narrava Cledi Oliveira, da ESPN.

   O segundo tempo segurou todo o mundo na poltrona, incrédulo por ver tanto futebol, mas ao mesmo tempo ansioso por mais show. Os passes se seguiam, e aí começaram os pontapés do time madridista. Sérgio Ramos, campeão da Copa, foi um dos mais exaltados. Diarra, que entrou no meio do jogo para tentar marcar, tradicional guerreiro, também dividia todas, mas geralmente os merengues chegavam depois do passe dado pelos catalães. Aos 10 e aos 13 da segunda etapa, saíram logo mais dois gols, de autoria de Villa, para mandar fechar a tampa do caixão do time da capital. Com 4 a 0, os toques ficaram mais aguçados e bonitos, feitos com tranquilidade de quem já era o vencedor do bom jogo. O Real tentava, mas era impossível, pelo menos naquele dia em que o Barça encaixava perfeitamente seu jogo. O Real consegue se impor diante de qualquer rival espanhol e até de outros países europeus, ainda mais com o fenomenal Cristiano Ronaldo em campo, mas passou apuros diante do time azul e grená. Com o time apenas sem Kaká, a fluência do jogo foi impedida, mas não por incapacidade do Real, e sim pela infinita maestria de Messi e dos companheiros de seleção espanhola e até brasileira, caso de Dani Alves. No fim, até as pérolas das canteiras entraram em campo: Bojan e Jéffren. E numa jogada da dupla, Bojan fez boa trama pela direita e cruzou para Jéffren só tocar para a rede de Casillas, um dos maiores goleiros do mundo. Cinco gols, mas foi até pouco. Só não dá para dizer que foi a pior partida do Real, pois talvez a equipe jogasse dez vezes assim contra o Barça daquela noite da Catalunha, impossível de ser parado. O Barça é que promoveu o jogo da década, com um sparring gigante. Fica a expectativa para o jogo do Santiago Bernabéu, mas aí é só no returno. Até lá, os dois gigantes devem seguir emparelhados, perdendo poucos pontos para as outras equipes. E ambos seguem como favoritos na Champions League, ou Liga dos Campeões, em bom português.

dezembro 3, 2010 at 1:10 pm Deixe um comentário

José Mourinho e Van Gaal se aproximam da tríplice coroa

     O fim de semana na Europa foi de confirmação de título para os favoritos Bayern de Munique e Internazionale de Milão, campeões mais uma vez no semestre. Enquanto o time bávaro sapecou 4 a 0 no Werder Bremen, pela final da Copa da Alemanha, em Berlim, os interistas comemoraram o pentacampeonato italiano com uma vitória suada sobre o Siena, por 1 a 0, na casa do adversário. E José Mourinho, técnico do time italiano, vai duelar com Louis Van Gaal, treinador dos alemães, pela tríplice coroa no semestre, pois ambos venceram a copa e o campeonato dos países dos seus times.

     Na Itália, a Internazionale virou para o segundo tempo precisando de gol, pois o empate contra o Siena, por 0 a 0, dava o título à Roma, que ganhava em Verona, por 2 a 0, superando a equipe de Milão. Só que aos 12 minutos da segunda etapa veio o frenesi em Siena, com um golaço de Diego Milito, craque argentino. A partir daí, a sólida defesa milanesa segurou a possível pressão do time alvinegro. No final, os craques Cambiasso e Eto’o, além de Milito, seguravam a bola na ponta esquerda, deixando o relógio passar, lembrando muito o Ganso da final do Paulistão. Muitos dirão que é uma prática brasileira ou sul-americana, pois os argentinos são mestres nisso, mas é uma prática universal. E quando o árbitro encerrou a peleja, a televisão focalizou o rosto de Massimo Moratti, presidente do time milanês, absolutamente em transe pela vitória memorável. Ele e todos os interistas comemoravam o título inédito para o clube, que iguala Juventus e Torino, os únicos pentacampeões da história do campeonato italiano. Ano que vem a Inter pode brigar para ser a única equipe hexacampeã na Bota, feito que os times de Turim jamais conseguiram. Mais que o penta, os interistas festejavam o 18º. título nacional, um a mais que os milanistas conquistaram até hoje.

     Na Alemanha, foi um passeio do Bayern de Munique para cima do Werder Bremen na final da Copa da Alemanha. O time 22 vezes campeão nacional nem tomou conhecimento do adversário. E todos os homens de frente tiveram chance de marcar: Robben, Olic, Ribery e Schweinsteiger, na sequência, destroçaram o time de Bremen. Pena para os bávaros que o segundo grande craque do time, o francês Frank Ribery, não poderá jogar no sábado, pela final da Liga dos Campeões da Europa, jogo que ninguém no mundo vai perder, marcado para as 16 horas de Brasília. E no lendário Estádio Santiago Bernabéu vai ser decidida uma tríplice e merecida coroa, seja para bávaros ou lombardos.

     O melhor time do mundo, pelo menos na opinião da maioria da imprensa mundial, conquistou o campeonato espanhol no domingo. Jogando em casa, o Barcelona sapecou o Valladolid por 4 a 0, enquanto o vice-líder Real Madrid empatava em Málaga, contra o time da casa, que escapou do rebaixamento após essa igualdade contra os madridistas. Messi, Xavi, Iniesta, Piqué, Pedro, Busquets, Valdés, Bojan e mesmo os que como eles não são das canteiras do clube (oriúndos das categorias de base) podem comemorar, mas só não vale fazer como muitos torcedores, que extrapolaram na madrugada catalã e entraram em confronto com a polícia, promovendo um espetáculo triste de selvageria e destruição. E agora os barcelonistas só esperam para ver seus craques em ação na Copa do Mundo, daqui a menos de um mês, pois a final da Copa do Rei será entre Sevilha e Atlético de Madrid, este com a possibilidade de ganhar o segundo título no semestre, atual campeão da Liga Europa que é.

     E no resto da Europa, sem menosprezo algum aos demais países, alguns campeões também saíram neste fim de semana, mas nenhum aspira a uma tríplice coroa. O Chelsea levou a Copa da Inglaterra, por 1 a 0, contra o Portsmouth, time rebaixado no campeonato inglês, em que os Azuis também levantaram o caneco. Na Turquia, quem assistia à transmissão da Bandsports pensava que o Fenerbahce conquistava seu 18º. título nacional após empatar por 1 a 1 com o tradicional Trabzonspor, em casa, mas o campeão era o inédito Bursaspor. A confusão se deu porque a torcida invadiu o campo para comemorar o que pensavam ser o título do time da casa, mas o Bursaspor conseguira vencer o Besiktas, por 2 a 1, diferentemente do que certamente pensavam os fãs do Fener, time de Alex, Lugano, André Santos, Cristian, Emre e Deivid, entre outros craques. A zebra correu solta no país que divide a Europa e a Ásia, e o asiático Fenerbahce ficou a ver navios.

     Ainda restam mais duas finais, uma em Barcelona e outra em Madri, mas o que valerá o ouro mesmo será a tríplice coroa que os heróis comandados por Louis Van Gaal ou José Mourinho vão poder comemorar, cheios de moral para a disputa do maior torneio de todos: a Copa do Mundo da África do Sul. Haja emoção.

maio 18, 2010 at 5:17 pm Deixe um comentário

Benfica, Chelsea e Bayern dão volta olímpica no fim de semana

     Três campeonatos foram decididos matematicamente no fim de semana: inglês, alemão e português. E as tradicionais equipes do Benfica, Chelsea e Bayern foram os ganhadores, favoritos que eram antes de entrarem em campo pela última rodada dos torneios que disputaram com tanto afinco. Benfica e Bayern poderiam ser campeões mesmo com derrota, pois seus perseguidores, Braga e Schalke 04, respectivamente, nem venceram seus jogos, ficando distantes dos campeões.

     Na Inglaterra, o Chelsea precisava vencer, pois o Manchester United, tricampeão inglês, venceu o Stoke City por 4 a 0. Só para não ficar atrás, os Azuis golearam por 8 a 0 o Wigan, em Stamford Bridge, onde puderam erguer a taça de campeão e desfilar com ela para a lotação máxima do estádio: 43 mil pessoas. Os londrinos encerraram uma sequência que poderia se tornar inédita no campeonato inglês, pois nunca um time foi tetracampeão por lá. É o quarto título nacional do Chelsea, contra 18 de Liverpool e Manchester United, este o vencedor de 11 dos últimos 18 campeonatos, enquanto o time da terra dos Beatles amarga uma fila de 20 anos sem conquistar a Premier League.

     Os outros três campeonatos nacionais mais badalados do Velho Continente: francês, espanhol e italiano, serão encerrados no próximo domingo, mas a França já tem o seu campeão: Olympique de Marselha, que iguala o Saint-Etienne com dez conquistas. Na Espanha, o Barcelona depende de uma vitória em casa, diante do virtual rebaixado Valladolid, sob a ameaça de ver o Real Madrid vencer o Málaga fora de casa e conquistar a Liga das Estrelas, como é conhecido o certame local. Por último, os italianos devem ver o pentacampeonato da Internazionale, de Júlio César, Maicon e Lúcio, titulares da seleção brasileira. Junto com Thiago Motta, Samuel, Diego Milito, Zanetti e Cambiasso, formam a base titular do time com cara de Brasil e Argentina. Precisam vencer o Siena fora de casa, senão correm risco de serem alcançados pela Roma, dois pontos atrás e com a obrigação de vencer o Chievo, em Verona, além de torcer por um tropeço interista.

     E os olhares ingleses e alemães se voltam para a decisão das respectivas copas nacionais, cujas decisões acontecerão neste sábado, entre Chelsea e Portsmouth, no lendário Estádio Wembley, e Bayern de Munique e Werder Bremen, no Estádio Olímpico de Berlim. Palpite: Bayern e Chelsea devem ganhar com certa facilidade, pelo elenco e pela forma como vêm jogando.

     A terra vai tremer no fim de semana, mas não é pelo vulcão islandês ou algum terremoto fora de hora. Chegou a hora da qual todos mais gostam, e muitos vão querer um moral extra para a disputa da Copa do Mundo, iniciada daqui a 31 dias e com muitos dos campeões dos nacionais europeus e principalmente da Champions League, cuja decisão acontecerá em 22 de maio, um sábado, no Santiago Bernabéu, em Madri.

maio 11, 2010 at 5:13 pm 2 comentários

Europeus verão seus campeões em maio

     Os torcedores europeus comemorarão agora em maio os títulos de suas equipes. Alguns, menos privilegiados, chorarão o rebaixamento. E os principais campeonatos nacionais ainda não foram matematicamente decididos, exceção feita aos campeonatos de Grécia, Escócia e Holanda, com o troféu nas mãos de Panathinaikos, Rangers e Twente, respectivamente. Numa partida pouco empolgante, o time da camisa vermelha ganhou pela primeira vez o troféu no país onde surgiu a mística da Laranja Mecânica. Enquanto isso, o time de Gilberto Silva deu a volta olímpica já há algum tempo na Grécia, às voltas com uma crise econômica descomunal. O Glasgow Rangers comemorou mais uma vez e abriu mais frente para o time dos protestantes em número de conquistas escocesas, comparando com o rival Celtic, time dos católicos.

     Na Alemanha, falta um milímetro para o Bayern comemorar mais uma conquista, pulando para 22 títulos, muito à frente do segundo maior conquistador, o Nuremberg, com nove troféus, o último em 1968. E o clube ainda pode conquistar a Copa da Alemanha e a Liga dos Campeões da Europa, coroando o mês com a tríplice coroa. Mesmo que perca no fim de semana, o vice-líder Schalke 04 teria que tirar uma diferença de 17 gols de saldo, o que evidentemente é impossível.

     Os portugueses viram uma festa miar ontem, na cidade do Porto. O time da casa venceu os encarnados do Benfica por 3 a 1. Como o Braga venceu seu jogo, os benfiquistas precisam de mais um ponto na última rodada para comemorarem diante de seu torcedor, no mítico Estádio da Luz, em Lisboa. Falta pouco. E a Taça de Portugal deve ficar com o Porto, que decide em 16 de maio contra o Chaves, fora da primeira divisão há alguns anos.

   Os italianos veem uma briga acirrada entre Internazionale e Roma, com vantagem para a primeira, que está na frente. Na rodada do fim de semana, os interistas pegaram uma moleza, a Lazio, em Roma. Claro que a equipe celeste não ajudaria o rival, e o que se viu foi uma vitória facil do time que tem tudo para ser campeão continental e da Copa da Itália, enfrentando Roma (novamente a Velha Loba) e Bayern de Munique, respectivamente. Inter e Bayern vão brigar para ver quem tem cacife para levantar uma tríplice coroa, e time por time deve dar Inter.

     Os ingleses e espanhóis também estão com campeonatos parelhos, pois a diferença entre os líderes Chelsea e Barcelona é de um ponto para os vice-líderes Manchester United e Real Madrid. Para tirar o título dos Azuis, os Diabos Vermelhos precisam torcer por um empate do Wigan em Stamford Bridge, contra o time de Lampard. Como o Chelsea conseguiu superar o mais árduo desafio no sábado, vencendo o Liverpool em Anfield, parece fichinha a quinta conquista do time londrino. Já a Espanha tem mais três rodadas de campeonato, e o Barcelona, que venceu o Villarreal fora de casa no fim de semana, deverá enfrentar ainda o Sevillla na casa do inimigo, no jogo que pode tirar o título da equipe catalã, pois o Real, pelo jogo que fez sábado diante do Osasuna, virando no último minuto, parece disposto a não perder mais pontos.

   Na França, o vice-líder Auxerre está a cinco pontos do líder Olympique, a três rodadas de se tornar campeão depois de um jejum de 17 anos. Há menos tempo sem ganhar título, 14 anos, mas também só com uma conquista em suas fileiras, o Auxerre desperdiçou na sexta a chance de ficar a dois pontos do time marselhês, com a maior torcida no país de Zidane, Henry e companhia. E para ter um gostinho na temporada insossa, o time do Paris Saint-Germain, na zona intermediária do campeonato nacional, venceu a Copa da França, com direito a 74 mil presentes no Stade de France, tudo isso para ver o time superar o Monaco.

   Os próximos dias serão de emoção para os europeus, principalmente os torcedores de Bayern de Munique e Internazionale, ambos com condições de três comemorações num intervalo inferior a 20 dias. Haja cerveja para os alemães, ou birra, como se diz na Itália, a terra que pode se pintar de azul e preto nos próximos dias.

maio 3, 2010 at 1:56 pm Deixe um comentário

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