Posts filed under ‘Libertadores da América’

Reta final da primeira fase da Libertadores

A Libertadores está vendo sua primeira fase se encerrar nas duas próximas semanas. Dos oito grupos, poucas surpresas aconteceram. Quase sempre os dois favoritos confirmaram a classificação, e as oitavas-de-final receberão equipes calejadas como Nacional, Vélez Sarsfield, Boca Juniors, Olímpia e Newell’s Old Boys, além do sexteto de clubes brasileiros, alguns ainda dependendo de resultados que devem vir, dada a superioridade dos clubes locais.

O São Paulo é a principal decepção brasileira até agora na Libertadores. O clube perdeu suas duas partidas em que foi visitante, uma delas para o argentino Arsenal, que apanhou duas vezes por 5 a 2 do Atlético Mineiro, disparado o melhor time da primeira fase. O Tricolor decide hoje seu futuro na Bolívia, em La Paz. Contra a altitude e um futebol mediano do The Strongest, até o empate é positivo, desde que a equipe vença o Galo em Sampa, no longínquo 17 de abril. A derrota praticamente elimina o clube tricampeão do torneio continental.

Outra surpresa desagradável é a quase eliminação do Peñarol, vice-campeão de 2011, diante do Santos. O time uruguaio não deslanchou contra o equatoriano Emelec, o iluminado e quase classificado time da empresa elétrica do Equador. Para se classificar, o time uruguaio precisa golear o Iquique em Montevidéu e torcer por uma vitória do Vélez contra o Emelec, em jogo na Argentina. Não é impossível, mas é difícil a combinação.

Além dos seis brasileiros, prováveis classificados, e dos cinco notáveis relacionados no primeiro parágrafo, devem compor as oitavas-de-final Emelec, Tijuana, Libertad e os colombianos Tolima (de triste memória para o Corinthians) e Santa Fé. As finais devem ser todas de arrepiar, pois sempre há fatores surpeeendentes quando se fala em Libertadores. Tem campo de grama sintética, escudo pra não receber tijolada nas costas ao cobrar escanteio, torcida e time adversários empolgantes, altitude, viagem longa etc. Como as decisões são em duas partidas, uma má jornada pode selar o destino de quem vem impecável até agora, como o Galo mineiro, por exemplo. Pode pintar um duelo entre Galo e São Paulo nas oitavas, com um possível emparelhamento do pior segundo colocado com o melhor primeiro.

O resumo da ópera nos mostra que será um azar danado o time fazer uma boa campanha e ser premiado com um duelo perigoso nas oitavas, mesmo com a última e decisiva partida em casa. Pode pintar um Boca, um São Paulo, um Palmeiras, um Grêmio, um Fluminense e até um Tolima. Só saberemos dos oito confrontos no dia 18 de abril, uma quinta-feira. Até lá dá para esperar pra ver se pinta alguma surpresa, entre elas uma improvável classificação do Peñarol, cinco vezes campeão da América.

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abril 4, 2013 at 3:03 pm Deixe um comentário

Brasil bem representado na Libertadores 2013

O Brasil tem sido o grande favorito da Libertadores dos últimos anos. Os últimos campeões foram Internacional, Santos e Corinthians, respectivamente. Neste ano não há Santos ou Internacional, mas estão bons times em seus lugares. Grêmio, Fluminense, São Paulo, Atlético Mineiro e Palmeiras completam com o Corinthians o grupo de clubes nacionais na briga por mais uma taça continental. O Brasil se aproxima da Argentina no número de títulos, com 16 contra 22. Talvez daqui a uns dez anos a gente consiga alcançar os líderes e vizinhos.

A Revista Placar aponta Corinthians e Fluminense como os grandes favoritos da edição 2013, mas Grêmio, São Paulo, Atlético Mineiro, Vélez Sarsfield e Boca Juniors são adversários consideráveis na disputa pela taça. Prova disso foi o duelo de gigantes que fizeram ontem São Paulo e Galo, no Independência. Ronaldinho Gaúcho jogou o fino da bola, mas sempre amparado principalmente por gente como Bernard, Jô, Pierre, Victor e Réver.

Do outro lado havia o gigante Tricolor do Morumbi. Victor teve que operar milagre em chuta à queima-roupa de Luís Fabiano. Jadson e Osvaldo foram outros nomes importantes para a derrota dos paulistas, que mantiveram um jogo apertado o tempo todo, sempre com a bola rondando o gol mineiro, apesar da dupla sem inspiração. Ganso perdeu gol incrível, a chance de ouro, no último segundo. Não era dia de ele cavar vaga entre os titulares. Aloísio saiu-se melhor nesse tipo de tentativa.

O primeiro gol do Galo foi fruto também do oportunismo de Ronaldinho Gaúcho, que estaria na banheira, não fosse o lance uma cobrança de arremesso lateral. O craque recebeu de Marcos Rocha a bola na grande área, ajeitou-se com ela e cruzou forte para Jô entrar derrapando, disputando com o beque e mandando pra rede aos trancos e barrancos. O gol inaugural foi vantagem importante pra um jogo disputadíssimo, com forte marcação dos dois lados. No final das contas, o tento inicial acabou sendo decisivo.

O São Paulo foi mais incisivo após o gol adversário. O segundo tempo foi de domínio territorial tricolor, cerco à grande área alvinegra, mas com um contra-ataque sempre perigoso dos mineiros. E num lance de bola aérea na área, o becão Réver mandou no canto, sem chance pra Rogério Ceni, o mito. A vitória parecia líquida e certa, mas pouco depois veio o gol do reserva Aloísio, que entrara no decorrer do jogo. Num loance de força, ele deixou a zaga mineira falando sozinha e mandou n0 canto, mostrando seu cartão de visita para Ney Franco alçá-lo à condição de titular. Com a bola que jogou Osvaldo, não foi difícil Aloísio sair-se melhor.

O jogo foi de dois gigantes. O São Paulo tem elenco e bola pra ganhar o torneio, assim como Galo, Vélez, Boca, Timão, Flu e Imortal Tricolor. O Palmeiras pode vir a ganhar, mas como zebra da atualidade. Impossível não é, mas o elenco verde não indica qualque opinião otimista da torcida e da crônica esportiva. Por enquanto a preocupação é subir para a série A do Brasileirão. O time que está sendo montado às pressas indica isso. E os outros brasileiros devem nadar de braçada rumo à quarta taça seguida pra clube brasileiro.

fevereiro 14, 2013 at 5:04 pm Deixe um comentário

Chegada do Pato

A vinda de Alexandre Pato para o Corinthians não é solução para o clube. Talvez não seja nem positiva a essa altura. O time tem um plantel equilibrado, sem grandes valores em termos individuais, sem o dono da bola. São muitos os operários, com destaque para a estrela de Paulinho e Cássio, talvez os mais destacados individualmente. O forte do Corinthians é o grupo, é o trabalho desenvolvido pelo treinador Tite.

A equipe marca a partir do ataque, sempre com colaboração de qualquer um. Não existe um Neto ou um Marcelinho Carioca, com a mão na cintura, sem dar ao menos combate. Pato não entra com incumbência de transformar o time, de carregá-lo nas costas. Pode ser que aconteça como no caso de Adriano, que veio com cartaz e não mostrou a que veio, ainda assim se consagrando com a faixa de campeão brasileiro e com um gol do título, contra o Atlético, no Pacaembu. O resultado foi um título, apesar do redondo fracasso de Adriano, sempre acima do peso e faltando a treinos.

O valor pago ao Pato é estratosférico. Ninguém sonhou um dia com um clube brasileiro investindo tão pesado. As outras contratações tão impactantes quanto essa em termos de valor foram bancadas por parceiros do Timão, entre o Banco Excel, a Hicks Muse e a MSI, esta de triste lembrança para os alvinegros. Talvez Ronaldo, mas o impacto foi pelo currículo vitorioso e pela eternidade dele dentro da história do futebol, pois ele veio sem um valor inicial tão alto. Recebeu muito nos anos em que jogou pelo Timão, foi literalmente parceiro do clube, deu retorno com gols e títulos e divulgou a marca do time mundo afora.

O tempo vai dizer se valeu a pena investir tanto num único jogador. Em termos de exposição, o impacto foi exorbitante. O mundo comenta um jogador caro sair da Itália, do gigante Milan, para voltar ao seu país, o Brasil. E não é no fim da carreira, mas aos 23 anos, no auge em termos de idade. Será que será atingido o mesmo auge físico? O homem mordeu o cachorro, pois o Brasil contrata um destaque da Itália, apesar de um pouco deixado de lado após a triunfal temporada de El-Shaarawy, 20 anos, o artilheiro do Milan e do Campeonato Italiano 2012/2013, a pleno vapor. Será que todos os críticos do investimento tão pesado iremos morder a língua?

janeiro 11, 2013 at 3:25 pm 1 comentário

Ano de muito futebol, como sempre

Em 2013, havérá uma infinidade de campeonatos de futebol mundo afora, especialmente envolvendo clubes brasileiros. Equipes como Corinthians e São Paulo disputarão Paulistão, Copa São Paulo de Juniores, Copa do Brasil, Brasileirão, Recopa e Libertadores, podendo participar do Mundial em caso de conquista da Libertadores. Ambos começam a jogar no dia 23 de janeiro e poderão seguir até 15 de dezembro, totalizando até 91 partidas em 323 dias, se forem finalistas em todas as competições. Outros disputarão a Copa Sul-Americana no lugar da Libertadores, sem a possibilidade de disputa do Mundial em caso de sucesso.

Algumas equipes viverão situações inusitadas, como Palmeiras e Portuguesa. O primeiro vai disputar a Libertadores, grande ambição do ano para os alviverdes, mas o campeonato nacional será o da série B. Enquanto isso, a Portuguesa disputará a série A do Brasileirão, mas a A2 do Paulistão, junto com Audax, Capivariano, Monte Azul e outras agremiações simpáticas, mas sem a tradição de uma Lusa. O Verdão pode terminar o ano com o título de campeão do mundo, mas tem tido dificuldade para convencer jogadores como Barcos a embarcarem na disputa de uma série B. A Lusa, por sua vez, luta para manter o ex-atacante e atual lateral Luís Ricardo, que muitos tratam como última bolacha do pacote.

O Corinthians começa o ano com a bola toda, parecendo ter tudo acertado com Alexandre Pato e o zagueiro Gil, ex-Cruzeiro e atualmente no francês Valenciennes, além de já contar com o recém-contratado Renato Augusto, meia destro que passou por Flamengo e Bayer Leverkusen. Como Cássio e Paulinho não saíram ainda, o torcedor sonha com um time que pode ser melhorado em relação ao que encerrou o ano com o título máximo de campeão mundial. Outras peças fundamentais são Danilo, Ralf, Emerson e Fábio Santos, mas a melhor notícia para a torcida foi mesmo a renovação do contrato de Tite, o grande maestro dos três títulos em sequência: nacional, continental e mundial.

Trocando de Estado, todos veem grande potencial em Grêmio, Atlético (o mineiro, claro) e Fluminense, equipes que destinarão suas forças para vencer a Libertadores. O êxito do Flu passa pela manutenção do elenco vitorioso no Brasileirão (Deco, Fred, Thiago Neves, Diego Cavalieri e companhia), com sobras a grande força brasileira no segundo semestre. O Galo se reforçou com as chegadas de Gilberto Silva, campeão mundial da Copa de 2002; Rosinei, volante/meia ex-Corinthians; e Alecsandro, atacante ex-Vasco. O Grêmio mantém o sempre perigoso Luxemburgo no banco, além de ter contratado o paredão Dida e o atacante Willian José, ex-São Paulo.

Outras equipes (Internacional, Flamengo, Botafogo, Vasco e Santos) não apresentaram grandes novidades. Como não conquistaram vaga na Libertadores, o mais provável é que se reforcem para tirar o atraso em relação a equipes mais competitivas. O Cruzeiro já apresentou o meia Diego Souza, ex-Vasco, e o volante Nilton, outro ex-cruzmaltino, parecendo preocupado em tirar a diferença para o elenco mais forte do rival mineiro, o Galo, vice-campeão nacional. A preocupação na Toca da Raposa fica por conta da provável saída de Montillo, interesse principal do Santos para a temporada, pois Robinho, outro sonho peixeiro, parece um salário inviável para os praianos.

Por último, o São Paulo, que acabou o ano com o título da Copa Sul-Americana. Até agora, a equipe ganhou seis reforços (Lúcio, zagueiro campeão mundial de 2002; Carleto, lateral que volta de empréstimo; Juan, outro lateral canhoto; e os atacantes Negueba, Aloísio e Wallyson). Mesmo com a saída de Lucas, a equipe é forte candidata a todos os títulos que disputar, principalmente se contratar Montillo ou Vargas, com os quais negocia. O clube fez um segundo semestre louvável, com ótima reação no Brasileirão e título incontestável na Sul-Americana. A volta de Rogério Ceni e o entrosamento defensivo, além da presença de Lucas, foram o tom do time. Se Luís Fabiano conseguir se firmar em campo, lutando contra suspensões e contusões, o São Paulo vai ser parada indigesta pra qualquer um.

2013 promete, com overdose de futebol mundo afora. Pra aquecer, a Copa São Paulo de Juniores começa amanhã, com muitos atletas profissionais em campo, pois o limite de idade voltou a ser de 20 anos, sem considerarmos os eventuais gatos, aqueles jogadores com 20 anos no RG e 25 de idade.

janeiro 3, 2013 at 12:00 pm 1 comentário

O verdadeiro capitão libertador

No jogo decisivo da Libertadores, o capitão foi Alessandro, o mais antigo do elenco. Muitas vezes me perguntei se não era hora de passar o lateral-direito pra frente, emprestar pra Portuguesa ou pro Bahia etc. Com gol contra, pênalti infantil cometido e vacilo em momentos difíceis, seu currículo era de um homem de risco, espécie de homem-bomba.

Não pensei no fato de Alessandro ter vindo em 2008, quando o Timão estava na segunda divisão nacional, no fundo do poço. Ele estava no primeiro jogo da série B de 2008, ainda no banco de reservas. Entrou no decorrer de um Corinthians 3X2 CRB, no lugar do insólito Lulinha, tido pelo seu empresário como um novo Rivelino, fato que não se consumou, longe disso. O lateral-direito tentou ser volante, mas estava fadado a jogar pelo lado do campo, sempre marcando com vontade. Seu estilo aguerrido deu origem ao apelido de Guerreiro, que muitas vezes os jornais lembram, não a torcida. Longe de ser o mais aplaudido pela Fiel, também não chegou a ser apupado como Danilo, Júlio César ou Alex, que tiveram momentos de total desânimo da torcida contra eles.

E não é que Alessandro quase se tornou o anti-herói, o Macunaíma alvinegro nas quartas-de-final, quando deu um chute incompreensível e sem direção, deixando a bola livre para Diego Souza. A sorte de Alessandro é que o goleiro Sidney Magal, o Cássio, salvou o lance com elasticidade e arrojo, segurando o carrasco cruzmaltino. Pouco depois, Paulinho salvou a noite das mais gloriosas de que se tem notícia, num Pacaembu fervendo sangue preto e branco.

A partir desse lance patético, o Guerreiro foi sóbrio, discreto e eficiente nos jogos seguintes. Nas semifinais e nas finais, não teve um só momento de vacilo. Foi de uma perfeição absoluta. Jogou com a faca entre os dentes e com sangue nos olhos. Teve cabeça para se posicionar da forma certa. Subiu só quando era necessário, geralmente se preocupando em marcar o time do Santos, uma máquina de jogar futebol idolatrada por todo o território nacional. Por fim, deu drible nos atletas do Boca Juniors na final. Pelo seu lado, ninguém logrou êxito nos quatro últimos jogos da Libertadores.

Em seu quinto ano de Corinthians, o moço de 33 anos já conquista sua quinta taça. A escolha do representante que ergueria a taça foi justa. Mais justo ainda é eu me retratar com o homem que mais me colocava medo nas decisões do torneio continental tão cobiçado. Ele era candidato a ser um novo Guinei, Alexandre Lopes, Coelho, Cachito Ramírez, Roger Pega-Pega ou Kleber. Foi simplesmente o Alessandro de Assis Chateaubriand (PR), o cara que ergueu a taça tão cobiçada por uma nação de 30 milhões de loucos.

 

julho 6, 2012 at 6:12 pm Deixe um comentário

A dois passos do paraíso e de um novo Basílio

Ontem foi definido o adversário do Corinthians na decisão histórica da Libertadores, o tradicional e megacampeão Boca Juniors, seis vezes campeão do torneio. Os torcedores que choravam copiosamente no Pacaembu, dia 20 de junho, sabiam que aquela era uma ocasião histórica, com uma classificação para a final do inédito certame da América. E agora será ainda mais épica e histórica a final do torneio continental, o único que falta na galeria de troféus do Parque São Jorge.

São duas boas partidas a serem cumpridas, a primeira no dia 27 de junho, em Buenos Aires. No dia 4 de julho, os jogadores talvez pensem que podem entrar para a história superando Basílio, com um gol de título de Libertadores. Tite vai saber administrar esse sonho pessoal de cada atleta, que deverá sempre pensar na possibilidade de um passe para que outro seja o Basílio. Calejados os atletas estão. Jorge Henrique, Danilo, Emerson e Alex são os mais adiantados do time, todos com pelo menos 30 anos e muitos títulos no currículo, com direito a gols decisivos e tudo mais. No banco, como 12º jogador, Liedson, 34 anos e artilheiro do Timão no ano passado, volta a ser esperança depois de ter mudado a história da semifinal contra o Santos. Junto de Liedson, um senhor de roupa preta e aparência de um Oswaldo Brandão, um senhor com roupa estilo lojas Garbo, dos anos 1970, e muita inteligência para administrar um grupo como o do Corinthians.

Vendo ontem o jogo do Boca, muito viram possibilidade de que o Boca tivesse tomado um gol no Chile, pois algumas defesas de Orión, ex-goleiro da seleção argentina, foram impagáveis. O goleirão tem 30 anos de bom futebol e muita capacidade. Junto de si, traz na defesa Schiavi, um beque de 39 anos, mas com fôlego e garra de juvenil. Outra pérola da defesa argentina é Clemente Rodríguez, de 30 anos, campeão de outros carnavais pelos xeneizes. O time tem ainda os experientes meias Somoza (31 anos), Erviti (31) e Riquelme (34 a serem completados no domingo), além do atacante Santiago Silva (31), ex-Corinthians. Os mais jovens do experiente time argentino são o lateral Roncaglia (25), o zagueiro Insaurralde (27), o meia Ledesma (28) e o atacante Pablo Mouche (24), que saiu contrariado de campo ao ser substituído no decorrer do segundo tempo. O time azul e amarelo segurou os chilenos, mas também criou algumas boas chances para gol, principalmente quando a bola chegava limpa nos pés de Riquelme, que mandou uma na trave, na etapa inicial.

Em suma, são dois times experientes. Os atuais campeões nacionais dos países mais vitoriosos do futebol nas Américas vão se encontrar na final continental. O campeão será incontestável, tanto que a melhor campanha no torneio é do Corinthians, seguido de perto pelo Boca. Tudo isso faz sentido, mas nenhum corinthiano se importa com a criação de um novo herói, um novo Basílio. Essa caminhada do título passou pelas mãos do jovem Cássio, sem o qual o time talvez tivesse sucumbido. Ninguém jamais se esquecerá da segurança da dupla de zaga com o veterano Chicão e o jovem Leandro Castán, nem da técnica do lateral Fábio Santos e do esforço dos laterais Edenílson e Alessandro. Os volantes Ralf e Paulinho serão eternizados, ainda que nem cheguem perto da área adversária. O Timão só precisa vencer. Ninguém tem que bancar o herói. O título não pede um novo Basílio, mas ele pode estar predestinado como o mito de 1977, no famoso jogo do 13 de outubro, o mais famoso da história do futebol no Brasil.

junho 22, 2012 at 6:26 pm Deixe um comentário

O jogo da minha vida

Paulo André que nos desculpe pela cópia, mas hoje qualquer corinthiano vai chamar a decisão do Pacaembu de “o jogo da minha vida”, nome do livro do eterno contundido, mas grande campeão e zagueiro do Timão. Nunca antes na história desse País, diria Lula, outro corinthiano, a equipe do Parque São Jorge esteve perto da final da Libertadores da América. Só que aí se levanta um palmeirense chato e lembra que em 2000 aconteceu como em 2012, ou seja, o Coringão chegou à semifinal do continental, em que foi derrotado pelo principal rival de sua história, o time alviverde.

A escalação é a desejada pela torcida, à exceção da saída de Edenílson, contundido, para a entrada do temido Alessandro, que não comprometeu na Vila, diga-se de passagem. O goleiro tem segurado até pensamento, sendo a grande aposta para um dia em que o Timão só precisa manter sua sina de não sofrer gols no Pacaembu pela Libertadores. Ninguém espera goleada. Os palpites são 1 a 0, 0 a 0, 1 a 1 ou 2 a 1, todos favoráveis ao Alvinegro. Ninguém arrisca um 2 a 0. Nem Jorge Teixeira, símbolo do otimismo corinthiano, arrisca uma vitória mais larga. O time terá que ser matreiro, diz ele. Sem se acovardar, a equipe da capital terá que assustar o Santos, manter a defesa peixeira acesa, ligada nos movimentos de Jorge Henrique, Danilo, Alex e Willian, os mais avançados, e preocupada com as chegadas de Fábio Santos e Paulinho, sem falar em Ralf, o Pitbull, nas palavras do Jorginho.

Nos bancos, Muricy e Tite são dois bons treinadores. Ninguém acredita que um vá engolir o outro. Há personagens respeitáveis pelos lados da Baixada. Ninguém se atreve a cutucar Neymar, Borges, Arouca, Alan Kardec e Ganso, os maiores perigos. O quinteto em questão tem ótimo aproveitamento em arremates. Todos chutam bem, representam perigo à meta adversária.

Só que a torcida do Parque São Jorge, representada por 35 mil loucos no Pacaembu, confia em si, no seu grito e na força que dá ao time, e também na ilustre presença do goleiro Cássio, o Sidney Magal. Ele e Paulinho são as principais esperanças do Corinthians. Aí sim, caso o grupo campeão brasileiro supere o atual campeão continental, amanhã, 30 milhões de pessoas vão se referir ao 20 de junho de 2012, embate entre Corinthians e Santos, como o jogo da minha vida, o dia em que a Terra parou e a noite foi a mais longa do ano, como dizem os meteorologistas neste início de inverno. Faltará só mais um passo para o dia D, o 4 de julho, dia da grande final, mas falar nisso hoje é dar combustível para os santistas. Melhor aguardar o sofrimento de hoje, que, espera-se, seja premiado com uma exuberante classificação. Para não ficar no muro, meu palpite é 1 a 0, gol de Paulinho.

junho 20, 2012 at 6:45 pm Deixe um comentário

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