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Argentina vence duelo do Rio da Prata e vai à Copa

     Não seria correto chamar o grande jogo entre Uruguai e Argentina de guerra. Os tradicionais rivais, mas não inimigos, disputaram a quarta e última vaga à Copa 2010 nesta quarta, em Montevidéu, e num jogo emocionante, acirrado, deu a lógica, ou seja, deu Argentina, com um gol no final do segundo tempo, chorado, mas feito com categoria por Bolatti, que entrara no lugar de Higuaín, o centroavante da Argentina e do Real Madrid. Maradona saiu de campo tripudiando dos jornalistas que, segundo El Pibe, o perseguem. É fato que a campanha da Argentina foi bem abaixo do esperado mas, se serve de alento, foi parecida com a do Brasil nas Eliminatórias para a Copa de 2002, com classificação garantida somente na última partida. E depois, deu no que deu, ou seja, o Brasil conquistou seu quinto título de Copa. Pelo que jogou, a Argentina não correu grandes riscos, apesar do medo de Paulo Vinícius Coelho, da ESPN Brasil, que criticou bastante a formação do meio argentino, somente com um marcador, Mascherano. A bem da verdade, os argentinos marcaram e anularam as possíveis investidas uruguaias, que se resumiram a poucas chances, mesmo assim pouco contundentes. O goleiro Romero, outra temeridade argentina, nem foi muito exigido, o que é um alívio para os argentinos, PVC, Juca Kfouri e tantos brasileiros que queriam mesmo ver a Argentina na Copa. O desejo de todo esse povo foi realizado, e o time do tango estará na África do Sul, trazendo o futebol de Messi, que em Montevidéu foi um fantasma em campo, longe do Messi que todos se acostumaram a ver jogar pelo Barcelona. Para Maradona, só interessa ver o país na Copa. Se estiver na África com sua seleção, pois muitos dão como certa sua demissão depois dos xingamentos pós-vitória, El Pibe vai deleitar as câmeras de televisão, sempre voltadas para ele.

     O jogo começou ruim para a Argentina, com as declarações de PVC, segundo o qual o Uruguai leva a melhor em decisões contra os argentinos. Logo aos dois, Suárez faz bela jogada pela esquerda do ataque uruguaio e cruza, mas faltou um pé salvador para empurrar a bola para a rede. Aos quatro, um lance esquisito, e Forlán toca para o meio e vê Romero, o goleiro argentino, chutar a bola em cima de Suárez; quase a bola vai para o gol argentino. Aos oito, a primeira paulada do jogo, dada por Heinze, de carrinho: cartão amarelo dado por Sua Senhoria. Aos nove, cobrança de falta para o Uruguai, bola na área e Scotti cabeceia a bola, que passa assobiando perto da trave. Aos 13, Maxi Pereira devolve a gentileza a Heinze e dá-lhe uma paulada: segundo amarelo do jogo. Aos 16, Otamendi, zagueiro argentino do Vélez Sarsfield, leva o terceiro amarelo do jogo, exatamente por fazer antijogo. Aos 22, Álvaro Pereira chuta cruzado, perto da trave, assustando. A Argentina, depois de um pequeno sufoco inicial, seguia com o seu tradicional toque de bola, tranquila, matando o tempo e ganhando o meio de campo. Os raros perigos argentinos vêm de cobranças de falta, sempre em cima do goleiro Muslera, esperando uma falha que não viria a acontecer, não do goleiro. Aos 37, Di Maria, o argentino, vem com a bola dominada e bate para o gol, mas Muslera defende com facilidade. Começa a faltar categoria ao Uruguai, matéria que sobra na Argentina, com gente como Verón, Messi, Mascherano e o próprio Di Maria, o melhor em campo, lépido, guerreiro. Aos 46, Forlán arrisca de longe, mas a bola vai para fora, sem perigo. E o árbitro encerra a peleja, pelo menos o primeiro tempo. Os uruguaios começam a ficar ressabiados, pois o placar em Santiago apontava Chile 0X0 Equador. Um gol equatoriano mudaria de figura o embolado setor das vagas para quarto e quinto colocados, pois no intervalo a Argentina seguia com 26 pontos, o Uruguai vinha na quinta colocação, com 24, à frente do Equador, com 23. Essa situação classificava a Argentina direto para a Copa e colocava o Uruguai na repescagem, contra o quarto colocado da Concacaf, que depois saberíamos ser a Costa Rica, treinada por Renê Simões.

     Na segunda metade do jogo, as equipes voltaram sem alteração. Aos três, o Uruguai cobra uma falta perigosa e a bola espirra, mas sobra para as mãos de Romero. Um minuto depois, Forlán arrisca de longe, mas a bola novamente insiste em ir para fora. Aos cinco, o estádio vai ao delírio com a notícia do gol de Suazo para o Chile, em Santiago. Na pior das hipóteses, o Uruguai iria para a repescagem, mesmo que perdesse. E a torcida argentina, pasmen, fazia mais barulho no abarrotado Estádio Centenário, palco da primeira final de Copa do Mundo, em 1930, protagonizada por uruguaios e argentinos, com vitória dos primeiros. Aos 12, Messi tem um repente de Barcelona e bate uma falta venenosa, mas Demichelis, o zagueirão do Bayern de Munique, fura na hora “h”. Um minuto depois, o Uruguai troca J. Rodriguez por Cavani, o que não agradou muito a PVC. Aos 15, Messi, novamente ele, passa para Higuaín, mas Muslera sai mais rápido que o atacante, impedindo o gol argentino. Aos 18, um susto para a Argentina, pois o veterano zagueiro Schiavi perdeu bola fácil para Suárez, que mandou o pé, mas a bola foi em cima do bem colocado Romero. O Uruguai era só pressão, mas faltava a bendita técnica. E o tempo passava. Aos 26, entra Cebola Rodriguez no lugar de Gargano, na seleção ururuaia, e aí PVC aprova, pois pedira Cebola desde o início do jogo; não entendia a sua ausência da Celeste. Aos 28, um lance curioso: após cobrança de falta na intermediária ofensiva do Uruguai, Lugano sobe para dar umpeixinho, mas a bola desvia em seu bumbum e vai perigosamente para fora, assustando toda a nação argentina. A Argentina, que corria incansavelmente, marcando o Uruguai, trocaria o seu melhor jogador, Di Maria, por Monzon, um defensor. Logo em seguida, Oscar Tabárez, treinador uruguaio, mandava a campo El Loco Abreu e tirava Suárez, o que gerou críticas de PVC, que o tachou de covarde. O lance seguinte, no troca-troca, seria a saída de Higuaín, o centroavante, para a entrada de Bolatti. Aí PVC só faltou xingar Maradona aos palavrões, pois recuava demais o time, chamando o Uruguai para o campo de defesa argentino. Aos 38, Cáceres, uruguaio, fez um lance só permitido no futebol americano: segurou o jogador adversário pelas pernas e pelos pés, parando-o de forma acintosa. Como já tinha amarelo, pôs a camisa em cima do rosto e foi embora com o seu cartão vermelho recebido. Ficaria mais fácil para a Argentina, que só pretendia ver o relógio andar e tocar a bola de pé em pé. Logo em seguida à expulsão, na cobrança da falta, a bola espirra na área uruguaia e sobra para Bolatti, cuja entrada foi criticada por PVC, mas o volante não se intimidou, dominou e afundou a rede uruguaia, fazendo o gol da vaga para a Copa. Os cerca de 2 mil argentinos foram à loucura no Centenário, e Maradona era o mais extasiado em campo, alucinado com a vitória de sua equipe, transtornado. Aos 40, Messi sai e dá vez a Tevez. Depois dessa troca, nada mais seria acrescentado além do toque de bola argentino, um autêntico “olé” até o fim do jogo. E o árbitro encerrou o jogo, dando início à festa, que começou no Centenário e invadiu as ruas de Buenos Aires, La Plata, Rosário e todas as cidades e todos os vilarejos argentinos, além das inúmeras cidades do mundo onde estão os argentinos, um povo principalmente brioso, digno, que luta sempre até o fim no jogo, se entrega.

     Seria mesmo uma injustiça o país de Maradona, Di Stéfano, Kempes, Passarella, Ortega, Batistuta, Verón e tantos outros craques ficar de fora da Copa. Pelé diria que a Copa sem eles não tem o mesmo brilho, mas talvez tenha se esquecido de 1970, quando o Brasil venceu sem a Argentina, mas ninguém questiona o brilho daquela seleção e daquela Copa. O fato é que todos poderão ver Messi, Verón, Higuaín, Tevez, Mascherano e quem sabe Cambiasso, Riquelme (difícil, pois é desafeto de Maradona) e outros não convocados nos últimos jogos. Brilho já não vai faltar à Copa da África do Sul. E o Uruguai ainda pode tentar sua vaga na repescagem, contra a Costa Rica, do brasileiro Renê Simões, jogada para a repescagem ao tomar um gol aos 47 do segundo tempo, em jogo contra os Estados Unidos. Quem ficou com a vaga que seria da Costa Rica foi Honduras, e Tegucigalpa, junto com todas as cidades hondurenhas, foi ao delírio, após 28 anos longe de uma Copa do Mundo.

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outubro 17, 2009 at 11:09 am Deixe um comentário

Brasil joga futebol abaixo do nível do mar na altitude boliviana

     O Brasil realizou uma péssima partida diante da Bolívia, na penúltima rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo 2010. O time foi malemolente, desinteressado, desanimado, talvez pelo fato de já ter assegurado sua vaga para a Copa. O fato é que o jogo não serviu com teste para assegurar a vaga de ninguém no grupo que vai ao mundial. Até Júlio César não foi lá essas coisas na altitude. As melhores figuras foram mesmo Nilmar, que até marcou um gol, e os laterais Maicon e Daniel Alves, com disposição para jogar os 90 minutos sem precisarem de balão de oxigênio. O resto foi muito fraco. E olhe que o adversário era a Bolívia, já garantida como penúltima colocada do certame. Como destaque boliviano, fica o meia Olivares, autor do primeiro gol e figurinha sempre perigosa do fraco time verde.

     O jogo começou com a Bolívia dominando a posse de bola, apesar da falta de categoria de seus jogadores. Aos cinco minutos, Júlio César salvaria o gol inaugural do jogo, ao defender um chute de Arce, ex-jogador do Corinthians e velho conhecido dos brasileiros. Aos nove, Olivares deu o primeiro susto na defesa brasileira, desorganizada, quando ele cabeceou um cruzamento e viu a bola passar raspando o poste direito de Júlio Doze Césares. Um minuto depois, finalmente sairia o gol boliviano, que já demorava: Arce cobra escanteio e Olivares entra com tudo, de cabeça, para afundar a bola em direção ao gol canarinho, fazendo 1 a 0 para os bolivianos, placar mais que justo até aquela hora. O Brasil tentava sair, mas não conseguia criar uma boa jogada que fosse. Parecia que enfrentava a “Máquina Húngara de 1954”, vendo Puskas em vez de Arce e Kocsis em lugar de Marcelo Moreno, ou Czibor onde estava Olivares. O primeiro lance de perigo nem foi tão contundente assim, pois Diego Souza tabelou com Nilmar e recebeu, mas bateu desequilibrado, mandando para as nuvens a oportunidade do empate canarinho. Aos 23, quase sai o gol do Brasil, quando Nilmar foi à linha de fundo como uma flecha, cruzou forte, mas Adriano chegou um segundo depois para cabecear a bola, que passou por toda a extensão da área. Aos 29, Zabala chutou perigosamente, mas Júlio salvou o Brasil com uma defesa segura. Como o Brasil não se manifestava em busca do empate, a Bolívia aproveitou para fazer o segundo, aos 31, em cobrança de falta executada com perfeição por um velho conhecido dos brasileiros: Marcelo Moreno, ex-Cruzeiro. Ele bateu quase no ângulo, e Júlio nem foi na bola, pois não tinha chance. Com o placar de 2 a 0, o Brasil confirmava mais uma vez o que vem acontecendo desde 1993, ou seja, vai sempre mal quando joga em La Paz. Se fosse tão complicado assim para todos, a Bolívia, obrigatoriamente, conseguiria 27 pontos referentes às nove partidas que faz em casa nas Eliminatórias, mas não é o que costuma acontecer. Aos 35, o último lance de impacto no primeiro tempo, quando Daniel Alves recebeu boa bola, avançou e arriscou um petardo de longe, mas a bola se chocou contra a trave e deu rebote, que não foi aproveitado por Adriano, pois ele mandou a pelota para fora. De resto, nada mais houve no primeiro tempo em termos de lances de gol. Os times se acomodaram nos dez minutos finais e guardaram suas forças para o segundo tempo. A torcida brasileira, presente em todos os estádios onde a seleção joga, acreditava numa hipotética virada, bem difícil àquela altura.

     Para o segundo tempo, Dunga teve que trocar Adriano, contundido, por Diego Tardelli, que faria falta no dia seguinte para o Atlético, no clássico contra o Cruzeiro. Diego Souza também deu seu lugar a um reserva, Alex, ex-meia do Internacional. E o segundo tempo foi de um marasmo danado, com pouquíssimas chances de gol. Todos viram só Nilmar e Diego Tardelli tentando algumas jogadas infrutíferas, exceto pelo gol que aconteceria. Aos oito, Nilmar, sem paciência para chegar mais perto do gol, resolveu arriscar de longe, mas só assustou Arias, o goleiro da Bolívia, que viu a bola ir para fora. O jogo seguia em marcha lenta, com a Bolívia mais que satisfeita pelo resultado e o Brasil com seu tradicional medo da altitude. Tudo caminhava tranquilamente até que aos 25 sai o gol de honra brasileiro. Maicon sai em contra-ataque, recebe de Ramires e cruza na medida para Nilmar, que só cumprimenta de cabeça Arias, mandando a bola para o fundo da rede dos bolivianos. Parecia que o Brasil voltaria para a partida, mas foi uma doce ilusão. O time seguiu sem criar nada, apático, guardando seu oxigênio, administrando a derrota. O último lance de perigo seria da Bolívia, aos 39: Rivero recebeu cruzamento e cabeceou sem marcação, com perigo, mas o bandeirinha já levantara seu instrumento. E foi só. Até o fim, o Brasil não teve volume de jogo para merecer resultado diferente e encerrar uma série de 19 partidas invictas sob a égide de Dunga. Nada que mude o mérito do Brasil por ter vencido e bem Uruguai, Argentina e Chile, todos fora de casa. E mesmo que perca a última partida das Eliminatórias, o trabalho terá sido bem feito.

     Na mesma rodada, a penúltima das Eliminatórias, os outros resultados foram Colômbia 2X4 Chile (classificando os chilenos para mais uma Copa e eliminando a Colômbia), Equador 1X2 Uruguai (a Celeste reage no final), Venezuela 1X2 Paraguai (a Venezuela foi mais uma a perder em casa e ficar praticamente fora) e Argentina 2X1 Peru (com emoção até os 47 do segundo tempo, quando Palermo fez o gol salvador). A classificação indica Brasil (33 pontos), Paraguai (33) e Chile (30) classificados para a Copa do Mundo. A última vaga, além de uma para a repescagem, vão ser disputadas por Argentina (25), Uruguai (24), Equador (23) e Venezuela (21). Haja emoção para Uruguai e Argentina, em Montevidéu, no clássico do Rio da Prata.

outubro 15, 2009 at 12:08 pm Deixe um comentário

Nilmar e Bap entram e resolvem a parada contra o Chile

     O Brasil conseguiu uma vitória mais que esperada contra o Chile, no Estádio de Pituaçu, em Salvador, na Boa Terra. O placar de 4 a 2 foi bonito, reprise da semifinal histórica da Copa de 1962, no próprio Chile, entre os dois países, no ano em que o escrete canarinho foi bicampeão mundial, sob a batuta de Garrincha, que foi o grande jogador daquele torneio. Desta vez, também valendo Copa do Mundo, só que na fase de Eliminatórias, o Brasil saiu na frente, parecia que ganharia fácil, deixou o Chile empatar e quase virar, mas no final o astro Nilmar, agora no time espanhol do Villarreal, decidiu a parada com mais dois golaços; ele já tinha feito o primeiro. Julio Baptista, o Bap, completou os tentos do Brasil. Os dois entraram nos lugares dos suspensos Kaká e Luís Fabiano, arco e flecha do jogo contra a Argentina, e cumpriram com a obrigação que lhes fora dada, com louvor e mérito. E o jogo teve até ameaça de vaia da torcida, à qual Dunga respondeu aos palavrões após o terceiro gol, quando o Brasil retomou a frente do marcador. Senão não seria o Dunga.

     O Brasil começou melhor, dominando as ações e pressionando o Chile, que veio armado com um time ofensivo, mesmo com o péssimo retrospecto de sete derrotas e um empate nos oito últimos jogos contra o Brasil. Aos seis minutos, quase Luizão faz de cabeça, mas Fernandéz tirou em cima da linha. No rebote, a bola sobrou para Adriano, que quase faz, mas foi interceptado pelos defensores no momento do chute. O Brasil seguia melhor, mas não conseguia o gol, ou pelo menos a oportunidade de gol. O jogo corria, e a torcida queria gol, mas ainda não vaiava a seleção. Aos 28, quase o Chile faz, após Felipe Melo tentar dar uma de Sócrates e tocar de calcanhar, mas o tiro saiu pela culatra e Melo armou um contra-ataque chileno, que quase termina com um gol, não fosse o erro de pontaria de Sanchez, o chutador chileno. Só que aos 32 o estádio se desmancharia em forma de alegria com um gol do Brasil: Daniel Alves, o bom baiano, cruzou da intermediária ofensiva brasileira, e a bola passou por Adriano, mas não por Nilmar, que se esticou todo e meteu o pé na bola, mandando para a rede, fazendo 1 a 0 para o Brasil. Festa em Salvador, cidade onde há festa nos 365 dias do ano, exceto em ano bissexto, com um dia a mais de celebração. Dois minutos depois, quase Adriano faz, após receber lançamento do baiano Daniel Alves, mas o Imperador driblou o goleiro e chutou fraco, facilitando a vida do zagueiro Ponce, que tirou em cima da linha. Aos 40, quase sai o gol de empate dos vermelhos, em lance de cruzamento, recebido por Fernández, que chutou na cara de Júlio Doze Césares, e este fez mais um de muitos milagres que vem fazendo na meta brasleira. Um minuto depois, o desafogo do Brasil no marcador: Julio Baptista foi o finalizador, mas a jogada começou com o goleiro chileno, Bravo, que jogou na fogueira para o zagueiro, viu o serelepe Nilmar tirar do beque e jogar para Daniel Alves na direita, e o baiano cruzou na medida para Bap, La Besta nos tempos de Espanha, e o bestial e forte meia mandou com gosto o pé, fazendo a rede de Pituaçu estufar. Com a vantagem de 2 a 0, muitos pensaram que já se poderia mandar descer o caixão com os chilenos dentro. Só que ninguém contava com a forcinha que os chilenos receberiam da dupla Felipe Melo e André Santos, bons jogadores, é verdade, mas ambos em jornada de pernas-de-pau, como se um fosse Pinela e outro fosse Ari Basão, ambos jogadores de péssima lembrança para a torcida do Corinthians. Aos 46, Sanchez recebeu a bola na ponta direita do ataque chileno, passou com facilidade por André Santos, que ficou quase imóvel no lance, e passava por Felipe Melo, já na grande área, quando este lhe desferiu um pontapé, não como Garrincha desferiu no seu marcador chileno no jogo de 1962, mas uma falta dentro da área, o que é pênalti. Suazo cobrou com força, no ângulo, que é para não dar chance ao intransponível Júlio César. O primeiro tempo foi encerrado com o placar de 2 a 1 para o Brasil.

     No segundo tempo, o Brasil começou esquisito, sem a mesma força do início do primeiro tempo, meio acomodado. E não tardou a Felipe Melo encerrar a sua noite do terror, ao desferir, aos cinco minutos, um pontapé desnecessário em Sanchez, sua vítima no lance do pênalti. O árbitro não teve dúvida e mostrou o cartão vermelho para o pior jogador em campo. Logo em seguida, um duro golpe no Brasil, aos sete, Fernández cruzou para Suazo, no meio de Miranda e André Santos, que só olharam o chileno cumprimentar Júlio César e a rede brasileira, num cabeceio forte e preciso, determinando o empate por 2 a 2. O placar igual deixou o jogo num marasmo danado, sem que se criasse nenhuma chance clara de gol por um longo tempo. Com um a menos, o Brasil tinha dificuldade para chegar à área chilena. Aos 24, Isla e Valdivia entraram no time chileno, e no caso do segundo, que substituiu Suazo, houve crítica rigorosa de Lédio Carmona, comentarista do Sportv. Num surto de torcida para o Chile, o analista se preocupava em saber como é que o Bielsa, treinador chileno, jogaria o resto do jogo sem um homem de área, frustrando os planos de Lédio, que parecia querer ver uma virada à chilena. Pelos lados do Brasil, entraram Sandro e Diego Tardelli nos lugares de Julio Baptista e Adriano, respectivamente. Logo em seguida, Elano entrou na vaga de André Santos, que definitivamente não reeditou as boas exibições anteriores. Aí o Brasil melhorou um pouco, até que aos 30 resolveu a parada, num lance de Maicon pela direita, com direito a cruzamento do azougue da Internazionale para Nilmar, e este cabeceou no chão, sem chance para o goleiro Bravo, arrancando o terceiro gol brasileiro. Nem deu tempo de o Chile ficar bravo, pois um minuto depois do terceiro veio o quarto gol, também de Nilmar: a jogada começou com Diego Tardelli recuperando uma bola, passada depois aos pés de Elano, que cruzou na medida para Maicon, e o chutador de bombas mandou um torpedo nas pernas de Bravo, o arqueiro do Chile. No rebote, a bola sobrou para Nilmar, o dono da noite, e ele não decepcionou, ou por outra, deu um chute certeiro para o fundo do gol, encerrando o placar de 4 a 2. A partir daí, o Chile estava convencido de que realmente vai ser difícil vencer tão logo o Brasil, invicto há 18 partidas. No final do jogo, ainda deu tempo de Medel, aos 42, mandar um chute torto, para fora, e dois minutos depois Valdivia, El Mago, ex-Palmeiras, driblar dois e mandar perto da trave, assustando a torcida de Pituaçu, que ameaçou vaiar a seleção quando o jogo estava empatado por 2 a 2, mas viu Dunga ter um ataque de xingamentos direcionados à arquibancada quando Nilmar fez o terceiro do Brasil. O jogo foi encerrado, e todos puderam ver que o Brasil não está satisfeito com a classificação à Copa, mas quer terminar em primeiro a disputa.

     Com os outros resultados da noite: Bolívia 1X3 Equador, Uruguai 3X1 Colômbia, Paraguai 1X0 Argentina e Venezuela 3X1 Peru, a classificação aponta o Brasil na liderança (33 pontos), seguido de Paraguai (30), Chile (27), Equador (23), Argentina (22), Uruguai (21), Venezuela (21) e Colômbia (20). Com Brasil e Paraguai classificados, resta aos demais a briga por mais duas vagas, além de uma terceira, que dá direito a uma repescagem contra o quarto colocado das Américas Central e do Norte, que deve ser Honduras ou Costa Rica, uma baba daquelas. Todos estão preocupados com a Argentina de Maradona, menos os argentinos, que pegam na próxima rodada o generoso Peru, aquele de 1978. Se golear o Peru, muito provavelmente os portenhos vão à rodada decisiva em busca de um empate em Montevidéu, contra o nada generoso Uruguai. O Centenário, sede da final da primeira Copa, em 1930, também entre os vizinhos do Rio da Prata, vai ferver, mas isso fica para o mês de outubro.

setembro 10, 2009 at 9:51 pm Deixe um comentário

Brasil confirma presença na Copa 2010 em plena Argentina

     O Brasil confirmou sua presença na Copa do Mundo de 2010, neste sábado, em plena cidade de Rosário, local do jogo em que o Brasil venceu a Argentina, não por qualquer placar, ou por uma vitória suada, mas por uma vitória pelo placar de 3 a 1, com um jogador a menos pelo lado do Brasil, desfalcado de Robinho, que parecia contundido, fazendo número, um fantasma dentro de campo. Quando Robinho saiu, aos 22 do segundo tempo, o Brasil passou a jogar completo, e aí ficou mais difícil ainda para a Argentina. O Brasil possui uma estrutura montada para a Copa, com Júlio César definido como goleiro, e quem seria louco de tirá-lo agora? Seu reserva imediato é o ótimo Victor, do Grêmio. Os defensores devem mesmo ser Maicon, Juan, Lúcio e André Santos, com Daniel Alves, Luizão e Miranda na reserva, só restando uma vaga para a reserva da lateral-esquerda. No meio, as vagas de volantes vão para Gilberto Silva e Felipe Melo, com opção de banco para Josué e mais um, ainda em aberto. Na armação, Elano e Kaká parecem garantidos, assim como os reservas Júlio Baptista e Ramires. No ataque, infelizmente o fantasma Robinho é titular garantido, ao lado de Luís Fabiano. No banco, os atacantes Adriano e Nilmar saem na frente. É uma ótima escalação, exceto pelo Robinho, que vive péssima fase.

     O jogo contra a Argentina começou alucinante, com um lance perigoso de Tevez, aos 40 segundos, em lance de letra do craque portenho. Os argentinos marcavam sob pressão a saída de bola brasileira. Nada de chance clara de gol, mas o domínio da posse de bola era pleno dos argentinos, com 66% de posse de bola até quase o fim do primeiro tempo. Aos 11, o melhor do mundo, Messi, recebeu uma bola boa e emendou um chute perigoso, mas a bola foi para fora. E a Argentina seguia com a bola, tentando entrar na bem armada defesa do Brasil. Aos 17, Messi faz boa jogada, dribla alguns defensores, mas na hora do chute a bola vai em cima do beque. E na primeira estocada do Brasil a porção canarinho do estádio Gigante de Arroyito foi ao delírio: Elano, aos 23, cruzou com perfeição, numa cobrança de falta, e Luizão, livre, no meio da área, cabeceou com estilo, com muita força, sem chance de defesa para Andújar, o goleiro argentino: 1 a 0 para o Brasil. Aos 26, Verón cruzou uma bola perigosíssima na área do Brasil, e a pelota cruzou toda a extensão da área, sem ser tocada por ninguém; pura sorte. Aos 30, antes que a Argentina se refizesse do susto do primeiro gol, Elano cobrou uma falta, a bola desviou na barreira e sobrou para Kaká, que cruzou e viu Maicon chutar, Andújar defender e Luís Fabiano emendar para o gol. Com a vantagem de 2 a 0 para o Brasil, os argentinos ficaram desesperados, e o rosto de Maradona estava sombrio na tela da TV Globo, de onde se ouvia Galvão Bueno preocupado com a situação de Maradona, ameaçado de disputar a repescagem caso a vitória brasileira se confirmasse. E como Galvão dizia, a Argentina não desiste jamais, e quase faz aos 37, quando Tevez cruzou, Maxi Rodríguez chutou à queima-roupa e Júlio Doze Césares defendeu milagrosamente. Aos 40, Dátolo arriscou uma bomba da intermediária, mas a bola foi para fora. Aos 42, foi a vez de Andúlar fazer milagre, após cruzamento de Elano, em cobrançade falta, e cabeceio de Maicon. O primeiro tempo terminou com o Brasil complicado para o pega de quarta contra o Chile, em Salvador. Luís Fabiano, Kaká e Lúcio ganharam cartão amarelo e estavam suspensos do jogo de quarta.

     Para o segundo tempo, Maradona pôs em campo seu genro, Agüero, em lugar de Maxi Rodríguez. Logo aos dois minutos, cruzamento perigoso para Dátolo, mas André Santos interceptou na hora “h”. O duelo seguia entre o ataque argentino e a defesa brasileira, meio encurralada, mas bem postada. E o Brasil foi quem criou o lance seguinte de perigo, só aos 18, com Luís Fabiano, em bola espirrada, mas o artilheiro chutou perto da trave. Dois minutos depois, a coisa se complicou para o Brasil, quando Dátolo recebeu bola na esquerda e, mesmo longe do gol, acertou um pombo sem asa no ângulo de Júlio César, sem chance: 2 a 1. O estádio veio abaixo, a torcida começou a aumentar o volume, mas logo a coisa se acalmaria, pois aos 22 o Brasil saiu em contra-ataque, a bola ficou nos pés de Kaká, que lançou Luís Fabiano, com açucar e afeto, e ele só tocou com estilo, na saída do goleiro argentino Andújar: 3 a 1. Em seguida, Maradona põe Milito em lugar de Tevez, e o Brasil troca Robinho e Elano por Ramires e Daniel Alves, respectivamente. Aos 25, o Brasil quase faz o quarto, quando a bola vai da esquerda para a direita e sobra para Maicon, que chuta perigosamente, mas para fora. Dois minutos depois, Júlio César sai com a cara e a coragem nos pés de Diego Milito, seu companheiro de Internazionale, e leva vantagem no lance. Aos 29, a bola sobrou no ataque, do lado esquerdo, para André Santos, que soltou a bomba, raspando o travessão. Um minuto depois, foi a vez de Daniel Alves, em cobrança de falta, batida com perigo perto do travessão. Aos 31, Adriano entrou em lugar de Luís Fabiano, e claro que o Imperador, algoz da Argentina tantas vezes, foi vaiado pelos portenhos. Aos 34, bola para lá e para cá no ataque argentino, até que chegou ao pé de Mascherano, que mandou um tijolo para fora. O tempo ia correndo contra a Argentina, mas os vizinhos não se entregavam, tanto que Diego Milito, mesmo companheiro de Júlio Doze Césares, quase faz aos 41, mas o goleirão interceptou na exata hora do chute do atacante. A um minuto do fim, Ramires, fresquinho, com 20 minutos de jogo, recebeu uma bola açucarada para sair na corrida e chutar na saída do goleiro argentino, mas adiantou demais e facilitou a vida de Andújar. Não demorou muito e o árbitro encerrou o jogo, pondo fim à agonia de Maradona, incrédulo à beira do campo, aparentemente segurando o choro, talvez emocionado com o futebol jogado por Kaká, Luís Fabiano, Elano e companhia. Porque Maradona, acima de tudo, preza o bom futebol, seja ele jogado por quem for. Não é à toa que fala tanto de Pelé, aquele a quem muitos consideram o melhor jogador de futebol de todos os tempos, e no fundo Maradona sabe que eles estão certos.

setembro 7, 2009 at 4:18 pm 2 comentários

Brasil vence Paraguai e fica mais perto da Copa

     O Brasil entrou em campo na quarta-feira, para jogar contra a seleção paraguaia, em boa condição na classificação das Eliminatórias da Copa de 2010. Em jogo no estádio do Arruda, em Recife, o Brasil contou com 56 mil presentes para conseguir um ótimo resultado em campo, e não decepcionou nenhum dos pagantes e muito menos os não pagantes, jogou o fino da bola para arrancar rumo a mais uma Copa do Mundo, a da África do Sul, no ano que vem. E ainda não será desta vez que uma Copa do Mundo será disputada sem o Brasil, coisa que todos dizem ser mesmo impossível.

     E o jogo em Recife começou com uma blitz do Brasil no primeiro minuto, já com duas chances claras de gol. Logo depois o Paraguai respondeu, o que não intimidou o Brasil, que estava até melhor no começo do primeiro tempo, quando Cabañas, o gordinho atacante paraguaio, autor dos gols que desclassificaram Santos e Flamengo na Libertadores 2008 e de um dos gols paraguaios na única derrota do Brasil nas Eliminatórias, sofreu falta na intermediária brasileira. Na batida, feita por ele próprio, aos 25 minutos do primeiro tempo, a bola desviou levemente no pé de Elano, o suficiente para enganar o intransponível Júlio César, aquele que vale por “Doze Césares”. Foi só um susto no time brasileiro, que não se acomodou e partiu em busca do empate, que parecia que só viria no segundo tempo, com muita insistência, mas só parecia. Daniel Alves foi com a bola limpa na direita do ataque brasileiro, cruzou e encontrou aquele que não fez uma grande partida no Uruguai, Robinho, e o craque do Manchester City pegou de primeira, depois de a bola ter pingado no gramado, fato que faria com que 90% dos atacantes errassem, não Robinho; resultado: Brasil 1X1 Paraguai, e foi assim que acabou o primeiro tempo.

     No segundo tempo, com as duas equipes iguais, sem alterações, o time brasileiro, nos primeiros minutos, já teve a sua grande chance, e não desperdiçou. Felipe Melo viu Nilmar em boa condição perto da área paraguaia, deu a bola para o atacante do eterno campeão de tudo em 2009, o Internacional, e só viu o atacante paranaense levar a melhor em disputa com a zaga paraguaia, aos trancos e barrancos,e no fim com tudo dando certo para o Brasil. E Nilmar, mostrando que não é fominha, arrancou como um leopardo, inalcançável, e sem querer entrar com bola e tudo no gol do adversário, serviu Robinho, que ajeitou e chutou, com muito perigo ao gol de Villar, o arqueiro paraguaio. Depois do segundo gol brasileiro, a verdade é que só deu Brasil, com arrancadas de Kaká e Robinho, com muito toque de bola e domínio nos chutes a gol. Deu até tempo para Dunga colocar no jogo Ramires, Pato e Kléberson. O placar final foi até baixo para o domínio brasileiro, mas serviu pelos três pontos conquistados e pela constante festade Recife quando a seleção brasileira joga por lá.

     Com o resultado, o Brasil segue na liderança das Eliminatórias, a sete pontos do quinto colocado, Equador, que tem direito a disputar uma repescagem contra o quarto colocado da Concacaf, neste momento o México. E vimos a Argentina cair para a quarta posição, cinco pontos atrás do Brasil. E nosso próximo adversário é a dura Argentina, em Buenos Aires, mas isso é assunto para setembro, pois o Brasil agora está já na África do Sul, e estréia amanhã contra o Egito, na Copa das Confederações.

junho 14, 2009 at 5:58 pm Deixe um comentário

Dunga acertou a mão na convocação

     O comandante escolhido por Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), certamente não é unanimidade em território nacional. Muitos questionam o fato de a seleção mais campeã da história ser o seu primeiro emprego como treinador. Enquanto Wanderley Luxemburgo iniciou a carreira de treinador no Campo Grande, clube do subúrbio carioca, em 1983, e outros bons treinadores, como Mano Menezes, que iniciou com o Guarani, de Venâncio Aires, no interior do Rio grande do Sul, foi técnico dos juvenis do Internacional, tendo ido depois para o XV de Novembro, de Campo Bom, o gaúcho Carlos Caetano Bledorn Verri, ou o Dunga, debutou como treinador do escrete canarinho, pentacampeão mundial, sem nenhum estágio prévio. É o mesmo que o rapaz que sai de Muzambinho, sem o ensino médio concluído, e consegue um emprego de engenheiro civil, enquanto não aparece outra coisa, e aí eu uso um exemplo do pensador do futebol Bob Sousa, o Bob Cuspe da Fiel.

     E Bob viu ontem a convocação de Dunga com uma certa preocupação, pois Bob dava como certa a convocação de meio time do seu Corinthians. Dizia que Dunga convocaria Felipe, Chicão, Elias, Cristian e até Ronado. Quando perguntado sobre André Santos, dizia que as firulas dos últimos jogos certamente desagradaram Dunga, que nunca foi de fazer firulas quando jogador, tanto que foi o jogador que menos errou passes na Copa do Mundo de 1994, pois ele só destruia jogadas do adversário e passava imediatamente a bola para o primeiro brasileiro que aparecesse à sua frente ou ao seu lado. Sempre foi um carregador de piano, e poucos devem se lembrar de algum drible que ele tenha dado. E para surpresa de Bob, o único atleta corintiano convocado foi justamento André Santos, a quem Bob apelidou carinhosamente de “Máscara”.

     E Dunga não surpreendeu por convocar André Santos, um lateral de bons recursos técnicos. Ele convocou Nilmar, um atacante que joga hoje o fino da bola no certame de 2009. Desde que o ano começou, Nilmar tem sido eficiente nos campeonatos dos quais o seu Colorado participa. Outra grata surpresa foi Ramires, do Cruzeiro, a velha Raposa mineira. Por último, convocou o melhor goleiro do Brasil na atualidade, Victor, do Grêmio. De resto, convocou Júlio César, para o gol; Maicon, Daniel Alves e Kléber para as laterais; Juan, Lúcio, Alex e Luizão para a zaga; Josué, Felipe Melo, Anderson, Julio Baptista e Kaká para o meio; Robinho, Pato e Luís Fabiano para o ataque. Para não dizermos que tudo é perfeito, insistiu com as convocações de Gomes, para o gol, e Gilberto Silva e Elano, para o meio. No lugar dos três, poderia muito bem ter levado o goleiro Marcos e os meias Hernanes e Diego, este do Werder Bremen.

     Dos males o menor, pois esse time convocado por Dunga é suficiente para vencer Uruguai e Paraguai, em Montevidéu e Recife, pela ordem, nos dias 6 e 10 de junho. E como é duro vencer em Montevidéu. Duas coisas são certas: o time vai depender e muito da inspiração de Kaká, Robinho e Luís Fabiano, os jogadores mais adiantados do provável time titular, e ninguém quer que o time dependa muito das defesas de Júlio César, goleiro que deverá ser mantido, depois do que fez no Equador, no penúltimo jogo das Eliminatórias. O que todos esperam é que Robinho seja aquele dos bons momentos da seleção, e não aquele apagado jogador do milionario Manchester City. Que volte a ser o Robinho do Santos, pois mesmo o do Real Madrid não repetiu aquele futebol moleque, marca registrada do Brasil no esporte número um do País.

maio 22, 2009 at 11:42 pm Deixe um comentário


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