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Mengão começa 2011 com título, ainda que na Copinha

   Com quase 100 times disputando, o Flamengo foi o grande vencedor da Copa São Paulo de juniores 2011. O melhor time em campo foi realmente o esquadrão rubro-negro da Cidade Maravilhosa, e isso desde as primeiras rodadas.

   Bons valores apareceram pelos gramados de São José dos Campos, onde o time carioca jogou até as quartas-de-final, e da capital, onde o time superou Desportivo Brasil e Bahia: César, o melhor deles, goleirão inexpugnável; Rafinha, atacante arisco, habilidoso, ligeiro; Marllon, zagueiro capacitado a subir para os profissionais e desbancar Uellinton ou David Braz; Adryan, meia com potencial para armar e chegar na frente driblando, enfileirando adversários impiedosamente; Negueba, o marrento meia/atacante, craque do time e já incluído entre os profissionais, junto aos quais certamente aprenderá muita coisa com gente do calibre de Deivid, Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves, entre outros. Não vale a pena falar de todos, mas a realidade é que o time é bem parecido com o de 1990, campeão pela primeira, e até 2011, única vez da Copinha. Daquele time, destacavam-se Júnior Baiano, Piá, Paulo Nunes, Djalminha e Marcelinho.

   Pelos gramados da capital, onde estava presente o adolescente Daniel Dias Rodrigues, corintiano roxo, o Flamengo passou às duras penas, na semifinal, pelo Desportivo Brasil, time da Traffic, sediado em Capão Bonito, cidade com cerca de 50 mil habitantes. E Daniel torcia pela vitória do Fla, para que não acontecesse como há alguns anos, quando Figueirense e Rio Branco de Americana fizeram uma final insossa no Nicolau Alayon, onde jogaram Mengo e Desportivo. Com a prespectiva de uma final no Pacaembu, o Rubro-Negro despachou o time de Capão Bonito somente nos pênaltis, contando com seu ótimo goleiro César, além da má pontaria dos atacantes interioranos, que chutaram duas cobranças para fora. Negueba foi uma negação na semifinal, mas guardava o melhor para a final.

   Como o Bahia passou pelo América Mineiro na outra semifinal, a decisão não poderia ser melhor para o público paulistano: Bahêeeea e Meeeeengo. O tobogã foi tomado de assalto pelos nordestinos, enquanto os cariocas ficaram com as cadeiras laranjas e as arquibancadas amarelas e verdes, isso segundo o que pensavam os organizadores. Só não contavam com a presença maciça da torcida carioca, que fez com que fosse liberado o setor das numeradas, dando a nítida impressão de cerca de 30 mil pessoas no estádio.

   Com o estádio cheio e a torcida carioca empurando, os flamenguistas encontraram o gol inaugural no primeiro tempo, com Frauches, o zagueiro que se enfia na área adversária em bolas paradas, cruzadas na medida, de pé, descartando a cabeça. O Bahia teve que ir para cima, e ainda no primeiro tempo conseguiu o gol de empate, perto dos 30 minutos. Ainda que os flamenguistas tenham chiado, houve pênalti logo no gol do tobogã. Os animados baianos viram o artilheiro Rafael se encarregar da cobrança e sentar a bota, fuzilando o bom goleiro César. Na comemoração, o atrapalhado goleador pulou as placas de publicidade e caiu direto no túnel de acesso aos vestiários, contundindo-se levemente, isso porque ele seguiu no jogo até o fim, sem arredar pé do gramado.

   No segundo tempo, o jogo seguia equilibrado, com leve predomínio do Mengo, até que Lucas, centroavante carioca, não aguentou mais de dor e saiu de campo em prantos. Entrou Thomas. Ele e seus amigos conseguiriam a jogada do segundo gol, quando o rápido jogador foi lançado e adentrou a área baiana para fuzilar o goleiro, mas foi calçado bem na hora do arremate. Pênalti bem marcado para Negueba cobrar. O craque da Copinha fez o que devia: bateu com autoridade e correu para a galera, fazendo o gesto de balançar os braços, junto com o qual a torcida canta a pergunta “que torcida é essa?”. Realmente era o que todos se perguntavam, pois era aniversário de Sampa, não da Cidade Maravilhosa. Só que virou carnaval fora de época o 25 de janeiro de São Paulo, e não só de cariocas, pois havia paulistas, mineiros, campineiros (caso de Daniel Rodrigues), nordestinos, nortistas e sulistas em meio ao mar rubro-negro. O grito era de bicampeão, justo e merecido para o clube hexacampeão nacional, apesar de não ter o reconhecimento da CBF. Virão mais talentos para o time de cima, e a torcida só espera que não se desfaçam deles por quantias módicas, como foi feito com as saídas de Paulo Nunes, Djalminha e Marcelinho, joias raras de primeiro campeonato, o de 1990. Viva o Mengão, e viva o Bahia, também, ressurgindo com um bom time principal e um bom grupo de jogadores das categorias inferiores.

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janeiro 27, 2011 at 5:56 pm Deixe um comentário


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