Posts filed under ‘Copa das Confederações’

Brasil ganha dos Estados Unidos e se torna o rei da Copa das Confederações

     O Brasil se tornou o rei da Copa das Confederações ao bater os estados Unidos ontem, em Johanesburgo, no tempo normal, sem prorrogação, por 3 a 2, numa virada espetacular. O time brasileiro saiu em desvantagem por 2 a 0, foi para o intervalo com essa desvantagem e voltou como um azougue para o segundo tempo, empatando com dois gols de Luís Fabiano, o artilheiro da Copa, com cinco gols, e virando com gol aos 39 minutos da etapa final, de cabeça, de Lúcio, o zagueirão xerife. Agora não tem para ninguém, pois o Brasil não só é o maior vencedor de Copas do Mundo como de Copas das Confederações, disputada desde 1992, à frente da França, com duas conquistas da Copa das Confederações, e da Itália, com quatro Copas do Mundo.

     A final contra os Estados Unidos começou depois de uma partida eletrizante na disputa pelo terceiro lugar, conquistado pela Espanha, na prorrogação contra a África do Sul. No jogo, a África do Sul saiu na frente, tomou uma virada com gols aos 43 e 45 do segundo tempo, e empatou novamente, aos 48, no último suspiro. Mesmo perdendo por 1 a 0 a prorrogação, os sul-africanos caíram de pé, jogando com muita valentia e valorizando os donos da casa da próxima Copa do Mundo, a de 2010. No jogo do Brasil, quem começou melhor foi o Brasil, tocando bem a bola e domindo as ações, mas foram os Estados Unidos que abriram o marcador, em belo chute do ótimo volante Dempsey, aos dez minutos. Depois, o Brasil teve diversas chances de empatar, continuava atacando e os estados Unidos contra-atacando, e num desses contra-ataques, Milton Leite, o narrador da Sportv, diria que os Estados Unidos deram uma aula de contra-ataque, aos 26 minutos iniciais, atingindo a perfeição, com troca de passes rápidos até que a bola chegasse a Donovan, o dono do time norte-americano, e ele deu um drible no Ramires, antes de fuzilar para as redes de Júlio Doze Césares, que nada pôde fazer. O Brasil estaria liquidado, não fosse ele o Brasil, dono de cinco Copas do Mundo e duas Copas das Confederações. E o Brasil reagiu ainda no primeiro tempo, com defesas de Howard e gols perdidos pelos nossos atacantes e meias. A melhor chance do primeiro tempo para o Brasil saiu do pé de André Santos, que arrematou para um milagre de Howard. E o Brasil foi para o intervalo com o placar que muitos dizem que a lenda é que é um placar perigoso, pois quem vence por 2 a 0 se acomoda. Não foi o que aconteceu com os Estados Unidos, pois perderam o segundo tempo, mas nunca se acomodaram.

     O segundo tempo começou com um gol logo de cara do Brasil, com cruzamento de Maicon e domínio, virada, ajeitada e batida rápida de Luís Fabiano para as redes de Howard. Com o gol, Fabigol virou o artilheiro da Copa. Atrás do empate, o Brasil quase faz aos 12, com cabeceio de Lúcio para defesa de Howard. Aos 14, Howard salvou, dentro do gol, um cabeceio de Kaká, mas Sua Senhoria, o árbitro, não viu, muito menos o bandeirinha. Depois disso, os Estados Unidos responderam, com dois chutes e duas belas defesas de Júlio Doze Césares, o nosso milagreiro. Dunga, o sortudo técnico, pôs em campo Daniel Alves e Elano nos lugares de André Santos e Ramires, respectivamente. E a substituição surtiu efeito. Aos 29, em lance dentro da área dos Estados Unidos, a bola sobrou para Robinho, que cabeceou no travessão, dando o rebote de bandeja para Lúis Fabiano, que cabeceou, mas não para o travessão novamente, desta vez para as redes. O 2 a 2 levava o jogo para a prorrogação, que era uma vantagem para quem estava perdendo por 2 a 0, mas o Brasil queria mais. Continuou perseguindo incessantemente a vitória, inclusive com direito a chute de Robinho raspando a trave de Howard, até que ela veio. Aos 39 minutos, em escanteio na direita do ataque do Brasil, surge Elano para a cobrança, e ele põe a bola na cebaça do herói da nossa zaga: Lúcio, que com estilo manda para o fundo das redes, que nunca balançaram tanto como nesse gol. O 3 a 2 dava o título do torneio ao Brasil. E os Estados Unidos não deram novos sustos, mas por outra, abatidos com a virada, aceitaram os minutos finais com honra e dignidade de quem perdeu para um time pentacampeão de Copas do Mundo, e agora tricampeão da Copa das Confederações. Agora só falta desbancar a Argentina e o Uruguai do posto de maiores vencedores de Copa América, mas aí já fica mais difícil, pois a distância ainda é bem grande, com oito triunfos brasileiros e catorze de cada um dos adversários.

junho 29, 2009 at 1:56 pm Deixe um comentário

Daniel Alves ajuda Brasil a despachar Bafana Bafana

     O Brasil foi surpreendido pelos Bafana Bafana, mesmo que não tenha perdido o jogo. O time brasileiro viu o adversário crescer bastante, jogar de igual para igual, motivado por 49 mil torcedores que lotaram o Ellis Park, em Johanesburgo. Salvou o Brasil um chute, uma batida de falta, feita por um reserva, Daniel Alves, improvisado. A estrela de Dunga brilhou, a estrela de Daniel Alves também, e por fim, a estrela dos Bafana Bafana brilhou, bem como a de Joel Santana, que saiu de campo aplaudido pelos sul-africanos, tendo direito a entrevistas em inglês, e ele falaria até em russo se perguntassem, tão cheio de si que ficou com o sufoco que aplicou no Brasil.

     No primeiro tempo, as duas equipes criaram a maioria das suas reais chances de gol. Enquanto o Brasil atacava, a África do Sul contra-atacava. E logo em seguida era a África que atacava, com chutes perigosos, que eles também arriscaram. E o Brasil saía no contra-ataque, quando dava. O primeiro tempo seguiu num ritmo de igualdade, tanto no domínio territorial quanto nas chances reais de gol. E terminou empatado por 0 a 0.

     O segundo tempo começou com boas chances do Brasil, aos 2 e 15 minutos, com Robinho e Luís Fabiano. Os Bafana Bafana assustaram só aos 12 minutos, em chute que foi o mais perigoso do jogo, defendido espetacularmente por Júlio Doze Césares, quase num milagre. E depois disso, o jogo seguiu num ritmo de igualdade, tanto que quando André Santos, lateral-esquerdo, era substituído por Daniel Alves, lateral-direito, aos 36 do segundo tempo, a televisão mostrava uma estatística curiosa: o Brasil retinha a bola por 51% do tempo de jogo, contra 49% de posse de bola sul-africana. E Daniel Alves, que tivera um mês de maio divino, com três títulos pelo Barcelona, o último o título da Copa dos Campeões da Europa, teve a chance do jogo aos 41, em falta próxima à área da África do Sul. Galvão Bueno cantou a jogada e pôs toda a obrigação nas costas do bom baiano. E ele não decepcionou: bateu de curvita a falta, à Cláudio Cristovam do Pinho, o maior artilheiro da história do Corinthians, com 295 gols, e que batia faltas desse jeito, nos idos de 1950. Daí para a frente, a torcida só viu substituições para parar o jogo, até por parte da África do Sul, viu batidas de lateral e viu um último chute aos 48, fraco, para as mãos de Júlio Doze Césares, no lance em que o árbitro encerrou a partida. E a torcida sul-africana deu uma aula de como se deve torcer: aplaudiu, aplaudiu e aplaudiu, não se sabe se Dunga, o time brasileiro, o time Bafana Bafana, o mais provável, ou Daniel Alves, que deu uma aula de cobrança de falta, e de graça.

     Agora, o Brasil tem pela frente os Estados Unidos, que venceram a Espanha por 2 a 0, e podem muito bem surpreender o Brasil. É bom o Brasil colocar as barbas de molho, para não voltar para casa com o vice-campeonato, inaceitável para qualquer brasileiro, que só entra em campeonatos para vencer, para conquistar títulos, como bem se sabe.

junho 25, 2009 at 9:31 pm Deixe um comentário

Estados Unidos são a zebra das zebras contra a Fúria

     Os Estados Unidos foram a maior zebra do ano até agora ao vencerem a Espanha hoje, por 2 a 0, em Bloemfontein, na Copa das Confederações. E o time norte-americano mereceu; mais que isso, foi soberano na partida, jogou feito gente grande. O time parecia completamente em casa no jogo, dominando completamente a Fúria, tão decantada como imbatível, coisa que os números mostravam até hoje: 35 partidas e nenhuma vitória, igualando a marca do Brasil, no mesmo intervalo de três anos sem perder. Só que um dia a casa cai, e hoje caiu em cima dos espanhóis. Nem El Cid assustaria os norte-americanos, pouco dados a sustos, já que vinham como franco-atiradores, como azarões. E esse estigma ajudou os norte-americanos a jogarem mais soltos, leves, como se fossem o time de basquete, o “Dream Team”, favorito e vitorioso em todos os jogos dos quais participa.

     O primeiro gol, aos 27 minutos do primeiro tempo, merece um parágrafo, de tão importante e surpreendente que foi, pois nenhum dos presentes ao belo estádio de Bloemfontein poderia supor que acontecesse o que aconteceu. Dempsey, o volante que participou dos dois gols, deu um belo passe para Altidore, muito bem marcado e vigiado, mas eis que o grandalhão azougue norte-americano fez um giro, protegendo a bola do seu marcador e colega de clube, Capdevilla, do Villarreal como ele, e bateu até que sem tanta força, mas indefensável para Casillas, pois o lance foi muito próximo para o goleiro ter tanto reflexo; o máximo que conseguiu foi um leve desvio na bola e, ao cair sentado, de bumbum no chão, ver a bola resvalar na trave e na rede, para morrer suave, no fundo do gol ibérico. Estava aberto o marcador do que seria a maior zebra do ano de 2009. A Fúria era vazada pela primeira vez na Copa das Confederações.

     O primeiro tempo só teve mais duas grandes chances de gol: a primeira, com Dempsey, após o primeiro gol, em cabeceio do impossível volante Dempsey; a segunda, em jogada de Fernando Torres, o Niño Torres, que perdeu um gol de igualdade. No segundo tempo, a Fúria tinha que ir com tudo para cima, e foi. Pressionou, pressionou e pressionou até chutar uma bola na trave, aos 18 minutos. Quando a pressão estava insustentável, eis que surge o imponderável, mais conhecido como tiro de misericórdia: o segundo gol norte-americano. Numa jogada que começou com um belo passe, e até agora ninguém deu o crédito para o pai da criança bonita, foi entremeada por um cruzamento de Donovan, o craque do time, que enfiou a bola entre Piqué, que desviou, e Sérgio Ramos, que tentou dominar, mas a bola sobrou para Dempsey, o nome do jogo, fazer 2 a 0, com um chute que foi um direto no rosto da Espanha, liquidou com todo um país. De nada adiantaria os espanhóis partirem com tudo; nem gol de honra os norte-americanos permitiram; jogaram como leões, sem dar nenhuma chance. Nem pareciam os jogadores que tinham perdido de 3 a 1 para a Itália e de 3 a 0 para o Brasil, mas eles diriam que perderam para tetra e pentacampeões mundiais, respectivamente. Não perderam para um time sem título de Copa do Mundo. A falta de uma Copa do Mundo pode ter prejudicado a Espanha, segundo os americanos, que só tremeram diante de Brasil e Itália. O futebol nos pregou mais uma peça; que seja a última, pelo menos na Copa das Confederações, pela qual jogam Brasil e África do Sul, amanhã, em Johanesburgo.

junho 24, 2009 at 9:44 pm 2 comentários

Brasil elimina Itália e agora pensa na África do Sul

     O Brasil atropelou a seleção italiana, a atual campeão mundial. O time brasileiro jogou muita bola, principalmente no primeiro tempo, e fez o número suficiente de gols para eliminar a Itália que, se fizesse pelo menos um ou tivesse tomado só dois, teria se classificado, mas levou de 3 a 0, de goleada. O escrete canarinho agora tem como adversário na semifinal a África do Sul, em jogo difícil na quinta-feira, às 15h30 de Brasília. E o melhor em campo foi Luís Fabiano, que num intervalo de 8 minutos viu o Brasil fazer seus três gols e liquidar a fatura, participando diretamente da feitura de dois deles.

     No primeiro tempo, a Itália não chegou sequer a assustar o goleiro brasileiro Júlio César, exceto aos 27 minutos, quando Camoranesi soltou uma bomba rente ao travessão. De resto, só deu Brasil, com duas bolas na trave, dribles, lançamentos, desarmes e principalmente muito toque de bola, muita arrancada. O primeiro gol demorou a sair, e só saiu depois de duas bolas na trave de Buffon, emendadas por Lúcio e Ramires. Aos 36 minutos, Maicon tentou uma batida, mas a bola parou nas pernas de Luís Fabiano, o Fabigol, que dominou a bomba e emendou uma mais forte ainda, desta vez para o fundo das redes. Enquanto isso, os Estados Unidos venciam o Egito por 1 a 0, e os placares classificavam a Itália. E o Brasil faria um segundo gol, aos 42 minutos, novamente com Fabigol, o craque, ex-Ponte Preta e São Paulo, atualmente no sevilha, da Espanha. O azougue brasileiro aproveitou uma tabela entre Kaká e Robinho e mandou mais uma para as redes de Buffon, acostumado a tomar gol de brasileiros, pois no último confronto já tomara dois. O placar era favorável ao Egito, e ficaria mais favorável ao país africano quando, aos 44 Robinho puxa contra-ataque fulminante pela esquerda, tenta o cruzamento, mas é interceptado pelo lateral-esquerdo Dossena, que tira de Ramires, mas também de Buffon e não do caminho das redes: Brasil 3 a 0. O primeiro tempo se encerrava com cheiro de classificação egípcia no ar.

     No segundo tempo, o time italiano ameaçou alguns ataques, mas de forma insossa, sem objetividade, sem fazer grandes jogadas. Em suma, não assombrou o Brasil como em tantas vezes, como na semifinal da Copa de 1938 ou nas quartas-de-final da Copa da Espanha, em 1982, no famoso 5 de julho, com os 3 a 2 mais famosos da história do futebol. Desta vez, a Azzurra foi um arremedo, um time apático, pregado no campo, e o Brasil foi de uma superioridade gigantesca, foi uma Torre Eiffel para os italianos. Enquanto isso, os norte-americanos fizeram o segundo e o terceiro gols, aos 17 e aos 25 do segundo tempo. A Itália precisaria de dois gols para se classificar, e um gol já era uma infinidade, tal era a superioridade brasileira. Por fim, os italianos se entregaram, e viram apáticos o árbitro encerrar o calvário deles, já saudosos da pátria italiana, de seus lares, de suas famílias. Foram sem deixar saudade, pelo menos do futebol que apresentaram. Do outro lado, os Estados Unidos venceram o Egito pelo placar que lhes classificava, e quem assombrou o mundo, mas de vergonha, foi o Egito, que assustara o Brasil e vencera a Itália, mas foi só fogo de palha.

     Como a Itália já é passado, o Brasil pensa agora no jogo de quinta-feira, em Johanesburgo, contra os anfitriões. Um dia antes, a Espanha decide a sua sorte contra os norte-americanos, que até aqui vêm com duas derrotas e uma vitória. Como enfrentam a melhor seleção do mundo, com 35 jogos de invencibilidade, recordista ao lado do Brasil, certamente os canarinhos, caso passem pela África do Sul, já sabem que vão enfrentar na final os campeões antecipados da Copa das Confederações e da Copa do Mundo do ano que vem: os espanhóis. Quem viver, verá.

junho 22, 2009 at 6:14 pm 2 comentários

Brasil ganha fácil dos Estados Unidos, e Egito faz história contra Itália

     O Brasil conseguiu uma vitória maiúscula contra os Estados Unidos. Maiúscula não pelo resultado de 3 a 0, mas pelo bom futebol apresentado, fruto talvez das mudanças de jogadores realizada pelo técnico Dunga, tão impopular entre os brasileiros, como foi Parreira, que venceu o mundial de 1994. O time encantou pelo bom futebol, pelas arrancadas não mais só de Kaká, mas agora também de Ramires, o gigante meia cruzeirense, peça importante na substituição a Elano. O Brasil encantou e vai encantar sempre que Robinho estiver inspirado como estava ontem, e vai encantar quando novidades como André Santos aparecerem jogando bem, ajudando o time a ser o escrete canarinho que o povo quer ver e aplaudir, principalmente aplaudir. E depois do Brasil, veio o jogo do Egito, e não escrevo jogo da Itália porque foi o Egito que deu uma aula de futebol a quem achava que eles eram uns coitados. O mapa do futebol inclui a África, que já pregou tantas surpresas, a maior a de Camarões nas quartas-de-final contra a Inglaterra, na Copa de 1990, e outra grata surpresa aconteceu ontem, quando os egípcios venceram os italianos por 1 a 0, com direito a golaço de cabeça.

     O jogo do Brasil começou amplamente favorável ao Brasil, com os Estados Unidos só preocupados em marcar, em ver o Brasil jogar. E o baile começou aos seis minutos, quando ocorreu uma falta na direita do ataque brasileiro. Maicon bateu na medida para Felipe Melo, a esta altura uma unanimidade na escalação de Dunga, e o jogador de Florença não perdoou, cabeceou para as redes de Tim Howard. Com a vantagem no marcador, o Brasil não diminuiu o ímpeto, continuou atacando, até que aos 19 minutos André Santos passou na medida para Kaká puxar um contra-ataque, mas este deu a Ramires, que puxou o decantado contra-ataque, servindo de bandeja, como se fosse um mordomo de filme inglês, para Robinho só bater no canto de Howard: Brasil 2 a 0. Depois disso, ainda só deu Brasil, com bolas perigosas de todos os lados. Ora Kaká, ora Luís Fabiano, ora um outro de camisa amarela, os Estados Unidos viam o massacre atordoados. Para sorte deles, o primeiro tempo acabou só com os 2 a 0.

     No segundo tempo, o Brasil continuou dominando as ações, e foi favorecido pela expulsão de Kjestan, aos 12 minutos. Logo depois, aos 17, Ramires tocou para Kaká, que tocou para Maicon, que por fim só teve a opção de emendar para as redes tão vazadas de Howard. O 3 a 0 já se configurava como uma goleada, então o Brasil resolveu se acalmar um pouco, talvez prevendo que o Egito daria um sufoco na Itália mais tarde. A calmaria nem precisava ser tanta, pois os Estados Unidos mandaram duas bolas na trave de Júlio César, o goleiro que vale pelos “Doze Césares” de Suetônio. Fim de papo: Brasil 3X0 Estados Unidos. Mais tarde, o Brasil inteiro, ou melhor, os desempregados, os estudantes, os trabalhadores do período noturno, as crianças ou os que deram um jeitinho de assistir ao jogo no trabalho viram um milagre: o Egito ganhou da Itália por 1 a 0, com direito a golaço de cabeça de Homos, aos 39 do primeiro tempo. E os italianos viram perplexos a “Squadra Azzurra” pelejar no segundo tempo inteiro sem conseguir vazar o bem postado time africano, que não está na Copa das Confererações de graça. Com este resultado, o mínimo que se espera é respeito ao futebol dos africanos. Que o diga a Itália, que agora fica com um rabo de foguete: terá que ganhar do Brasil no domingo para se classificar às semifinais.

junho 19, 2009 at 2:23 pm Deixe um comentário

Fúria Espanhola vence Iraque só por um a zero

     Escrevo só e já tenho que reiterar que foi muito, pois a retranca, o ferrolho armado por Velidor Bora Milutinovic, o experiente técnico iraquiano, foi digna de qualquer nota. O time parecia inexpugnável, fez um primeiro tempo impecável e só esmoreceu no segundo tempo, quando não teve mesmo jeito. De qualquer forma, o resultado foi bom para as pretensões iraquianas na Copa das Confederações, porquanto o time precisa de uma vitória por três gols de diferença contra a Nova Zelândia, que não assusta ninguém, mas devemos nos lembrar de que, a bem da verdade, o mesmo ocorre com o Iraque que, não bastasse vencer por três gols de diferença, deverá torcer por uma vitória da Fúria contra a África do Sul, treinada pelo poliglota Joel Santana.

     No jogo desta quarta, a Espanha começou sem conseguir furar o bloqueio iraquiano de Bora Milutinovic. Fosse Bora Milutinovic um militar, e o Iraque talvez nem fosse atacado com tanta facilidade pelos Estados Unidos na tomada do país pelos americanos. Inclusive, a primeira bola batida em gol foi dos iraquianos, aos 9 minutos. A Espanha, no primeiro tempo, perdeu gols feitos aos 16, com Torres, aos 24, com Villa, aos 29, com Cazorla, aos 33, num cruzamento perigoso à área iraquiana e aos 40, num belo cabeceio defendido pelo bom goleiro iraquiano. E a Espanha, decantada como campeão antecipada desta edição da Copa das Confederações e da Copa do Mundo de 2010, foi para o intervalo com o 0 a 0 no placar. Injusto, é verdade, mas correto, pois as chances que surgiram foram desperdiçadas.

     Na etapa final, Villa, não o Pancho Villa, herói da história mexicana, mas o David, jogador de futebol do Valencia, da Espanha, voltou disposto a definir o jogo logo, sem muita paciência. Aos 7 minutos, perdeu um gol feito, num lance de cabeceio. Aos 8, o Iraque bateu uma falta perigosa, mas o gol que estava demorando uma eternidade finalmente saiu. E foi da cabeça de Villa, após um cruzamento na medida feito pelo lateral-esquerdo Capdevilla, aos 9 minutos do tempo final. David testou com estilo, cumprimentando o goleiro e a defesa iraquianos com a cabeça, parando no ar, como se fosse Dadá Maravilha, ou mesmo um beija-flor, o nosso herói ibérico finalmente pôs fim à retranca iraquiana. Daí para a frente, a Fúria foi a Fúria, dominando todas as ações, e o Iraque, timidamente, ia ao ataque vez por outra, sem se arriscar a tomar mais gols e ver sua situação ficar mais desfavorável. No fim, o resultado agradou mais aos iraquianos e a Bora Milutinovic, o treinador, que aos espanhóis, sedentos por gols, vitórias e massacres, visto que são campeões antecipados de tudo o que vem pela frente. Será que vão manter o ritmo e quebrar o recorde de 35 partidas invencíveis, conquistado pelo Brasil de 1993 a 1996? Faltam mais dois jogos para isso, pois os ibéricos estão sem perder há 34 jogos. Se não perderem para a África do Sul, já alcançam o feito brasileiro. Imagine se cruzarem com o Brasil na semifinal; além de decidirem a passagem à final, poderão ultrapassar o feito do País do Futebol.

junho 18, 2009 at 10:35 am Deixe um comentário

Quem tem Kaká, ganha do Egito

     O Brasil foi de Kaká para cima dos egípcios. E o que nós vimos ontem, na partida disputada numa das três capitais sul-africanas, Bloemfontein, as outras são Cidade do Cabo e Pretória, foi uma partida dificílima. A menos que eu esteja enganado, mas o demérito do Brasil não é maior que o mérito do time africano, que fez bonito em seu continente. Se o Brasil estava cansado ou não, é outra história. O fato é que o Egito encantou a todos com seu toque de bola, já visto em títulos de Copas da África, e todos propagam que não existe mais bobo no futebol. Existe, sim, mas não é o Egito e nem são bobos os seus jogadores.

     A única pedra no sapato do Egito foi Kaká. Minto, Luís Fabiano e Juan, de cabeça, também foram boas pedras no sapato, mas Kaká chamou a responsabilidade do jogo para si, fez a honra do craque, puxou contra-ataques. Mesmo contra  a maior posse de bola dos egípcios, Kaká não foi visto em campo com a mão na cintura, andando em campo, como vemos tantos craques. Kaká não é dado à moleza, não se entrega nunca, parece mesmo o dono do time do Dunga; em suma, encarnou o espírito de seleção brasileira. No lance do primeiro gol, um primor, Kaká foi para cima de dois zagueiros, primeiro deu um chapeuzão, depois um chapeuzinho, que podemos chamar de chapeuzinho vermelho em homenagem à cor da camisa egípcia, e emendou um “pombo sem asa” rumo à rede dos africanos. Isso com cinco minutos. Aos nove, veio um gol do Egito, predecessor de um segundo gol brasileiro, feito pela cabeça mágica de Luís Fabiano, o “Fabigol”, e um terceiro tento canarinho, feito pela cabeça de Juan, acostumada a ir às redes, ou melhor, a mandar a bola às redes.

     No segundo tempo, em um miserável minuto, a vantagem do Brasil foi para o espaço, com dois gols do Egito. a partir daí, só Kaká aparecia para o jogo no Brasil. O time sentiu a pressão do toque de bola do Egito, que não é bobo, como todos sabem, ou deveriam saber. E o tempo ia avançando rasteiro, raso, certeiro para um fim de jogo com empate entre Brasil e Egito, digno de fazer os egípcios voltarem para o Cairo e desfilarem em carro aberto, do corpo de bombeiros de lá, levando até as insíngnias do faraó junto para comemorar a façanha. Eis que num miserável minuto, o último do tempo regulamentar, o Brasil tem uma bola jogada na área, e o jogador do Egito, como se fosse um líbero do vôlei, melhor até que Serginho, da nossa ótima seleção do Bernardinho e de todos os brasileiros, defendeu a bola com o braço e, não fosse a força do rebote, ainda emendaria com um bicão para longe. O árbitro não viu, mas o bandeirinha não permitiu a rapinagem, avisando logo Sua Senhoria, que de olhos de águia só tem a tromba. E quem se apresenta para decidir aquele resultado infame de 3 a 3? Kaká, meus senhores. O goleiro foi como uma flecha para o canto esquerdo, onde ele bateu, mas a bola foi mais veloz e mais certeira que o goleiro, fechando o placar do jogo com 4 a 3 a favor da seleção brasileira, a favor de Kaká, a favor de todos os brasileiros.

junho 16, 2009 at 10:22 pm Deixe um comentário


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