Posts filed under ‘Copa América’

Celeste dona da América do Sul

   O Uruguai ganhou o título da Copa América 2011 à custa de um time de guerreiros, como a torcida do Fluminense apelidou os jogadores que livraram o time carioca do rebaixamento em 2009, depois partindo para a conquista do Brasileirão 2010. Suárez, Forlan, Cavani, Muslera, Coates e Lugano são o símbolo de um time, como Varela, Gigghia, Andrade, Máspoli e Schiaffino o eram em 1950. Uma camisa que representa um país com 3 milhões de almas vale uma fortuna neste momento, pois o peso dela é aferido em ouro pelo valor que cada jogador dá a ela. Prova disso foi a dedicação de cada um na consagradora vitória por 3 a 0 diante do Paraguai, na final em que a Celeste foi superior do começo ao fim.

   O time voltou a existir no cenário mundial a partir da campanha da Copa do Mundo 2010. Quem não se lembra do épico jogo diante de Gana, em que Muslera defendeu pênalti no finalzinho do jogo, depois vencido também em forma de decisão por pênaltis, com destaque para a cavadinha de “El Loco Abreu”, um quase brasileiro no Botafogo do Rio. E o time não vive só de malandragem e raça, não, mas de técnica. Luizito Suárez e Diego Forlan são pura técnica, com capacidade para drible, passe e chute, tudo com qualidade garantida ou seu dinheiro de volta, que o digam o Atlético de Madri e o Liverpool. Prova dessa qualidade foi o título de melhor da Copa dado a Diego, filho do ex-são-paulino Pablo, o Forlan dos anos 1970.

   E o grupo forma um time na acepção da palavra, contrapondo-se ao “cada um por si futebol clube” da seleção brasileira de Mano Menezes, um aglomerado de ótimos jogadores falando cada um a sua própria língua. Não é o caso de achincalhar o futebol brasileiro, mas de mostrar perplexidade em ver como o Uruguai consegue renascer com um grupo sem gênios, até inferior tecnicamente em comparação com a Argentina de Messi, Tevez, Higuaín, Agüero, Cambiasso, Di Maria, Burdisso e Zanetti. No papel, uma seleção com Neymar, Pato, Ganso, Robinho e Lucas pode formar um bom time daqui a alguns meses ou quem sabe anos, mas é preciso trabalho.

   Foi isso o que fez Oscar Tabarez, trabalhando desde 2006 pela seleção uruguaia, que de lá para cá cresceu muito. Belos gols, raça, toque de bola sempre etc., em suma, coisa que não foi vista em outras seleções na Copa América. E agora o Uruguai volta a reinar soberano na história do torneio mais antigo do mundo, considerando aqueles entre seleções. Com o título na Argentina, repete o feito do primeiro torneio, o de 1916, agora chegando a 15 conquistas, contra as 14 da seleção de Messi e Maradona, ambos jamais campeões do torneio. O Brasil, que vencera quatro das últimas cinco edições, está lá atrás, com apenas oito conquistas. Há que se trabalhar, Mano Menezes.

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julho 27, 2011 at 6:49 pm Deixe um comentário

Brasil nas nuvens

   A seleção brasileira está literalmente nas nuvens após o jogo decisivo da tarde de domingo pela Copa América. O time acabou perdendo nos pênaltis para o Paraguai, o que representou a eliminação do torneio mais antigo entre seleções (entre clubes é a Copa da Inglaterra, que existe desde 1872). E o engraçado é que nas nuvens está o grupo da seleção, literalmente jogando com muito salto alto e bastante marra. Os jornalistas mais criativos querem encontrar pontos positivos na performance da seleção, dizendo que é lugar-comum criticar a seleção neste momento, coisa que eles não fazem por não serem oportunistas dados a obviedades. E não é diferente do que deve acontecer após uma eliminação, principalmente num jogo em que só o Brasil se dispôs a jogar. Como elogiar a sequência de resultados negativos do Brasil? Só Mano Menezes vê a seleção no caminho certo. Ainda que o time venha a ser campeão do mundo, não será pela forma como perdeu a Copa América.

   Desde o primeiro minuto de jogo, o time de Mano Menezes (alguns dizem que é do Ricardo Teixeira) deu mostras de que poderia ser impiedoso com a seleção vizinha, que deu trabalho para sair da Copa do Mundo da África do Sul, diante da campeoníssima Espanha, que quase fica na primeira fase, a bem da verdade. O problema foi a busca pelo gol de ouro, o gol de placa. Serginho Chulapa, maior artilheiro da história do São Paulo Futebol Clube, chutava quase todas de bico, pelo costume que adquiriu no jogo de futebol de salão. Pois Chulapa foi lembrado como exemplo a ser seguido pelos artilheiros de toques refinados e gols lindos da atual seleção, todos com potencial para craques (Pato, Neymar, Robinho e Ganso). Defendem que dava para mandar umas duas que fossem para as redes de Villar, que não é o Gordon Banks ou o Yashin, para ficar nos monstros sagrados das traves do mundo da bola.

   Depois que o jogo terminou com placar de 0 a 0 no tempo normal, muitos esperavam que o Paraguai não segurasse o rojão na prorrogação, pois o Brasil sobrava inclusive sob o ponto de vista físico. E foi uma prorrogação arrastada, sem a menor graça. Estavam todos esperançosos então na técnica brasileira para a disputa por pênaltis, pois desde 1986 não nos damos mal nesse tipo de situação. Em 1994, fomos campeões mundiais com erros grosseiros de Baresi e Baggio, inclusive. Em 1998, Taffarel se consagrou segurando os holandeses nas semifinais da Copa da França. Em 2004, ganhamos da arquirrival Argentina. O Paraguai não escaparia, afirmavam todos no País do Futebol. Eis que o Sobrenatural de Almeida pregou uma peça na empáfia brasileira. Elano e André Santos literalmente chutaram suas cobranças nas nuvens, muito acima dos 2,44 metros de altura do gol. Thiago Silva, o aplicado zagueiro ex-Fluminense, ainda acertou os 7,32 metros de gol, mas Villar defendeu a cobrança. Como o Paraguai errara a primeira e fizera as outras duas, restava a Fred bater a quarta penalidade. E ele bateu para fora, sem dó. Resumo da ópera: Paraguai não precisou bater as duas últimas cobranças, vencendo por 2 a 0.

   E quando todos esperavam pela entrevista do Mano Menezes, na qual ele assumiria erros e reconheceria que o Brasil precisa melhorar e muito em todos os aspectos, eis que ele fala que está tudo em maré mansa, sob absoluto controle e na rota certa. Apesar de ele ter escalado o que todos pedem, o trio Pato, Neymar e Ganso, as coisas não estão caminhando de modo satisfatório, e só ele não reconhece. Pelo menos não se pôde ver bom jogo do Brasil em relação aos embates contra Romênia, Holanda, França, Argentina, Venezuela, Equador e Paraguai, este por duas vezes. Só o segundo tempo da partida contra o Equador se salva na relação de últimos jogos. O desempenho diante do Paraguai foi de muitas chances criadas, mas os gols perdidos em profusão mostram que é preciso exercício. Alguém só aprende treinando, exercitando, seja no xadrez, na bocha ou mesmo no futebol. Nenhuma camisa ganha jogo sozinha, como muitos acreditam.

   O Brasil só vai melhorar com sequência de bons jogos e entrosamento, mas daí a dizer que os últimos resultados e a performance horrível do time são bom sinal é ser míope. Repito: ainda que o Brasil venha a ser campeão mundial da Copa 2014, não o será em virtude dos últimos fracassos, pois os jogadores são boa matéria prima para se formar um time vencedor desde já. Resta saber por que os atletas não estão rendendo absolutamente nada com a camisa amarela. Da mesma forma, Messi não tem sido bom para a Argentina. Falta uma equipe, assim como falta ao Brasil, que precisa botar os pés no chão e sair das nuvens.

julho 19, 2011 at 1:46 pm 2 comentários

Fortaleza Maicon

   O que uma disputa por posição não faz com a cabeça de um jogador. Maicon era o reserva de Daniel Alves, o lateral-direito oficial de Mano Menezes na seleção brasileira. E ontem Mano optou por tirar o magro lateral baiano, hoje no maior time do mundo, o Barcelona, colocando em seu lugar o reforçado lateral da Internazionale, Maicon. Pois o azougue ex-Cruzeiro tomou conta do jogo, sendo sempre lançado para ganhar na corrida dos marcadores equatorianos e dar assistências para gols.

   Num dos lances, o beque sabia que Maicon iria disputar corrida, mas nada pôde fazer, pois o brasileiro é rápido, além de muito forte. Quando põe à frente, chega sempre primeiro e vai como um trator, trombando e levando aos trancos e barrancos. Poucos foram os lances em que o lateral do Brasil perdeu, foi desarmado ou coisa parecida. Levou mesmo vantagem em quase todos os lances. Foi diferente de Daniel Alves, que sucumbiu a um pequeno tranco paraguaio no jogo de sábado, além de ter feito uma apresentação lamentável no conjunto da obra.

   Neste momento, parece não haver dúvida na cabeça do torcedor sobre quem é melhor para a seleção. O mesmo não se pode dizer sobre Mano Menezes, que escalou Jadson no sábado, viu a aposta dar certo no primeiro tempo e no jogo seguinte voltou a esclar Robinho no lugar do meia. Talvez Daniel Alves, o esquálido e habilidoso jogador, volte nas quartas-de-final, contra o mesmo Paraguai, mas não parece louvável que isso aconteça. O momento é todo de Maicon, o trator da seleção. Os paraguaios precisarão de muitos ombros para incomodarem o robusto defensor, armador e atacante do Brasil, uma autêntica Fortaleza.

   Talvez não tenha sido por influência exclusiva da entrada de Maicon, mas o segundo tempo do Brasil foi primoroso diante do Equador. Dois gols de Neymar e outros dois de Pato. E registre-se que Galvão Bueno foi até engraçado ao falar “não, Júlio”, quando saiu o primeiro gol equatoriano, um frango digno daquele que Waldir Perez tomou na abertura da Copa de 1982, ou daquele que Taffarel tomou da Bolívia nas Eliminatórias da Copa de 1994. Galvão também estava inspirado quando sutilmente falou que Neymar foi “sem brincadeira” quando fez o primeiro gol dele no torneio, pois ninguém aguenta brincadeira infrutífera. O atacante santista é um craque, mas precisa dos gols para jusitifcar a brincadeira. Perde a graça quando faz malabarismo e o time é desclassificado ou empata com uma Venezuela da vida. É piada da qual ninguém ri.

julho 14, 2011 at 6:00 pm 1 comentário

Piada de muito mau gosto

   A grande anedota do sábado foi ouvir Galvão Bueno justificando as duas ridículas apresentações do Brasil na Copa América. Ele dirá que não quis justificar nada quando disse que o torneio era difícil, mas o brasileiro já melhorou muito de 1980 até os dias atuais. Com a internet, pegou fogo o ritmo de “Cala a boca, Galvão”, lembrando até de um filme brasileiro chamado “Cala a Boca, Etelvina”. Galvão é a Etelvina da seleção brasileira. Mesmo quando empatamos contra a sofrível Venezuela, o narrador eterno quer que nos convençamos de que o torneio é que é duro, e não o futebol da seleção brasileira.

   E a Etelvina da Globo falou que a seleção na época de Falcão chegou a se classificar e ser eliminada várias vezes durante um jogo contra o Equador. Qualquer resultado diferente de uma piaba no Equador, principalmente em campo nêutro, é uma vergonha mundial, nacional etc. Não adianta comparar com a Argentina, que está em péssimos lençóis, e a prova disso é que já nem tem chance de ser primeira do grupo, posição que é garantida da Colômbia. Não bastasse o mau resultado brasileiro, vem acompanhado e fruto de um péssimo futebol. E sábado o empate veio na bacia das almas, num chute de Fred para lá de no crepúsculo de jogo, como diria Fiori Gigliotti.

   No sábado, para se ter uma ideia, o gol no primeiro tempo foi fruto do desconhecido Jadson, o primeiro a ser tirado de campo por Mano Menezes, após o meia levar um cartão amarelo e sinalizar com a possibilidade de ser expulso. Será que Mano escalou mal? Não, minha gente. Estão em campo Pato, Ganso, Neymar, Ramires e a linha defensiva de ouro aprovada em todo o território brasileiro (Júlio César, Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos, este talvez o único contestado).

   O que tem feito falta mesmo à seleção, e isso qualquer torcedor percebe, é o futebol de cojunto, o futebol solidário. O Brasil só é desarmado quando tenta driblar. Ninguém intercepta o passe brasileiro, pois ele é uma lenda, deixou de existir. Muito pente em cima da bola e pouco passe, pouco futebol solidário. Falta um Dunga, o volante e não o técnico, para xingar o time no vestiário e exigir um time na acepção da palavra. Do jeito que está hoje, e isso pelo que se viu também no empate com dois gols diante do Paraguai, é cada um por si futebol clube. Isso não dá título de Copa América, ou por outra, até pode dar, mas aí será um título enganador, como foi em tantas das últimas vezes em que o Brasil se iludiu com o título de campeão diante dos vizinhos sul-americanos e os convidados, que geralmente vêm com sub-20 ou com mequetrefes do gênero. O Brasil não pode se esquecer de que busca formar um time para a Copa de 2014.

   O que nos reservam a quarta-feira diante do Equador e das explicações de Etelvina? Podem nos reservar até uma classificação fruto de um empate, mais um. Como o Brasil será o time a fechar a primeira fase, entrará em campo sabendo até de qual placar precisa para se classificar às quartas-de-final como o segundo melhor terceiro colocado, ou o oitavo de uma primeira fase com 12 times. O Brasil já foi muito melhor que isso, e até a Etelvina sabe, ainda que diga que o torneio é difícil.

julho 11, 2011 at 5:13 pm 2 comentários

Muito cabelo e pouco futebol

   O Brasil estreou ontem com um quarteto mágico na linha de frente, tendo Robinho como o experiente, ao lado dos jovens Ganso, Neymar e Pato. Só que o time não rendeu ainda o esperado, pois faltou o gol. Não precisava ser nem de placa, como fez Ronaldinho Gaúcho em sua estreia pela seleção muitos anos atrás, diante da própria Venezuela, adversário do jogo de ontem, o fatídico jogo do 0 a 0, placar esquálido, como o futebol apresentado. Não que um time que tenha estreado mal não possa ser campeão, e o mesmo se aplica à favorita Argentina, que estreou igualmente mal, empatando com a Bolívia na sexta. A questão é que o Brasil vem jogando mal nas últimas apresentações, de forma sistemática. Mano Menezes ainda não engrenou como técnico.

   E de quem se esperava muito não veio quase nada. Neymar não foi o mesmo jogador envolvente do Santos, reproduzindo o que todos pensamos sobre Messi, que joga muito pelo Barcelona e quase nada pela seleção. Só que ninguém tem coragem da contundência na crítica aos dois magos, pois a qualquer momento podem calar qualquer analista, até por serem grandes e jovens talentos. A juventude deles inspira cuidados na crítica, pois ainda têm algumas Copas pela frente. Dá para criticar o pouco que Messi produziu de futebol na seleção até agora, mas não se pode fazer o mesmo com Neymar, que atuou só a partir das primeiras convocações após a derrocada na Copa de 2010.

   Neymar e Robinho são os homens dos cortes extravagantes de cabelos. Não deveriam nem se preocupar com isso, pois todos já notam suas presenças pelo brilhante e promissor futebol que tantas vezes apresentaram. Talvez se fossem um Gérson não tivessem a preocupação com o corte de cabelo, pois aí era só tosar o que existisse de fio na cabeça, no melhor estilo Bruce Willis. E há quem pergunte como Gérson jogava tão bem aos 40 anos ou mais na Copa de 1970, pois só tinha a coroinha na cabeça, o rodapé. E o nosso “Canhotinha de Ouro” tinha só 29 anos à época, apesar da aparência.

   E os mesmos Neymar e Robinho podem fazer o diabo nos próximos jogos, diante de Equador e Paraguai, adversários mais qualificados que a Venezuela, time apenas fadado a se defender na tarde de ontem. Teve bola na trave e domínio brasileiro da posse de bola, mas os esperados 4 a 0, ao menos, não vieram. Mano escalou o time certo, com os quatro ótimos jogadores na linha de frente, mas eles não renderam nada, talvez ainda sem a roupa de um time. Foi cada um por si futebol clube, pelo menos diante do time de Hugo Chávez. E ninguém espera por cabelos ousados, mas sim por futebol ousado, alegre, eficiente e com gols. Em suma, o mesmo futebol que o time do Santos apresentou depois da chegada de Muricy Ramalho, o suficiente para conquistar a América.

julho 4, 2011 at 5:11 pm Deixe um comentário

Messi e a estreia da eterna favorita

   Na abertura da Copa América 2011, os argentinos apostavam numa goleada diante da Bolívia, ainda mais que o torneio é disputado desta vez no país de Messi, Tevez, Mascherano, Cambiasso e outros craques. E todos estavam em campo, mas ninguém conseguiu fazer grande coisa diante da aplicada seleção boliviana, o sparring da noite de sexta em La Plata, terra do time de “La Brujita” Verón, craque do Estudiantes, como foi seu pai, “La Bruja”. Nem Messi deu o ar da graça, mas não pode ser considerado culpado de nada.

   O time argentino foi um amontoado na maior parte do tempo de jogo. E aí todos se perguntam por que isso acontece, se o time sente falta de um meia como Riquelme etc. Não é isso, pois Riquelme esteve a serviço da seleção durante muitos anos, sem que os bons times no papel se concretizassem com a bola rolando. Nas últimas edições de Copas do Mundo e América, a seleção argentina foi bem só em 2004, quando perdeu por pouco a final para o Brasil, com gol de Adriano no último suspiro. Aquele gol aliás foi de empate, pois o título veio para o Brasil após atuação de gala de Júlio César na decisão por pênaltis.

   Qual o segredo para a Argentina ter começado mal, então? O fato de ser sempre considerada a favorita em todos os torneios. O time não tem o devido entrosamento, e aí nem o Sobrenatural de Almeida salva um time com Messi, Tevez, Cambiasso, Mascherano e Di Maria desentrosados. Incrível que gente como esses atletas se ressinta de entrosamento, mas o fato é que o técnico tem sido sempre o motivo do mau futebol, a justificativa encontrada pela imprensa e pela opinião pública (uma reflete a outra). Nem Maradona escapou dessa sina de ser considerado um míope do futebol.

   A Argentina permanece como grande enigma do futebol, pois há grandes atletas. Só que os craques estão com alguns fracos jogadores em posições estratégicas, e aí é mais um motivo. Romero, Banega, Lavezzi e Rojo não estão à altura dos companheiros, que não estão conseguindo carregar os fracos nas costas. Messi ainda não foi um Maradona na seleção, mas tem sido um fora de série no Barcelona. E ainda há tempo para Messi vir a sê-lo com a camisa de seu país, pois Maradona brilhou mesmo na seleção em 1986, quando tinha então 25 anos, um a mais que “La Pulga” tem hoje. Esperemos mais um pouco, meus amigos, que a camisa argentina é favorita nesta Copa América, mesmo depois de uma estreia desastrosa.

   O resultado de 1 a 1 entre Argentina e Bolívia foi até interessante para a Argentina, que saiu atrás no início do segundo tempo, após um primeiro tempo com quase nada de futebol. O gol saiu do pé de Rojas, brasileiro. O crédito do gol tem que ser dividido com Banega, atrapalhado meia do Valencia, pois tentou dominar a bola, que lhe escapou e deu a vantagem aos bolivianos. Depois disso, não satisfeita, a Argentina viu Marcelo Moreno sair na cara de Romero, que saiu bonito, fechando o ângulo e tocando para o lado quando quase foi driblado pelo habilidoso ex-cruzeirense. No fim, o gol de empate foi uma pintura digna dos grandes momentos do futebol argentino. Bola cruzada da esquerda, alguém ajeita no peito e Agüero, rápido, letal, dá de voleio no ângulo, empatando tudo. Notem que Agüero entrou no decorrer do jogo, que ele fez questão de incendiar. Houve ainda um pouco de pressão argentina, mas muito modesta se comparada com a superioridade técnica de seu time. No papel, era jogo para 4 a 0, minha gente, mas 1 a 1 foi melhor que uma derrota triste que se anunciava.

   Só que ninguém se entusiasma a ponto de dizer que isso é o que a Argentina apresentará no torneio todo. O grupo conta ainda com Costa Rica e Colômbia. O próximo adversário é o time sul-americano, que fez miséria antes da Copa de 1994, vencendo os argentinos em Buenos Aires, por nada menos que 5 a 0. Não parece ser isso que vai assustar o público argentino, mas sim o mau futebol de sua equipe, ainda que conte com grandes talentos, entre eles o enigmático melhor do mundo Messi, que obviamente se ressente de um aspecto: a c0mpanhia de Xavi e Iniesta, seus companheiros de Barcelona.

julho 3, 2011 at 5:00 pm Deixe um comentário


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