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Champions League dos grandes jogos

Ninguém jamais duvida da força dos times que sobrevivem nas fases decisivas da Champions League, o maior e melhor torneio de clubes de futebol do mundo. Chegam às quartas-de-final deste ano Barcelona, Real Madrid, Juventus, Bayern, Paris Saint-Germain, Galatasaray, Málaga e Borussia Dortmund. Óbvio que Dortmund, Galatasaray e Málaga são azarões, mas protagonizarão jogos de suas vidas e serão adversários duros para o quinteto mais abastado, tradicional ou com melhores equipes.

O sorteio dos emparelhamentos acontecerá amanhã. Seria uma grande notícia se os grandes embates ficassem para as semifinais. A oportunidade de ver um Real X Barcelona na final é um sonho de todos os amantes do futebol, exceto os torcedores dos outros seis times vivos no torneio. E ninguém dá os dois espanhóis como favoritos absolutos, tanto que o Barça estava quase dado como morto e fracassado após levar 2 a 0 na Itália, diante do forte Milan, em franca reação no Campeonato Italiano.

O Real Madrid encontrou a sua melhor formação, sem Kaká, Higuaín e principalmente Casillas. Do meio para a frente, fica difícil enfrentar uma escalação com Khedira, Xabi Alonso, Ozil, Di María, Benzema e Cristiano Ronaldo. O treinador português Mourinho parece disposto a conquistar o 21º. título de sua vitoriosa carreira de dez anos por Porto, Internazionale, Chelsea e agora Real. O time venceu o Barça nas últimas partidas, eliminando o complexo de inferioridade que parecia existir nos últimos anos. Parece que agora vai.

O PSG tem em Ibrahimovic sua grande arma. O time tem outros grandes valores, gastou fortunas comprando os melhores da Europa e agora vive uma primavera de bom futebol, mas ainda não é campeão francês deste ano e tampouco se destaca entre os maiores do continente. Tem cacife pra pleitear o título, mas não tem a mesma força da dupla espanhola, além de bávaros e piemonteses.

O Barcelona era unanimidade até dois meses atrás. Parou de sê-la por 50, 60 dias, mas voltou a ser o temido time de Xavi, Iniesta, Villa e Messi, deixando um monstro como Fabregas no banco diante do Milan, na decisão em que os catalães atropelaram por 4 a 0. Hoje o Barça é novamente o grande favorito. A aposta é nele se todos jogarem o máximo que conseguem. O máximo do Barça supera o dos outros sete clubes, inclusive o maior rival, o Real.

A Juve está com a mão no caneco na Itália. A equipe conseguiu se destacar no país da mesma forma que tem avançado com bom futebol continente afora. Liderado pelo meia Pirlo, a equipe tem bons coadjuvantes e boa estrutura tática. O time é muito equilibrado, um legítimo representante do competente futebol italiano, apesar de Pasquale preferir Campeonato Italiano de Futebol.

Todos apostavam numa reta final do Bayern, campeão alemão desde a décima rodada. O time nada de braçada no país e vinha como um azougue no torneio continental. Ontem foi um dia de fiasco, pois o acomodado time, que vencera o Arsenal por 3 a 1, em Londres, jogou como nunca, mal demais. Quase a classificação foi por água abaixo, com uma suada derrota por 2 a 0 e sufoco até os 90 minutos. Foi no osso que a classificação veio, mas não sem bronca do presidente Uli Hoeness, para quem o time está jogando “um lixo” nas últimas partidas. Os bávaros terão que acordar, pois não terá chance de se acomodar com equipes cada vez mais fortes à medida que o torneio se afunila em sua reta final.

Os três mais fracos estão com esperança, mas um título seria muito difícil. Málaga, Gala e Borussia são equipes regulares. Espanhóis e alemães passaram longe do título nesta temporada, mas nunca se sabe num mata-mata. Numa jornada infeliz de um gigante, pode sobrar um pequeno nas semifinais. Se não fosse assim, não teríamos na galeria de campeões um escocês Celtic, um romeno Steaua Bucareste, um sérvio Estrela Vermelha ou mesmo o próprio Borussia Dortmund, campeão mundial de 1997. Não são favoritos, mas estão vivos e podem surpreender. Grandes jogos virão, e surgirão grandes heróis e vilões. Essa brincadeira de herói e vilão de finais de torneios é saudável, tem que existir. Ganha o time, o clube, mas o herói ou o vilão se eterniza com um lance decisivo. Faz parte do futebol.

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março 14, 2013 at 4:56 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões abarrotada de brasileiros

   Vejo na revista Placar, em sua edição especial para a temporada dos campeonatos europeus, que o principal torneio do Velho Mundo, a Liga dos Campeões, está infestada de jogadores brasileiros. Dos 32 times na reta final, em que foram formados oito grupos de quatro times, há 86 brasileiros em ação, o que significa que somos a nacionalidade com maior representação entre todas, mesmo a Inglaterra, com quatro times e apenas 36 atletas.

   Não é de hoje que os times europeus são verdadeiras torres de babel. Só que ninguém chutaria um absurdo desses, pois o Brasil está em má fase futebolística segundo dizem. Temos o pior time do planeta em todos os tempos, pois nosso esporte preferido é a autodepreciação. Choramos de rir com um desempenho que julgamos pífio nas Olimpíadas. E pior é que foi, principalmente se analisarmos o estardalhaço que a mídia faz quando se aproxima o grande evento, uma eterna frustração de quatro em quatro anos. Algumas medalhas no vôlei e em esportes individuais de onde não se espera nada.

   A análise fria dos grupos da Liga dos Campeões mostra que não devemos nos empolgar absurdamente, nem tampouco enfiar a cabeça na terra. O grupo A tem como destaques o Porto de Hélton (goleiro), Fernando (volante) e Alex Sandro (lateral), além do milionário Paris Saint-Germain de Thiago Silva e Alex (zagueiros), enquanto Lucas (são-paulino) não se apresenta.

   O grupo B tem como papões o Arsenal de André Santos (lateral odiado pela torcida após pedir camisa para Van Persie, ex-Arsenal e atualmente no Manchester United) e o Schalke 04, sem nenhum canarinho no grupo.

   Na chave C, destacam-se Málaga e Milan, com liderança folgada do primeiro, com o zagueiro Wellington e o meia Júlio Baptista no elenco. Os milanistas contam em seu grupo com os atacantes Alexandre Pato e Robinho, sendo que o primeiro ocupa mais o seu posto no departamento médico, enquanto o rei das pedaladas vive às voltas com o banco de reservas.

   O D é o grupo de Real Madrid (Kaká e Marcelo), Borussia Dortmund (Felipe Santana, o zagueiro), Ajax e Manchester City (Maicon, o lateral).

   O grupo E vem com boa leva de brasileiros, jogando por Chelsea (Oscar, Ramires e David Luiz) ou Shakhtar Donetsk da Ucrânia (Dentinho, Willian – ex-corinthiano da leva de 2007, Fernandinho e Ilsinho). O papão Juventus de Turim vai com o zagueiro Lúcio, hoje com 34 anos, 12 destes jogando em times europeus.

   No F, as forças são Bayern de Munique (Luiz Gustavo, volante, e o lateral Rafinha) e Valencia (Jonas, o centroavante convocado algumas vezes por Mano Menezes, e o goleirão Diego Alves).

   A chave mais badalada do torneio é a G, pois nela está presente o carismático Barcelona (dos coadjuvantes brasileiros Adriano e Daniel Alves), além de Benfica (zagueiro Luisão, meia Bruno César e atacante Alan Kardec), Spartak Moscou (volante Rômulo, ex-Vasco) e Celtic da Escócia, este o legítimo campeão continental de 1967.

   Por último, a chave H, com Manchester United, do lateral Rafael e do volante Ânderson (aquele do gol da Batalha dos Aflitos de 2005), além do português Braga, recheado de brasileiros desconhecidos. Fecham o grupo H o Cluj da Romênia e o Galatasaray da Turquia (melhor não dizer que é o time de Felipe Melo, de péssima lembrança na Copa de 2010).

   Em suma, dá para montar um time. Nenhuma Brastemp será montada. Se juntarmos um pouco as peças, podemos elencar alguns destaques em ação no Brasil, como Neymar, Réver, Ronaldinho, Bernard, Jeferson, Fábio Santos, Ralf, Paulinho, Cássio, Ayrton, Felipe, Vágner Love, Diego Cavalieri, Thiago Neves, Fred, Fernando, Leandro Damião, Rafael, Henrique, Arouca, Rhodolfo, Cortez, Denílson, Lucas, Dedé e Luís Fabiano.

   Pelas minhas contas, são 34 atletas em times estrangeiros de destaque na Liga dos Campeões e 26 no Brasil, um total de 60 atletas. Aponto esses nomes todos pra dizer que pouca gente é dona de vaga cativa na seleção. Muitos escalam o time-base de Mano com Jéferson, Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Ramires, Paulinho, Oscar e Kaká; Neymar e Hulk. Pode ser um bom time, mas também deve mudar um pouco nos próximos 19 meses, período que separa o dia de hoje da Copa 2014. O fato é que somos maioria na Liga dos Campeões, e não vale dizer que são só pernas-de-pau. Chelsea, Manchester United, Barcelona, Real Madrid, Milan, Internazionale (dos brasileiros Jonathan, Juan e Philippe Coutinho), PSG, Juventus, Bayern e por aí vai. Todos contam ao menos com um brasileiro no time titular. Sinal de que temos bons jogadores, apesar de estarmos longe de nos orgulharmos de termos um bom time.

novembro 8, 2012 at 1:51 am Deixe um comentário

Cech e Neuer, carrascos de Messi e Cristiano Ronaldo

Barça e Real eram os classificados de véspera na Europa. Ninguém quase (a unanimidade é burra) acreditava em outra final de Liga dos Campeões. Pois não é que havia duas muralhas no caminho da dupla, o dueto espanhol liderado por Messi e Cristiano Ronaldo. Os goleiros Petr Cech, do Chelsea, e Neuer, do Bayern de Munique, conseguiram a proeza de segurar pênaltis cobrados pelos dois maiores jogadores do mundo, apesar de uns aqui dizerem que é Neymar o grande rei do futebol na atualidade.

Na terça, o Chelsea conseguiu o improvável ao empatar em Barcelona, contra o time de Messi, Mascherano, Daniel Alves, Iniesta, Xavi e Fábregas. Os ingleses chegaram a estar perdendo por 2 a 0, no momento em que Galvão berrava que estava pintando chocolate. Só que o time inglês contou com Ramires, o brasileiro, que fez um golaço à Ronaldo Fenòmeno, encobrindo Valdés. A derrota por 2 a 1 classificava o time inglês, que vencera em casa por 1 a 0. O segundo tempo foi quase todo como o primeiro, com as duas equipes no campo do Chelsea e Cech salvando tudo, até pensamento. Crescia o goleiro tcheco quando alguém pensava em fazer um gol e eliminar o time de Roman Abramovich. E quando o jogo estava perto do apito final, eis que Niño Torres recebeu lançamento primoroso e partiu em direção ao gol de Valdés, que foi fintado antes de o centroavante espanhol, ex Atlético de Madrid, mandar para a rede e fuzilar os barcelonistas da competição. Era o fim de um reinado, mas não de uma era, a era Messi, que tem encantado os fãs do bom futebol.

Ontem parecia que o caminho estava aberto para o Real ganhar seu décimo campeonato continental. Pois o time saiu na frente em casa, com gol de Cristiano Ronaldo. O craque português conseguiu fazer um segundo gol, mas logo Robben fez o primeiro dos bávaros, tudo isso antes do fim do primeiro tempo. O jogo teve ótima atuação dos alemães, que mereciam melhor sorte nos 90 minutos. Terminado o jogo, a partida teve que ir para a prorrogação, pois o placar de Munique foi igual. Neuer, o arqueiro alemão, não fizera defesas impossíveis, mas o melhor estava por vir. Empatada a prorrogação, a disputa terminaria nos pênaltis. Neuer se consagrou ao ver três cobranças desperdiçadas pelos alemães, que só conseguiram fazer um gol. Como o time do Bayern converteu três cobranças, a quinta-feira seria de alegria em Munique e Londres, neste caso só para a parte azul da cidade, pois os vermelhos do Arsenal não estão nada satisfeitos.

A semana prometia passeio de Messi, ou melhor, do Barcelona, porquanto é o conjunto do time o forte dos catalães. Outro passeio previsto era do Real, mas até Cristiano Ronaldo e Kaká não conseguiram converter seus pênaltis no gigante alemão Neuer. Agora a final será em Munique, em jogo único, com um representante da casa e um digno time inglês, este em busca de seu primeiro título da Liga. Cech e Neuer foram carrascos na semana. Quem será agora carrasco em Munique? Robben, Ribery, Schweinsteiger, Mario Gomez, Lampard, Drogba, Ramires e outros também vão querer esse rótulo. Ninguém deixará de ver esse jogo.

abril 26, 2012 at 5:21 pm Deixe um comentário

Barcelona 3X1 Manchester United

   O mundo viu um espetáculo inigualável de futebol no sábado. Era tarde no Brasil, mas já noite na Inglaterra, quando 22 grandes jogadores lutavam pela conquista do título mais cobiçado de clubes, a Liga dos Campeões, ou Champions League. Alguns desconfiavam do que poderia preparar o técnico do Manchester, Alex Ferguson, pois jogava em Londres, no belo Estádio Wembley. Só que quem aprontou o de sempre foi mesmo a equipe do Barcelona, de Messi, Xavi e Iniesta, só para ficar nos três principais craques do time catalão, definitivamente o melhor time do mundo na atualidade.

   Com 70% de posse de bola em todos os jogos, o que as pessoas veem deixa qualquer um surpreso. Parece que o adversário é sempre o Málaga, mas no caso em questão é o Manchester United. O Real Madrid já tinha se transformado em Málaga nos pés do Barça, pelas semifinais. E qualquer time do mundo corre esse risco. Falam que eles podem ser surpreendidos por um bom time sul-americano, quem sabe um Santos, um Vélez, mas a verdade é que não se leva a sério tal análise, pois os azul e grená estão com posse de bola e sabendo o que fazer com ela. A final do Mundial de Clubes deve ficar com o Barça, se der a lógica.

   Se o adversário fecha as portas da defesa, os jogadores fazem como no caso do mata-mata contra o Arsenal, e entram até pelo meio, tabelando à Pelé e Coutinho. E ninguém tem mais pudor em afirmar que o esquadrão barcelonista está para a atualidade como estiveram o Santos de Pelé e o Real Madrid de Di Stéfano, ou ainda o Ajax de Cruyff, o Flamengo de Zico etc. O Barça de Messi é o grande time desde 2000. Antes, o Milan dos holandeses tinha sido tão frequente ganhador nos últimos tempos, conquistando a Liga em 1989, 1990 e 1994, e com um grande futebol, o que não marcou o Real Madrid campeão europeu de 1998, 2000 e 2002, apesar de ter contado com Zidane, um dos grandes do futebol mundial.

   Voltando ao jogo, objetivo principal desta discussão, o Manchester se portou como deveria, mas não conseguiu segurar o adversário como esperava. Todos se baseiam na Internazionale de Mourinho, que conseguiu se fechar e segurar o Barça, em Barcelona, na semifinal da Champions do ano passado, vencida pelo time do técnico português, hoje no Real Madrid, atual vítima dos azul e grená. Só que o gol do Barça saiu, inapelável. Mesmo com uma pressão de cinco minutos, o Manchester logo viu o adversário tomar conta da posse de bola, até chegar ao seu gol, com Pedro, em jogada de toque de bola e conclusão no canto, deixando Van Der Sar sem ação. E o gol de empate do Manchester saiu, numa jogada em que Giggs recebe impedido, ajeita e vê Rooney mandar um torpedo de longe, no ângulo. Tudo isso ainda no primeiro tempo, empatado no placar mas dominado pelos catalães na posse de bola.

   No segundo tempo, só deu Barça. O segundo gol foi uma pintura, pois Messi recebeu a bola na intermediária e ajeitou de lado, mas os defensores só tentaram barrar o chute, certeiro, com curva, no canto de Van Der Sar, que nada pôde fazer. Com 2 a 1, ficou complicado para o Manchester reagir novamente. Logo viria o terceiro e decisivo gol do Barça, de Villa, após muito toque de bola, o segredo do Barça, que ninguém consegue copiar, pois falta o grupo que este tem.

   E a última grande lembrança da final tem que ser Abidal levantando a taça orelhuda, reservada aos campeões. O lateral-esquerdo da seleção da França retirou neste ano um tumor e conseguiu se recuperar a tempo de estar no jogo. Puyol e Xavi concederam a honra de deixar a braçadeira de capitão com o francês, que também joga de zagueiro. E outro bom segredo do Barça é a polivalência dos jogadores. Mascherano, volante, jogou a final como zagueiro, mesma posição já ocupada por Abidal. Puyol, zagueiro, já se aventurou pelas laterais, e Dani Alves, o bom baiano da lateral, joga de volante e por aí vai. Esse é o time do Barcelona, atrás do qual o mundo tem que correr e que todos querem ver jogar, até para contarem para seus filhos e netos. Assim se faz a história.

maio 30, 2011 at 1:22 pm Deixe um comentário

Schalke e Real carimbam vaga

   Nos jogos de ontem, válidos pelas quartas-de-final da Liga dos Campeões da Europa, os times do Real Madrid, nove vezes campeão do torneio, e do Schalke 04, sequer finalista desde sempre, garantiram presença nas semifinais do certame 2011, mas não matematicamente. Com uma goleada em casa sobre o Tottenham, por 4 a 0, o time merengue atropelou os ingleses e já vai para Londres se preparar para uma possível final, que será também lá, no Estádio Wembley, o lendário. Destaques da partida foram Di Maria e Cristiano Ronaldo, mas o time todo do Real é um assombro, com Casillas, Sérgio Ramos, Pepe, Lassana Diarra etc., todos muito seguros. E não nos esqueçamos de Marcelo, o craque da lateral-esquerda, sempre letal nos avanços pelas beiradas, onde se come com mais facilidade o mingau. Será que pinta o decacampeonato torto do Real, pois muitos defendem que o Brasil não é penta, uma vez que não foi campeão na sequência? Adebayor diz que sim, que dá Real, e o craque togolês tem crédito na praça.

   E por falar em saldo positivo, Raul González, o maior artilheiro da história da Champions League, fez das suas ontem, em Milão. Sua equipe, o Schalke 04, foi Schalke 05 ao sapecar 5 a 2 na Internazionale de Leonardo, que já havia levado uma pancada sábado, ao perder o clássico local e o Campeonato Italiano para o Milan, por 3 a 0. Edu, brasileiro de São Bernardo do Campo, fez dois gols e ajudou o time de Gelsenkirchen a fechar a conta, garantindo vaga nas semifinais. Resta saber quem virá pela frente, pois os Azuis Reais devem enfrentar o Barcelona, ao que tudo indica. Vai depender do que acontecer a partir de hoje, na Catalunha. Time por time, dá Barça na cabeça contra o Shakhtar Donetsk, assim como daria Internazionale e não deu.

   E o grande duelo da igualdade será travado hoje em Londres, entre Chelsea e Manchester United. O Chelsea persegue o título há alguns anos, desde que Roman Abramovich transformou-se em dono do time londrino. Com Drogba, Lampard, Ramires, David Luiz, Cech, Ashley Cole, Malouda, Essien e companhia, a torcida dos Blues sonha com o título que escapou por um triz em 2008, em final contra o mesmo time adversário de hoje, nos pênaltis. Na ocasião, os vilões foram Anelka e Terry, pois ambos erraram quando foram cobrar as penalidades. Será diferente desta vez? O Manchester, eterno campeão inglês (ganhou 12 das últimas 19 edições, já incluindo por minha conta a deste ano), é favorito, claro, e em grande parte pelo craque do banco de reservas: o técnico Alex Ferguson, desde 1986 à frente do clube.

   Resumo da ópera? Se derem os favoritos, incluindo os jogos da volta na próxima semana, as semifinais serão Schalke 04 X Barcelona e Manchester X Real Madrid. E aí a final terá tudo para ser espanhola, como é da Espanha o maior número de troféus do torneio, 12, junto com a Itália, 12. E se der Manchester ou Chelsea? Aí os três países dominantes ficam com 12 cada um. A aposta, pelo futebol, é o título do Barcelona, que já se exibe neste momento contra a zebra da Ucrânia, o Shakhtar Donetsk, que pode ser o Schalke na vida dos barcelonistas. Vale a pena não perder nenhum detalhe, nem que sejam os gols ou os melhores momentos, principalmente pelo excesso de bons jogadores, muitos dos quais brasileiros e argentinos.

abril 6, 2011 at 6:32 pm Deixe um comentário

Júlio entrega a rapadura; Júlio salva depois

   O jogo Bayern 2X3 Internazionale, disputado ontem na Allianz Arena, em Munique, foi um clássico daqueles, até melhor que Barcelona e Arsenal. Foi a repetição da final da Champions League do ano passado, vencida pelos italianos. E como os alemães tinham vencido a primeira do mata-mata, na Itália, por 1 a 0, podiam empatar em casa e comemorar a classificação às quartas-de-final. Só que não contavam com a reviravolta de Sneijder, Júlio César, Maicon, Lúcio, Pandev e principalmente Eto’o. O camaronês foi autor de um gol e deu os passes para os outros dois, tornando-se o herói da noite na Alemanha, não sem a ajuda de Júlio César, o goleiro trapalhão ao ceder o primeiro gol aos bávaros, mas herói ao fazer uma das mais belas defesas da história do futebol.

   O jogo começou com a Inter melhor, pelo menos nos três primeiros minutos, e eis que a bola puniu o Bayern com um gol de Eto’o, craque com faro de gol, principalmente quando joga pela forte equipe milanesa em vez da fraca seleção do seu país. O gol levava o jogo para a prorrogação, pois era o repeteco da vitória dos alemães na Itália. Só que não demorou muito e o Bayern começou a tomar conta da partida. E o autor do gol de empate foi Mario Gomez, mas bem que poderia ter sido dado o gol a Júlio César, contra, pois ele bateu roupa e foi afoito tentar se recuperar em cima do atacante alemão, que deu uma puxeta e viu o goleiro perdido no lance, só tendo a lamentar o gol que dava àquele momento a classificação aos bávaros. Era um frango como poucas vezes se vira na carreira do excelente goleiro Júlio Doze Césares, tal é o seu valor para os títulos conquistados pelos interistas nos últimos seis anos.

   E para complicar ainda mais, o primeiro tempo não acabaria sem o gol da virada dos alemães, feito por Muller, aos 31 minutos. Era a pá de cal nos italianos, últimos representantes do futebol do país no torneio continental. Era um vexame homérico para o país, um dos grandes campeões do torneio, com 12 títulos (sete do Milan, três da Inter e dois da Juventus). E o Bayern perdeu ainda mais gols no primeiro tempo, um com Muller, depois de a bola ser cruzada e o alemão dividir de carrinho com o beque adversário, quase em cima da linha, mas a bola se chocou caprichosamente contra a trave. Para se classificar, a Inter precisava de dois gols, e isso ficava distante quando víamos Ribery perder gols em profusão, como um chute à queima-roupa, de dentro da pequena área, desferido na rede, mas pelo lado de fora.

   No segundo tempo, a Inter equilibrou um pouco as ações, mas sem tanta gana no começo. Demorou, mas a equipe conseguiu finalmente seu gol de empate, perto dos 20 minutos. A bola chegou para Eto’o, antes goleador, ontem garçom. Ele ajeitou para Sneijder, que vinha de trás, acertar um canudo no canto do goleiro Kraft. Faltavam 25 minutos, mas o resultado ainda era favorável aos donos da casa. Com o estádio lotado, ainda seriam criadas chances dos dois lados, mas uma chamaria a atenção: um voleio à queima-roupa em direção ao gol de Júlio César, e aí não interessa saber se foi de Mario Gomez ou Muller, mas o arqueiro salvou o gol certo, o que certamente nenhum goleiro faria. Era como se Júlio tivesse feito um gol, tamanha a façanha.

   De nada adiantava a façanha de Júlio, pois o jogo chegava ao fim sem que os interistas achassem o terceiro e decisivo gol. Só que uma bola levantada perto da área do Bayern, mais para o becão Breno que para Eto’o, foi o motivo da alegria de Júlio, que viu o atacante conseguir se esgueirar e tomar a frente na jogada, levar aos trancos e barrancos e passar para o macedônio Pandev, que vinha de trás para emendar um canudo feito o de Carlos Alberto Torres na Copa de 1970. Kraft, nome de fábrica de doces, nada pôde fazer contra a bomba do craque, também sem uma seleção condizente para defender (não pela honra e dignidade, mas pela competitividade do time). Eram 44 minutos, e logo o jogo acabaria. O Bayern ensaiou umas bolinhas levantadas na área, mas Lúcio e companhia rebateram com tranquilidade. Bonito de se ver foi a festa do time italiano quando o árbitro português apitou pela última vez.

   Os brasileiros Leonardo, Maicon, Thiago Motta, Phillipe Coutinho e principalmente Júlio César puderam comemorar muito, pois agora vão esperar o sorteio de sexta-feira para conhecer o adversário das quartas-fe-final. Por enquanto, pode ser Manchester United, Barcelona, Schalke 04, Shakhtar Donetsk ou Tottenham. Destes, os três últimos nunca venceram o torneio. Vão deixando a Inter chegar para ver. O Milan que se cubra no Italiano, pois também está dando mole para os rivais históricos. Os jogadores interistas estão acostumados a títulos, mas Leonardo, o técnico, está com sede deles. Se cuida, Mourinho, que hoje decide vaga contra o Lyon. Palpites: Real Madrid e Chelsea se classificam hoje e completam o grupo dos oito finalistas.

março 16, 2011 at 4:49 pm Deixe um comentário

Barça joga dentro da área do Arsenal, mas Wenger ainda reclama

   Foi um massacre o jogo Barcelona X Arsenal, no Camp Nou, pelas oitavas-de-final da Liga dos Campeões. Messi, Xavi, Iniesta, Daniel Alves, Villa e companhia fizeram um cerco à área do time londrino. Não dava para sair com a bola de lá nem com reza brava. Arsène Wenger, técnico do Arsenal, viu seu time acuado. E o placar de empate dava a classificação aos ingleses.

   O primeiro tempo estava terminando com 0 a 0 no marcador, por incrível que pareça. A muralha defensiva do Arsenal estava dando resultado, mas Messi recebeu uma bola açucarada para chapelar o goleiro, que àquele momento já era o reserva Almunia, e só não entrar com bola e tudo por respeito ao adversário. Ali parecia que ruia o mundo do Arsenal. E graças ao goleiro reserva (o titular machucou a mão após uma defesa em chute de Dani Alves) não ocorreram mais gols, pois sempre aparecia um na cara do gol do espanhol.

   Na etapa final, o Arsenal conseguiu um milagre, pois ninguém esperava que o time fosse sequer conseguir sair da defesa, quanto mais chutar ao gol de Valdés. Aliás, a profissão do goleiro do Barça é a mais invejada do mundo do futebol, pois tem pouco trabalho e títulos garantidos na moleza. Nasri levou uma bola contra três adversários para a linha de fundo do ataque do Arsenal e conseguiu um milagroso escanteio. A bola alçada à área foi desviada por Busquets, que fez o gol contra. O empate era provisório, pois os deuses da bola não poderiam permitir que o time da retranca vencesse a arte do Barcelona. Já tinha acontecido isso quando a Internazionale segurara o time azul e grená, no ano passado. E eis que Sua Senhoria, o árbitro, entrou em ação, expulsando Van Persie, dos ingleses, após este chutar uma bola quando estava impedido. É verdade que foi completo exagero, mas Van Persie não seria o diferencial da balança, ou então seria feita uma tremenda injustiça com a eliminação do futebol dos sonhos. Wenger reclamou e reclamaria pela eternidade, mas não era justo ele querer vencer sem um único chute a gol, ainda mais contra um time que chutou uma infinidade de bolas à queima-roupa, com artilharia pesada.

   E foi para desbancar aqueles que dizem que em futebol só se vence pelas pontas que saiu o segundo gol do Barça, fruto de jogada pelo meio, afunilando o jogo, com Iniesta, Villa e finalmente Xavi, que tocou na saída do ótimo Almunia, salvador de dúzias de bolas à queima-roupa. Os 2 a 1 levavam o jogo para a prorrogação. Só que dois minutos depois Pedro caiu na área, calçado de leve por Koscielny, beque do time que jogava de amarelo naquele dia, por ser visitante. Messi foi para a cobrança e fez com tranquilidade, garantindo a classificação. O Arsenal teria uma nova chance, quando Adriano, lateral brasileiro do Barcelona, daria um contra-ataque de presente para o Arsenal, mas Bendtner desperdiçaria ao dominar feito um brucutu na cara de Valdés, retribuindo o presente. Era o último ato da ópera da vitoriosa jornada barcelonista, e o time vai rumo ao tetra na Europa e o bi mundial, algo mais que merecido, justiça seja feita.

   Na rodada de terça e quarta, os outros três classificados para as quartas-de-final foram Schalke 04, Tottenham e Shakhtar Donetsk. Na próxima semana, os favoritos são Bayern, Real Madrid, Chelsea e Manchester United, que enfrentam em casa Internazionale, Lyon, Copenhague e Olympique, respectivamente. Os favoritos ao título, pela ordem, só podem ser Barcelona, Real Madrid (não se esqueçam: é o time do Mourinho), Manchester United e Chelsea. E que venha a semana que vem para comprovar isso e mostrar-nos bons jogos.

março 10, 2011 at 7:32 pm Deixe um comentário

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