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Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos em semana decisiva

Três podem dançar na semana, mas a tendência é que só um dos quatro gigantes paulistas seja eliminado nos torneios em reta de chegada, a Libertadores e a Copa do Brasil. Corinthians e Santos jogam amanhã, no Pacaembu. O São Paulo enfrenta o Coritiba, no mesmo dia, no Couto Pereira. Um dia depois, o Palmeiras enfrenta o Grêmio, em Barueri. Três jogos com garantia de casa cheia e muita emoção. São Paulo e Palmeiras são favoritos pelo que fizeram na primeira semana. Pois nem com a vitória na Vila dá para cravar o Timão como favorito, pois o Peixe é o atual campeão da América. Vai ter muita água passando por baixo da ponte em dois dias de decisão.

O São Paulo vai entrar para buscar ao menos um empate no Paraná. O Coxa quer decidir a Copa do Brasil pela segunda vez seguida. Só uma vitória por dois gols classifica o time paranaense, ou então uma vitória por 1 a 0 e êxito nos pênaltis. O Tricolor tem em Luís Fabiano e Lucas as armas para encaixar um contra-ataque e decidir tudo, como enorme favorito que é. Só depende de uma boa noite de seus bons atacantes. E quando depende de algo, é sinal de que o Coxa está vivo, respira, peleja. Ninguém jamais vai comemorar classificação antecipada quando o adversário é empurrado por quase 40 mil fanáticos berrando “Coxa, Coxa, Coxa”, dependendo de uma vitória por dois gols de diferença. O Estado do Paraná quer um título de Copa do Brasil, e o Coxa chega perto mais uma vez.

Em Barueri, com 30 mil torcedores, o Palmeiras é amplo favorito diante do Grêmio. A final da Copa do Brasil está desenhada com as cores alviverdes e tricolores de Palmeiras e São Paulo. Depois de vencer o Grêmio no Olímpico, por 2 a 0, o time liderado por Marcos Assunção tem tudo para ao menos perder por um gol de diferença e sacramentar a classificação mais garantida por antecipação da história. Luan está fora de combate, mas o Verdão não depende dele. Depende de Luiz Felipe Scolari, o técnico que briga com diretores, torcedores, jogadores e portões de estacionamento. Ninguém duvida que o brigão possa brigar até com a taça e a medalha de campeão, que ele pode muito tranquilamente colocar em seu peito de eterno campeão, principalmente de Copas. Olho no Felipão, mas o time onde ele primeiro se destacou como campeão da Libertadores não está morto, não. Se sair um gol logo de cara, o Imortal pode mudar a cara do jogo e assustar. Pouco provável, mas não é bom brincar com as nuvens negras que costumam rondar o Palestra Itália.

Por último, a decisão mais aguardada do ano. Corinthians e Santos fazem um duelo hoje absolutamente igual. O Santos tem Arouca, Ganso, Borges, Neymar e Alan Kardec, monstros técnicos do futebol brasileiro. O Corinthians vai com um time de operários, com destaque para as duplas de volantes (Ralf e Paulinho) e zagueiros (Castán e Chicão). Sem Émerson no ataque, o time do Corinthians vai de Willian, o Bugrão do Parque. Liedson nem está mais entre os titulares quando o time reserva entra em campo, desprestigiado e sem rumo no clube. O susto da semana é a possibilidade de Chicão, contundido, ser substituído pelo fraco Wallace. Não era hora pra isso, mas a torcida acredita em Cássio e nos companheiros de linha de Wallace, uma temeridade tal qual Alessandro. De resto, o time é confiável e guerreiro, marcador. O Peixe vem com técnica e descansado, após reclamações exageradas de seu presidente. O jogo vai ter 90 minutos de emoção, muito provavelmente. O Peixe precisa vencer fazendo mais de um gol, ou então vencer por 1 a 0 e decidir a vida nos pênaltis, como fez com sucesso na fase anterior, diante do Vélez Sarsfield.

junho 19, 2012 at 6:57 pm Deixe um comentário

Um sonho

Texto de Jorge Eduardo Teixeira Filho, escrito em homenagem aos títulos corintianos de 2009, especialmente a Copa do Brasil

 No começo desse ano eu tive um sonho mas, imaginem vocês, que pesadelo. Sonhei que meu time fora a Porto Alegre enfrentar o Grêmio e que voltava de lá rebaixado.

Sonhei que passei por diversas humilhações, por um ano difícil vendo meu time jogar contra adversários de nomes impronunciáveis, em estádios “desgramados”, com vestiários sofríveis e estrutura inexistente.

Sonhei que meus amigos, torcedores de outros times, criaram piadas homéricas, de gosto discutível e caráter descartável.

Mas eu acordei.

E vi meu time disputar três campeonatos esse ano e levar os três; ou alguém vai discutir a Copa São Paulo … maior vitrine de jogadores do mundo.

Realmente só poderia ser um sonho. Imaginem … eu vi – em meu sonho – um time desacreditado, humilhado, se arrastando em campo … não poderia ser o mesmo time que vi esse ano; um time que com gana, suando sangue, gritando, sem fugir do pau – Exceto pelo Willian ontem com aquela risadinha, mas eu o perdôo – e vencendo, o que para nós não é importante, pois nós, corinthianos, vamos ao estádio ver o Corinthians jogar.

Assim como a fênix que ressurge das próprias cinzas, o Corinthians ressurgiu – ou como a Fiel prefere: Voltou – e na mesma cidade onde caiu. Cidade, aliás, onde obtivemos a primeira Copa do Brasil em 1995.

É; Porto Alegre faz jus ao nome … ao menos para nós.

Realmente não foi o mesmo time. Foi um sonho ruim mas, já passou.

Agora é festa na favela, churrasco na lage, comprar o Lance e zoar os outros Office-boys do escritório.

Porque o Coringão Voltou !!!

dezembro 23, 2011 at 11:00 am 1 comentário

Jovens experientes vascaínos

   Caiu um tabu de oito anos sem títulos do Vasco da Gama. O time da Colina conseguiu uma proeza epopeica ao perder por 3 a 2 em Curitiba, contra o elogiado Coxa e diante de 40 mil presentes, entre pagantes e penetras, os de sempre. E o principal figurante do título vascaíno foi um elenco de jovens jogadores com muita experiência. Fernando Prass (30 anos), Felipe (33) e Alecsandro (30) são os únicos do time titular com mais de 28 anos de idade, período em que alguns atletas começam a declinar, o que não é especificamente o caso dos três bons valores vascaínos.

   Atletas como Diego Souza, Allan, Dedé, Anderson Martins e Éder Luís parecem senhores da bola, mas são jovens valores, quase crianças na idade. O que o time jogou foi uma enormidade, pois enfrentou na final o Coritiba, o Coxa Branca. Não só flamenguistas davam como certo o título paranaense, mas o Brasil via o Vasco como um clube fadado a ser vice eternamente. Desde 2003, foram muitos vice-campeonatos de turno do Cariocão e até a finalíssima do estadual mais charmoso, como dizem os cariocas. E Roberto Dinamite, o presidente do Vasco, foi enfático ao berrar que dá para ser campeão sem roubalheira, talvez se referindo a seu antecessor Eurico Miranda, acusado por muitos vascaínos. Ele espera, claro, que seja o primeiro de muitos.

   O time alvinegro de São Januário foi brioso nos dois jogos, pois o título começou no Rio, na casa vascaína, onde a equipe de Dinamite ganhou por 1 a 0, com gol de Alecsandro, o centroavante goleador que abriu o caminho também em Curitiba, no primeiro tempo, com gol que calou o abarrotado Couto Pereira. E quando todos pensavam que o primeiro tempo seria de maresia para o Vascão, pois o adversário sentiu o golpe de ter que fazer três gols após o gol do irmão de Richarlyson, eis que o Coxa ressurgiu com dois gols em jogadas iniciadas pela esquerda, mas concluídas primeiro com um cabeceio de Bill, após falha da zaga, e depois com tiro de Davi, sem chance para Fernando Prass. Haja emoção para o segundo tempo, diziam os narradores e comentaristas.

   No segundo tempo, o Vasco segurou a pressão e ainda conseguiu empatar novamente o jogo, deixando o Coxa a dois gols do título quando o placar marcava 2 a 2, após tento de Éder Luís, a formiguinha do ataque carioca, formiguinha mineira de Uberaba, aliás. Depois, o Coxa logo desempatou e foi para a frente, empurrado até o último segundo pela sua fanática torcida, redundante se falamos de clubes brasileiros. Só que no fim prevaleceu a camisa mais pesada, a do Vasco, quatro vezes campeão brasileiro e outras quatro vencedor do Rio-São Paulo, além de uma Libertadores e um título sul-americano de 1948.

   O Vasco se valeu de um conjunto, não de um jogador que carregasse o time nas costas. Com um desempenho pífio no Cariocão, esperava-se muito do Flamengo, campeão dos dois turnos e trator no Rio (ou seria bonde?). O artífice do conjunto vascaíno foi Ricardo Gomes, o técnico que nunca ganha títulos, mas desta vez foi o Celso Roth, que no ano passado surpreendeu ao levantar a Libertadores, e claro que esses técnicos perdedores não vencem sozinhos, assim como suas constantes derrotas não são fruto de sua incapacidade, mas do grande azar que carregam ao dirigirem sempre times medianos e aspirantes a pouca coisa, se bem que Gomes nunca venceu nem o Baianão ou o estadual de Pernambuco, mesmo dirigindo os grandes favoritos Sport e Vitória.

   O que mais impressionou no Vascão campeão foi mesmo a juventude da defesa, exceto o goleiro Fernando Prass, com atletas de no máximo 23 anos, caso de Ramón. O time foi campeão pelo critério do gol fora de casa, e o fato de sua linha de trás não ter dado sopa no Rio foi o que determinou a volta olímpica. Jogadores revelados por Madureira, Volta Redonda, Vitória e Inter de Porto Alegre, isso no caso dos defensores, determinou um título. O único criado nas categorias de base do Bacalhau era Felipe, o meia, alçado ao time profissional em 1997, ano em que o Vasco de Edmundo assombrou no Brasileirão. E é de um time com jovens valores, mas todos aparentando 35 anos, que se faz um campeão. Não é à toa que a torcida da Vasco pode xingar até os rodapés quando imaginar ter ouvido alguém falar ou até mesmo soprar vice em sua orelha. Vice é o Coxa. O Vasco é campeão da Copa do Brasil.

junho 10, 2011 at 3:25 pm 1 comentário

Copa do Brasil e Libertadores hoje

   Três jogos hoje, no Brasil, decidem o semestre para seis equipes, sendo uma delas paraguaia, o Cerro Porteño. Pela Copa do Brasil, jogam Avaí X Vasco e Coritiba X Ceará. E os paraguaios enfrentam o poderoso Santos pelo jogo de ida das semifinais, mesma fase pela qual jogam os outros quatro times, só que aí no jogo da volta. O palpite para a final da Copa do Brasil só pode ser Vasco X Coritiba. Ninguém poderia acreditar que o Avaí mereceria vencer o Vasco em São Januário, mas o fato é que o gol de empate do Bacalhau saiu só no crepúsculo de jogo, à custa de uma jogada do Sobrenatural de Almeida do Nelson Rodrigues. Hoje, o Vasco tem que vencer ou empatar por 2 a 2, 3 a 3 e por aí vai. Empate por 0 a 0 classifica os catarinenses, que, detalhe: jogarão em casa, na Ressacada. Quem vai acordar de ressaca amanhã?

   O adversário do Vasco tem tudo para ser o Coritiba, que empatou por 0 a 0 em Fortaleza, diante do temido Ceará, o Vozão. Com Léo Gago, Aquino, Pereira, Édson Bastos, Jonas, Bill, Davi e principalmente Rafinha afiados, é jogo para o Coxa levar com tranquilidade, apesar de uma semifinal nunca prometer moleza. Se o Vozão chegou, é porque tem fôlego, apesar da avançada idade. O Couto Pereira deverá estar lotado na fria noite curitibana. O Alto da Glória vai ferver, minha gente, e é bom não contar com truco, pôquer, tranca ou qualquer piada de jogo de baralho, como fizeram contra o Palmeiras de tantas glórias. Vai ter que comer poeira contra os afiados cearenses. Empate com gols dá a vaga para o alvinegro do Nordeste.

   Por último, o Peixe recebe o Cerro Porteño em jogo com previsão de goleada santista. Muitos falam em placar histórico, mas semifinal de Libertadores pode complicar e deve, mesmo contra time paraguaio. É só lembrar que o Olímpia tem três títulos no torneio, em 1979, 1990 e 2002, este último diante do São Caetano, no Pacaembu. Com Neymar em campo e Muricy no banco, deve ser moleza se tudo correr conforme programado pelos brasileiros, mas não pelos paraguaios. O Cerro corre atrás de seu primeiro título expressivo, pois convenhamos que Campeonato Paraguaio não é algo que se possa dizer “que grande título…”, apesar de ter seu valor. E se o Cerro abrir espaço, o Santos tem que chutar de qualquer lugar, pois Barreto provou ser o “goleiro mãe” que todo adversário quer ter contra si, uma espécie de Júlio César do Corinthians.

   E a Globo não vai ter como passar jogos de Corinthians, Palmeiras e São Paulo. Vai ter que se render ao Santos, sempre relegado à opção do canal Sportv. O trio paulistano só volta às quartas nobres da Globo em fins de junho, minha gente. O semestre dos três foi para ser esquecido ou então visto e revisto para não serem repetidos os erros.

maio 25, 2011 at 2:05 pm Deixe um comentário

Santos, Coxa e Vozão

   A quarta-feira foi de três times Brasil afora: Santos, Coritiba e Ceará. O primeiro arrebentou na Libertadores, mesmo estourado e sem pernas (talvez isso seja uma forma de valorizar a epopeia do time na briga para ganhar tudo no ano), após uma viagem inacabável até a Colômbia. Coxa e Ceará confirmaram presença na semifinal da Copa do Brasil, desbancando os favoritos Palmeiras e Flamengo, respectivamente.

   O jogo do Santos não reservou muitos sustos para o time brasileiro. Mesmo sem Ganso, seu principal jogador para muitos (os demais pensam que é Neymar o grande atleta do Peixe e do Brasil), a equipe praiana conseguiu uma vitória magra na Colômbia, diante do Once Caldas. E o tento alvinegro foi anotado pelo susbstituto de Ganso, Alan Patrick. O meia/atacante fez uma boa partida, coroada com um importante gol, mas os santistas não podem deitar nos louros da vitória, tampouco têm tempo para isso. O time enfrenta o Corinthians na final do Paulistão, domingo, na Vila Belmiro. E na próxima quarta tem novamente o Once Caldas pela frante, aí no Pacaembu, quase casa corintiana. O Peixe é favorito nos dois embates, mesmo sem Ganso e alguns combatentes do forte exército litorâneo, principalmente porque o gênio Neymar estará em campo, como tem sido sempre.

   O Coritiba já havia definido a sua parada na primeira partida das quartas-de-final, quando venceu por 6 a 0 o Verdão, no Couto Pereira. Em partida com destaque até de Bill, centroavante de triste passagem pelo Corinthians, o Coxa passou o trator, a escavadeira e toda a frota de caçambas em cima do time de Marcos, o santos, que justamente neste jogo fazia sua reestreia depois de longo e rigoroso inverno em recuperação. Anteontem, o Verdão conseguiu vencer por 2 a 0, mas nada diminui o tamanho da vergonha misturada com raiva do seu torcedor, agora esperançoso com relação a um bom papel no Brasileirão.

   Por último, a quarta reservou um feito heroico do Ceará, o popular Vozão. Sem o Castelão, em reforma, a equipe alvinegra utilizou o Presidente Vargas, também em Fortaleza, para levar um 2 a 2 com o Mengão, time mais popular do Brasil. E teve choro, reclamação, ranger de dentes e lamentações com o empate derradeiro para classificar os cearenses rumo às finais. Felipe, goleiro flamenguista, melhor ainda de conversa e polêmica do que debaixo das traves, sugeriu que o árbitro estava fardado com o uniforme do Ceará. Agora, o time de Iarley enfrentará o Coritiba, e um dos dois vai às finais, contrariando minha previsão de Palmeiras ou Flamengo na decisão.

   E se tem uma coisa que não tem dado certo é previsão minha. Ainda assim, vou arriscar uma vitória do Coritiba contra o forte Vozão nas semifinais da Copa do Brasil, caminho da Libertadores, sonho de consumo de todos os clubes brasileiros, nem que seja só para participar, mas não vale ficar na pré-Libertadores contra o Tolima, como fez o Corinthians em 2011, realizando o papelão do ano.

maio 13, 2011 at 6:46 pm Deixe um comentário

Vasco X São Paulo e Flamengo X Palmeiras?

   Na gloriosa Copa do Brasil, cujos maiores vencedores são os copeiros Cruzeiro e Grêmio (quatro títulos cada), pinta uma semifinal de arrepiar, com quatro dos 12 gigantes do futebol nacional. De um lado, pode e deve pintar São Paulo X Vasco, e ontem já começou a se desenhar tal confronto com um passeio do Cruzmaltino por Recife, vencendo por 3 a 0 a primeira das partidas das oitavas-de-final. Agora, o Gigante da Colina joga tranquilo no Rio de Janeiro, em 27 de abril, diante do mesmo Timbu, time de torcida apaixonada, como aliás quase todas do Nordeste. Já dá para vislumbrar Vasco X Atlético Paranaense nas quartas, pois o rubro-negro paranaense empatou em Pituaçu, contra o Esquadrão de Aço. Agora, o Furacão depende de uma vitória magra ou até um empate sem gols na Arena da Baixada, dia 20.

   O adversário do Vasco nas semifinais, julgando que ele passará pelo Furacão, deve ser o São Paulo, campeão antecipado da Copa do Brasil e com uma bomba atômica por explodir nos próximos dias. Muitos apostam que tal contratação, propagada por cartolas da agremiação, seja ninguém menos que o craque da Copa 2010, Diego Forlán. Outros, mais exagerados, falam em Messi ou até Tévez. Outros, mais modestos, dizem tratar-se de Lugano. O fato é que o São Paulo provavelmente terá a estreia de Luís Fabiano nos duelos dos dias 20 e 27 contra o Goiás, pelas oitavas. Favoritos disparados, os tricolores depois enfrentarão Avaí, provavelmente, pois este ontem empatou por 2 a 2 no Rio, diante do ex-favorito Fogão, o Glorioso, dirigido por Caio Júnior.

   Na outra semifinal, devem sobrar Palmeiras e Flamengo, pois o Verdão já garantiu ontem sua vaga, após vencer por 2 a 1 0 Ramalhão, em Santo André. Agora pode até perder por 1 a 0 no Pacaembu, com 99,9% de palmeirenses ocupando os lugares do estádio. Aí, vai pegar nas quartas certamente o Coritiba, grande surpresa da temporada e já campeão paranaense antecipadamente. O Coxa tem pela frente o modesto Caxias, do Rio Grande do Sul. E aí o Coxa é quem tem mais chance de subverter a lógica dos quatro gigantes na semifinal, podendo surpreender o Palmeiras de Felipão nas quartas, apesar de este já contar com uma dupla coroa no primeiro semestre: Paulistão e Copa do Brasil. Andou até fazendo piadinha com o fato de ser copeiro e disse que em terras gáuchas tem copa, sim, mas também tem salame, mortadela etc.

   Por último, e obviamente não menos importante, o adversário do Palmeiras deve ser o Mengão, a maior das barbadas, pois enfrenta o desconhecido e cearense Horizonte, nas oitavas. Depois, pega outro time cearense, justo o que pega emprestado o nome do belo Estado. E o Vozão, amplo favorito diante do Prudente nas oitavas, parece não ter cacife para segurar o Bonde do Mengão sem Freio. Seguramente, não passa pelas cabeças de Ronaldinho, Gaúcho, Patrícia Amorim, Roberto Dinamite, Alecsandro, Diego Souza, Thiago Neves, Luís Fabiano, Juvenal Juvêncio, Felipão, Kleber Gladiador, Valdívia e os representantes dos gigantes Vasco, Palmeiras, Flamengo e São Paulo deixar escapar a vaga antes das semifinais. A partir daí, com os quatro emparelhados, ninguém pode apostar com firmeza. Eu apostaria numa final Flamengo X São Paulo, mas só por mero palpite, pois o Verdão, principalmente, está muito firme e sólido na defesa, além de ter Kleber, Lincoln, Assunção, Valdívia e agora até Wellington Paulista na linha de artilharia. Vale a pena esperar os confrontos que virão pela Copa do Brasil, que poderia até ser chamada de Copa do Felipão, campeão em 1991, 1994 e 1998 por Criciúma, Grêmio e Palmeiras, respectivamente. Ele já está com saudade deste título, minha gente.

abril 14, 2011 at 7:22 pm Deixe um comentário

Santos é o novo campeão da Copa do Brasil

   O Peixe foi campeão mais uma vez, não só neste ano como nos quase 100 anos de rica história do time praiano, certamente o maior entre os times brasileiros cuja sede não é numa capital estadual. Os alvinegros barbarizaram durante o ano inteiro, com uma pequena pausa para a Copa do Mundo, em que muitos centralizaram suas atenções na dupla Ganso e Neymar, os responsáveis pelo fracasso do Brasil na África, certamente algo injusto, pois os dois não resolveriam sozinhos uma Copa do Mundo. O time de Dunga era aquele mesmo e naufragou, como poderia ter vencido, Felipe Melo e Michel Bastos à parte. O papo é que o Santos mereceu ser o campeão dos campeões em 2010, pois levantou o ânimo do futebol brasileiro com grandes apresentações no Paulistão e na Copa do Brasil. Na final, a equipe praticamente decidiu tudo na Vila Belmiro, onde não sofreu um perigo sequer e merecia ter feito ao menos uns cinco gols, mas ficou só nos 2 a 0. E a esperança que restava aos baianos do Vitória murchou quando o Santos abriu o placar ontem, no Barradão, perto do final da primeira etapa. A partir daí, foi só festa, que não para, não para, não para, como canta a torcida do grande adversário dos santistas.

   E antes de o Santos fazer seu gol inaugural, aos 45 do primeiro tempo, o Vitória pressionou bastante, podendo até complicar o título conquistado na véspera pelos santistas. Teve até gol comemorado efusivamente pelos baianos, mas o árbitro anotou correto impedimento, auxiliado pelo atento bandeirinha. Teve bola tirando tinta da trave e Rafael salvando o Peixe quando foi exigido. Só que a maré estava para Peixe, e Neymar tentou duas vezes para acertar o cruzamento preciso e ver Edu Dracena encher a rede de Viáfara de alegria. Era o gol do título, pois a partir daí o Vitória teria 45 minutos para tentar marcar quatro gols, algo inimaginável.

   No segundo tempo, o Santástico administrou, mas levou um gol de empate aos 12 minutos, do pé de Wallace, que recebeu belo passe de Ramón, a velha esperança rubro-negra, ainda assim sem deixar o time alvinegro perder a tranquilidade e ver o relógio correr. Aos 14, Bida deu chute perigoso, e se faz um gol poderia até colocar o Vitória de volta no jogo, com necessidade de mais dois gols em 30 minutos. E aos 25 a bola foi parar no travessão do pegador de pênaltis Rafael, do Peixe, após cabeceio de Renato. Era noite do Santos, mas o Vitória ainda conseguiria transformar o jogo em vitória da equipe dona do Barradão, com um gol de Júnior, bom atacante, que tocou por cobertura na saída de Rafael, aos 33 minutos, correndo para a galera. Daí para a frente, os 34 mil pagantes, com cara de mais de 40 mil, dado o barulho das duas torcidas, só viram o Peixe administrar e esperar o apito final de Sua Senhoria, árbitro de Copa do Mundo, para começarem as comemorações dos milhões de santistas espalhados pelo mundo, em especial Antônio Alberto Felício, moço de Fartura, mas fala que é de Piraju, hoje paulistano, santista até a alma: caipira na capital, mas torcedor do time do litoral, em suma, uma miscelânea numa só pessoa. Ele não conseguiria pregar o olho a noite inteira, lembrando do título do grande campeão da década no Estado, com três estaduais (2006, 2007 e 2009) e três nacionais, incluindo Brasileirão em 2002 e 2004. Os tempos de ouro voltaram para o time da Baixada. Vai para cima deles, Santos. Vai com determinação. E agora Dorival Júnior tem que domar as feras, preparando-as para o resto de Brasileirão e principalmente para a próxima temporada, com o Peixe de volta à Libertadores.

agosto 5, 2010 at 10:12 am Deixe um comentário

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