Posts filed under ‘Campeonatos Estaduais’

Paulistão finalmente vai começar

O Campeonato Paulista já valeu o mundo. Prova disso é a importância que o Corinthians e sua torcida dão à conquista de 1977. O clube vinha de uma fila de 23 anos sem qualquer conquista. É verdade que o time ganhou um desorganizado Rio-São Paulo de 1966, mas foi um título em conjunto com Vasco, Santos e Botafogo, pois o torneio foi encerrado antes do esperado naquele ano de Copa do Mundo.

Ontem terminou a longa e entediante primeira fase, disputada por 20 equipes, algumas com média de público horrível e sem futebol que justifique mais gente nos estádios. Corinthians, São Paulo, Santos e Palmeiras sempre começam como favoritos. A dúvida inicial era a respeito dos quatro que fariam companhia aos gigantes na fase derradeira. Ponte Preta era boa aposta pela fase recente do clube, mantido na primeira divisão do campeonato nacional. Outra boa aposta era o Mogi Mirim, vindo de uma classificação para as finais estaduais no ano passado, além de um acesso à série C nacional, confirmado no segundo semestre de um bom ano do Sapão. Essas duas apostas se confirmaram.

Para as outras duas vagas, seria normal uma aposta em Oeste, Bragantino, Mirassol ou Linense. O Guarani fez um péssimo Brasileirão na série B, caiu para a terceirona e vinha de mal a pior com suas finanças. Certamente eu chutaria Bragantino e Oeste, ambos garantidos na série B nacional em 2013. O Braga até flertou com uma vaga no G-8 em determinado momento do Paulistão, perdendo o gás na reta de chegada. O Oeste, por sua vez, lutou do início ao fim contra um rebaixamento que bateu à sua porta durante as 19 rodadas. O time chega sem uma formação promissora para disputar pela primeira vez a segunda divisão do Brasileirão, junto com o gigante Palmeiras e equipes de poderio mediano no cenário nacional, como Sport, Paraná, Figueirense e Ceará.

No final das contas, as duas vagas foram preenchidas de forma surpreendente por Botafogo de Ribeirão Preto e Penapolense. Pelo que fez no ano passado, ficando a um ponto do rebaixamento no Paulistão, nada levava a crer que o Pantera fosse surpreender, mas o time tricolor da Califórnia Brasileira figurou entre os oito primeiros do começo ao fim da interminável primeira fase.

O Penapolense também foi uma grata surpresa. O time venceu por 3 a 2 o Palmeiras, em pleno Pacaembu. No mesmo estádio, semanas depois, foi o Corinthians que suou pra empatar com o surpreendente Penapolense. A notícia ruim é que o clube enfrentará nas oitavas-de-final o São Paulo, que venceu o time interiorano em Penápolis, por 2 a 0. Com uma única partida no Morumbi, já nesta semana, o time vai precisar de muita sorte e competência pra avançar, coisa na qual nem os mais ferrenhos torcedores parecem acreditar.

Os outros três duelos em jogo único são Santos X Palmeiras, na Vila Belmiro; Mogi Mirim X Botafogo, em Mogi; e Ponte Preta X Corinthians, em Campinas. O Sapão é favorito em casa, contra o Pantera. Não há vantagem do empate para ninguém, mas o Mogi se apresenta com a segunda melhor campanha da primeira fase, sendo superado apenas pelo São Paulo.

Os duelos mais parelhos serão jogados na Baixada Santista e em Campinas. O Palmeiras tem a credencial de muitas vezes surpreender na Vila Belmiro. O time aguerrido que emergiu da desastrosa partida de Mirassol patinou na última semana, com duas derrotas. Só que ninguém dá o Santos como finalista de véspera. Vai ser preciso muito futebol de Neymar, Montillo, André e Cícero para superar os raçudos do Palestra Itália. Leandro está em grande fase, tendo sido convocado por Felipão, e os volantes estão fazendo bonito para honrar o hino, que fala sobre a defesa que ninguém passa. Aposto no Santos, mas por mero palpite.

Por último, o Corinthians aparece com ligeiro favoritismo diante da Ponte Preta. Com um elenco melhor e em ritmo de decisão, o Timão vem de conquistas que o credenciam a pressionar um pouco o time da Macaca, mesmo dentro do Majestoso. Juca Kfouri pergunta na CBN se terá chegado a hora de a Ponte Preta finalmente comemorar um título, depois de 113 anos? Os corinthianos acham que não, mas a Ponte manteve a ponta da tabela durante boa parte da primeira fase, perdendo gás na reta final. Nas últimas 7 rodadas, o clube ganhou 12 pontos de 21 possíveis, tendo conquistado apenas uma vitória nos quatro últimos jogos. Por outro lado, o time chega com a defesa menos vazada da competição, além do vice-artilheiro, o goleador William Batoré, ex-Santos. Não está grande a vantagem do Corinthians, mas ela existe e precisará ser confirmada dentro de campo.

Se os favoritos absolutos e ligeiros favoritos confirmarem a teoria, São Paulo e Corinthians disputarão uma eletrizante semifinal no Morumbi, em jogo único, certamente com os quase 70 mil lugares ocupados. A outra semifinal tende a ser Mogi Mirim e Santos, no Romildão, estádio cujo nome é uma homenagem ao pai de Rivado, cria do Mogi Mirim e ídolo de Corinthians, Palmeiras, La Coruña e Barcelona, além de grande craque da Copa do Mundo de 2002, ao lado de Ronaldo Fenômeno. O craque, atual presidente do Sapão da Mogiana e atleta do São Caetano, sonha em receber o Peixe de Neymar para uma semifinal histórica na cidade com cerca de 80 mil habitantes. Isso veremos neste fim de semana, em que finalmente o arrastado campeonato vai começar pra valer.

 

abril 22, 2013 at 6:33 pm Deixe um comentário

Famigerados estaduais

Os campeonatos estaduais não estão mais com nada, segundo o que se vê. O campeão vai sempre fazer a sua festa, mas ninguém dá a menor importância para eles. Até a década de 1980, era o campeonato estadual que ocupava um semestre todo, no mínimo. Hoje ele é aquecimento e serve como engodo durante o período em que os clubes mais destacados no ano anterior estão em fase de disputa da Libertadores.

Nesta temporada, a novidade é a Copa do Brasil ter sido atrasada, pois até o ano passado ela ocupava espaço mais importante no cronograma dos clubes no primeiro semestre. O estadual nem é rentável como antigamente. Basta ver clássicos cariocas jogados para as moscas do Engenhão. O Vasco vive às voltas com 2 ou 3 mil pagantes quando joga em São Januário contra Audax, Madureira ou Voltaço. O Paulistão vive overdose de rodadas inúteis, sem nenhuma expectativa além da composição dos quatro que avançarão às finais com os quatro gigantes. O Campeonato Mineiro exibe na televisão estádios pitorescos, como o Gauchão.

O profissionalismo não permite mais esse romantismo de ver o Atlético Mineiro jogar em estádios acanhados. Os times grandes não podem servir mais para angariar votos para políticos de federações estaduais. O time pequeno tem que fazer a via certa para encontrar os grandes, mas em torneios bons, bem organizados. Basta citar o exemplo do Boa Esporte, de Varginha, na série B. Se subir de divisão, vai enfrentar os maiores times do País. Hoje vai enfrentar na série B times como Palmeiras, Sport, Ceará, São Caetano, Figueirense e Paysandu, entre outros de nível bastante competitivo.

Não há que se buscar a desculpa do assistencialismo aos clubes muito pequenos. Os times não serão extintos, mas participarão de seletivas estaduais para ganharem vaga na série D atual. Pelo menos os clubes gigantes devem ser preservados, sempre em nome do bom espetáculo. O excesso de jogos desnecessários atrapalha o rendimento de gente como Neymar, Montillo, Pato, Guerrero, Paulinho, Luís Fabiano, Jadson, Osvaldo, Rogério Ceni, Valdívia, Seedorf, Andrezinho, Lucas do Botafogo, Fred, Deco, Thiago Neves, Carlos Eduardo, Elias, Diego Souza, Dagoberto, Ronaldinho Gaúcho, Bernard, Diego Tardelli, André Santos, Zé Roberto, Elano, Dida, Diego Forlán, D’Alessandro e Leandro Damião.

A solução é enxugar os estaduais ou deixar que os gigantes entrem somente na reta final. Uma primeira fase de Paulistão com 19 rodadas inúteis não tem cabimento. Ou fazem como no Rio, com dois turnos, semifinais e finais para cada turno, inclusive com menos equipes, ou então vão jogar para poucas almas vivas em infinitas rodadas. A hora de mexer nisso é agora, mas a crença geral é de que vai imperar a regra de deixar correr o barco pra ver o que vai dar. A inoperância deverá ser a rainha desses mares brasileiros do futebol. Uma pena, pois há bons jogadores, bons times e muita torcida, mas não há organização. Se houvesse, não seríamos os únicos a ter jogos no fim de semana, em que inclusive a seleção brasileira estará excursionando pela Europa, em busca da preparação ideal para fazer bonito na Copa das Confederações.

 

 

março 19, 2013 at 6:22 pm Deixe um comentário

O fim de semana dos grandes paulistas

O melhor desempenho dos grandes paulistas no fim de semana foi do São Paulo. O time mostrou bons lances no ataque, criou grande jogadas e fez belos gols, desperdiçando outros tantos. O adversário estava invicto até sábado, mas foi atropelado dentro do Morumbi. Não que fosse uma sucata, pois o time ainda criou lances de perigo antes de tomar o primeiro gol. Depois do gol inaugural, de Jadson, em bela jogada da linha de frente, tudo foi para água abaixo. A força do Linense sumiu diante de um time muito mais forte, com Jadson, Luís Fabiano e Osvaldo encurralando a equipe adversária. Ganso parece ainda fora do tom. O time tem muita força para ganhar um Paulistão depois de oito anos de espera.

O pior desempenho entre os grandes foi do Corinthians. Nem tanto pelo resultado, um empate por 2 a 2 em Bragança Paulista. O time estava talvez cansado pela viagem, abatido pela morte do garoto, mexido pelas saídas de JH, Sheik, Guerrero, Danilo e Alessandro, mas o fato é que não jogou quase nada. Tite pode falar que o desempenho foi bom, mas a torcida não consegue concordar e se assusta com a peneira furada em que se transformou a defesa sem Chicão. O time tem crédito, tem bastante, mas não está jogando pro gasto. Os cinco empates seguidos fazem o time acender o sinal de alerta. Cássio ainda teve o ônus de um frango histórico, o segundo em três jogos. Ele tem o crédito de ter sido histórico na Libertadores e no Mundial, é goleiro dos bons. Fosse um Júlio César, seria expulso do estádio na hora.

O Palmeiras comemorou bastante uma vitória suada no Pacaembu, diante do União Agrícola Barbarense. O adversário não é forte, mas levou o gol decisivo no momento em que estava com um a mais em campo, nos últimos minutos do jogo. O Verdão conseguiu a vitória mesmo com jogador a menos e com seu questionado elenco. Criticado por todos, o Palmeiras começa a impressionar por estar no grupo de cima, brigando pela liderança junto com Santos e São Paulo, com os quais deve decidir o título. Se o Corinthians reagir, fica pra decidir com os outros três gigantes e a Ponte Preta. Mogi, Penapolense, Botafogo, Bragantino e Linense parecem candidatos a forças menores na hora da decisão, do tipo que se contenta com uma brilhante vaga nas oitavas-de-final. Surpresas, pro lado negativo, são as campanhas de Guarani e São Caetano, tradicionais forças medianas.

O Santos passa uma semana com boataria sobre uma campanha interna em prol da demissão de Muricy Ramalho. O técnico é vitorioso, não só no Santos, mas por onde passou, incluindo São Caetano, Fluminense, Náutico e São Paulo. Sua grande decepção foi no Palmeiras, ao entrar para substituir Jorginho e complicar a reta final do Alviverde no Brasileirão 2009, perdido para o Flamengo de Adriano, à época um imperador em grande fase. O time peixeiro não rende o esperado. Vieram reforços do calibre de Montillo, Cícero, Neto e Marcos Assunção, mas a equipe segue dependendo muito de Neymar. Alguns jornais já falam em sondagem a Paulo Autuori. Contra o XV de Piracicaba, a vitória veio numa virada sofrida, conquistada a duras penas. André foi o nome do jogo, logo ele que viveu uma seca terrível de gols e foi perseguido pela torcida em alguns jogos. Agora perdeu peso, entra em forma e pode se tornar uma boa arma para a recuperação do time e de Muricy, que vê o time meio empacado neste momento. O jogo de domingo foi sonolento para a maioria dos críticos que acompanharam.

No meio da semana tem Libertadores. Os grandes jogam. Corinthians pega o colombiano Millonarios no Pacaembu, sem torcida. O Palmeiras enfrenta o Libertad, em Assunción, no Paraguai. O São Paulo joga em casa, contra o The Strongest, que não deverá justificar o nome contra o poderoso Tricolor. O Santos vai folgar no meio da semana e se preparar para o clássico de domingo, contra o Corinthians, no Morumbi. A semana promete bons jogos, com possíveis três vitórias paulistas na Libertadores e um grande clássico no domingo.

fevereiro 26, 2013 at 4:17 pm Deixe um comentário

Um bom dérbi paulistano

Corinthians e Palmeiras realizaram um jogo de gigantes, como sempre foi o caso do encontro eternizado por Thomaz Mazzoni como dérbi. Quase centenário, o duelo viveu um clima de suspense por 90 minutos no domingo de Pacaembu, estádio onde o time alviverde é o líder no número de comemorações de títulos ao longo da história septuagenária do estádio. Mesmo em desvantagem técnica na teoria e na prática, o Palmeiras endureceu o jogo e teve condições de sair de campo com a vitória, ainda que o 2 a 2 tenha sido bastante justo, até com mais chances de gols a favor do Corinthians que dos palmeirenses.

O primeiro tempo foi quase todo do Corinthians, exceto pela reta final. O Timão começou com melhor toque de bola e boa marcação, encurralando o Palmeiras. Antes de sair o primeiro gol, de autoria de Sheik, os alvinegros perderam dois grandes lances de gol. O primeiro foi uma bomba de Jorge Henrique na trave, levantando os mais de 35 mil corinthianos presentes. Os mais de 2 mil alviverdes tiveram ainda outro lance de sufoco quando Paulinho cabeceou bonito, mas raspando a trave, deixando Fernando Prass sem reação. Logo depois veio o gol de Emerson Sheik, em lance de falta. A bola foi pra Paulo André, que desviou de cabeça e deixou pra Sheik emendar o canudo no canto. A seguir, Paolo Guerrero perdeu um gol inédito para os seus padrões. Ele dominou como craque e bateu cruzado, quase sem ângulo, mas na trave. Parecia que vinha atropelamento dos verdes, mas eis que o primeiro vacilo alvinegro permitiu o empate. A bola veio cruzada da esquerda e encontrou a cabeça de Vílson, zagueiro improvisado como volante, que meteu a testa, com fé e coragem, empatando o jogo.

Os corinthianos rezaram contra uma virada ainda no primeiro tempo. Mais cinco minutos e o gol sairia a favor dos palmeirenses. O Corinthians dominou quase o tempo todo, mas a reta final foi de sufoco verde, foi de superação do antigo Palestra Itália. O segundo tempo começou como terminou o primeiro. O palmeiras voltou melhor, mais forte, encorpado. E mais uma bola foi alçada à área alvinegra. O cruzamento ia para as mãos de Cássio, mas o gigante da Libertadores e do Mundial fracassou. Ele socou o vento, enquanto a bola passou e encontrou a cabeça de Vinícius, que acreditou no lance aparentemente perdido. A bola foi direto da cabeça do avante para a rede alvinegra. Aí era só se defender pra arrancar três pontos inesperados, apesar do tamanho do Palmeiras.

O Corinthians seguiu tentando, mas encontrou um oponente gigante, apesar da má fase. O gol do empate final saiu à custa de sacrifício preto e branco. Tite contou com um banco maravilhoso. Ele fez uso de Renato Augusto, Romarinho e Pato pra reagir na reta final. Pato recebeu um chutão da defesa e dominou como craque de 40 milhões de reais. A bola morreu a seus pés, foi pra área e voltou pro craque, responsável por um toque perfeito pra Romarinho, que ajeitou e mandou rasteiro, no canto de Fernando Prass. Era o lance final? Ainda não. Uma última bola foi pra Paulinho. O mais valioso em campo dominou e ajeitou pra bicicleta à Pelé. O lance saiu caprichado, mas a bola raspou a trave direita de Prass, que permaneceu como estava, só no golpe de vista. E terminava assim, com um belo 2 a 2, mais um dérbi, o grande clássico brasileiro, segundo quase todos os palmeirenses e corinthianos, apesar de muitos corinthianos preferirem há algumas décadas a vitória diante do poderoso São Paulo.

fevereiro 20, 2013 at 7:49 pm 1 comentário

Chegada do Pato

A vinda de Alexandre Pato para o Corinthians não é solução para o clube. Talvez não seja nem positiva a essa altura. O time tem um plantel equilibrado, sem grandes valores em termos individuais, sem o dono da bola. São muitos os operários, com destaque para a estrela de Paulinho e Cássio, talvez os mais destacados individualmente. O forte do Corinthians é o grupo, é o trabalho desenvolvido pelo treinador Tite.

A equipe marca a partir do ataque, sempre com colaboração de qualquer um. Não existe um Neto ou um Marcelinho Carioca, com a mão na cintura, sem dar ao menos combate. Pato não entra com incumbência de transformar o time, de carregá-lo nas costas. Pode ser que aconteça como no caso de Adriano, que veio com cartaz e não mostrou a que veio, ainda assim se consagrando com a faixa de campeão brasileiro e com um gol do título, contra o Atlético, no Pacaembu. O resultado foi um título, apesar do redondo fracasso de Adriano, sempre acima do peso e faltando a treinos.

O valor pago ao Pato é estratosférico. Ninguém sonhou um dia com um clube brasileiro investindo tão pesado. As outras contratações tão impactantes quanto essa em termos de valor foram bancadas por parceiros do Timão, entre o Banco Excel, a Hicks Muse e a MSI, esta de triste lembrança para os alvinegros. Talvez Ronaldo, mas o impacto foi pelo currículo vitorioso e pela eternidade dele dentro da história do futebol, pois ele veio sem um valor inicial tão alto. Recebeu muito nos anos em que jogou pelo Timão, foi literalmente parceiro do clube, deu retorno com gols e títulos e divulgou a marca do time mundo afora.

O tempo vai dizer se valeu a pena investir tanto num único jogador. Em termos de exposição, o impacto foi exorbitante. O mundo comenta um jogador caro sair da Itália, do gigante Milan, para voltar ao seu país, o Brasil. E não é no fim da carreira, mas aos 23 anos, no auge em termos de idade. Será que será atingido o mesmo auge físico? O homem mordeu o cachorro, pois o Brasil contrata um destaque da Itália, apesar de um pouco deixado de lado após a triunfal temporada de El-Shaarawy, 20 anos, o artilheiro do Milan e do Campeonato Italiano 2012/2013, a pleno vapor. Será que todos os críticos do investimento tão pesado iremos morder a língua?

janeiro 11, 2013 at 3:25 pm 1 comentário

Ano de muito futebol, como sempre

Em 2013, havérá uma infinidade de campeonatos de futebol mundo afora, especialmente envolvendo clubes brasileiros. Equipes como Corinthians e São Paulo disputarão Paulistão, Copa São Paulo de Juniores, Copa do Brasil, Brasileirão, Recopa e Libertadores, podendo participar do Mundial em caso de conquista da Libertadores. Ambos começam a jogar no dia 23 de janeiro e poderão seguir até 15 de dezembro, totalizando até 91 partidas em 323 dias, se forem finalistas em todas as competições. Outros disputarão a Copa Sul-Americana no lugar da Libertadores, sem a possibilidade de disputa do Mundial em caso de sucesso.

Algumas equipes viverão situações inusitadas, como Palmeiras e Portuguesa. O primeiro vai disputar a Libertadores, grande ambição do ano para os alviverdes, mas o campeonato nacional será o da série B. Enquanto isso, a Portuguesa disputará a série A do Brasileirão, mas a A2 do Paulistão, junto com Audax, Capivariano, Monte Azul e outras agremiações simpáticas, mas sem a tradição de uma Lusa. O Verdão pode terminar o ano com o título de campeão do mundo, mas tem tido dificuldade para convencer jogadores como Barcos a embarcarem na disputa de uma série B. A Lusa, por sua vez, luta para manter o ex-atacante e atual lateral Luís Ricardo, que muitos tratam como última bolacha do pacote.

O Corinthians começa o ano com a bola toda, parecendo ter tudo acertado com Alexandre Pato e o zagueiro Gil, ex-Cruzeiro e atualmente no francês Valenciennes, além de já contar com o recém-contratado Renato Augusto, meia destro que passou por Flamengo e Bayer Leverkusen. Como Cássio e Paulinho não saíram ainda, o torcedor sonha com um time que pode ser melhorado em relação ao que encerrou o ano com o título máximo de campeão mundial. Outras peças fundamentais são Danilo, Ralf, Emerson e Fábio Santos, mas a melhor notícia para a torcida foi mesmo a renovação do contrato de Tite, o grande maestro dos três títulos em sequência: nacional, continental e mundial.

Trocando de Estado, todos veem grande potencial em Grêmio, Atlético (o mineiro, claro) e Fluminense, equipes que destinarão suas forças para vencer a Libertadores. O êxito do Flu passa pela manutenção do elenco vitorioso no Brasileirão (Deco, Fred, Thiago Neves, Diego Cavalieri e companhia), com sobras a grande força brasileira no segundo semestre. O Galo se reforçou com as chegadas de Gilberto Silva, campeão mundial da Copa de 2002; Rosinei, volante/meia ex-Corinthians; e Alecsandro, atacante ex-Vasco. O Grêmio mantém o sempre perigoso Luxemburgo no banco, além de ter contratado o paredão Dida e o atacante Willian José, ex-São Paulo.

Outras equipes (Internacional, Flamengo, Botafogo, Vasco e Santos) não apresentaram grandes novidades. Como não conquistaram vaga na Libertadores, o mais provável é que se reforcem para tirar o atraso em relação a equipes mais competitivas. O Cruzeiro já apresentou o meia Diego Souza, ex-Vasco, e o volante Nilton, outro ex-cruzmaltino, parecendo preocupado em tirar a diferença para o elenco mais forte do rival mineiro, o Galo, vice-campeão nacional. A preocupação na Toca da Raposa fica por conta da provável saída de Montillo, interesse principal do Santos para a temporada, pois Robinho, outro sonho peixeiro, parece um salário inviável para os praianos.

Por último, o São Paulo, que acabou o ano com o título da Copa Sul-Americana. Até agora, a equipe ganhou seis reforços (Lúcio, zagueiro campeão mundial de 2002; Carleto, lateral que volta de empréstimo; Juan, outro lateral canhoto; e os atacantes Negueba, Aloísio e Wallyson). Mesmo com a saída de Lucas, a equipe é forte candidata a todos os títulos que disputar, principalmente se contratar Montillo ou Vargas, com os quais negocia. O clube fez um segundo semestre louvável, com ótima reação no Brasileirão e título incontestável na Sul-Americana. A volta de Rogério Ceni e o entrosamento defensivo, além da presença de Lucas, foram o tom do time. Se Luís Fabiano conseguir se firmar em campo, lutando contra suspensões e contusões, o São Paulo vai ser parada indigesta pra qualquer um.

2013 promete, com overdose de futebol mundo afora. Pra aquecer, a Copa São Paulo de Juniores começa amanhã, com muitos atletas profissionais em campo, pois o limite de idade voltou a ser de 20 anos, sem considerarmos os eventuais gatos, aqueles jogadores com 20 anos no RG e 25 de idade.

janeiro 3, 2013 at 12:00 pm 1 comentário

Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos em semana decisiva

Três podem dançar na semana, mas a tendência é que só um dos quatro gigantes paulistas seja eliminado nos torneios em reta de chegada, a Libertadores e a Copa do Brasil. Corinthians e Santos jogam amanhã, no Pacaembu. O São Paulo enfrenta o Coritiba, no mesmo dia, no Couto Pereira. Um dia depois, o Palmeiras enfrenta o Grêmio, em Barueri. Três jogos com garantia de casa cheia e muita emoção. São Paulo e Palmeiras são favoritos pelo que fizeram na primeira semana. Pois nem com a vitória na Vila dá para cravar o Timão como favorito, pois o Peixe é o atual campeão da América. Vai ter muita água passando por baixo da ponte em dois dias de decisão.

O São Paulo vai entrar para buscar ao menos um empate no Paraná. O Coxa quer decidir a Copa do Brasil pela segunda vez seguida. Só uma vitória por dois gols classifica o time paranaense, ou então uma vitória por 1 a 0 e êxito nos pênaltis. O Tricolor tem em Luís Fabiano e Lucas as armas para encaixar um contra-ataque e decidir tudo, como enorme favorito que é. Só depende de uma boa noite de seus bons atacantes. E quando depende de algo, é sinal de que o Coxa está vivo, respira, peleja. Ninguém jamais vai comemorar classificação antecipada quando o adversário é empurrado por quase 40 mil fanáticos berrando “Coxa, Coxa, Coxa”, dependendo de uma vitória por dois gols de diferença. O Estado do Paraná quer um título de Copa do Brasil, e o Coxa chega perto mais uma vez.

Em Barueri, com 30 mil torcedores, o Palmeiras é amplo favorito diante do Grêmio. A final da Copa do Brasil está desenhada com as cores alviverdes e tricolores de Palmeiras e São Paulo. Depois de vencer o Grêmio no Olímpico, por 2 a 0, o time liderado por Marcos Assunção tem tudo para ao menos perder por um gol de diferença e sacramentar a classificação mais garantida por antecipação da história. Luan está fora de combate, mas o Verdão não depende dele. Depende de Luiz Felipe Scolari, o técnico que briga com diretores, torcedores, jogadores e portões de estacionamento. Ninguém duvida que o brigão possa brigar até com a taça e a medalha de campeão, que ele pode muito tranquilamente colocar em seu peito de eterno campeão, principalmente de Copas. Olho no Felipão, mas o time onde ele primeiro se destacou como campeão da Libertadores não está morto, não. Se sair um gol logo de cara, o Imortal pode mudar a cara do jogo e assustar. Pouco provável, mas não é bom brincar com as nuvens negras que costumam rondar o Palestra Itália.

Por último, a decisão mais aguardada do ano. Corinthians e Santos fazem um duelo hoje absolutamente igual. O Santos tem Arouca, Ganso, Borges, Neymar e Alan Kardec, monstros técnicos do futebol brasileiro. O Corinthians vai com um time de operários, com destaque para as duplas de volantes (Ralf e Paulinho) e zagueiros (Castán e Chicão). Sem Émerson no ataque, o time do Corinthians vai de Willian, o Bugrão do Parque. Liedson nem está mais entre os titulares quando o time reserva entra em campo, desprestigiado e sem rumo no clube. O susto da semana é a possibilidade de Chicão, contundido, ser substituído pelo fraco Wallace. Não era hora pra isso, mas a torcida acredita em Cássio e nos companheiros de linha de Wallace, uma temeridade tal qual Alessandro. De resto, o time é confiável e guerreiro, marcador. O Peixe vem com técnica e descansado, após reclamações exageradas de seu presidente. O jogo vai ter 90 minutos de emoção, muito provavelmente. O Peixe precisa vencer fazendo mais de um gol, ou então vencer por 1 a 0 e decidir a vida nos pênaltis, como fez com sucesso na fase anterior, diante do Vélez Sarsfield.

junho 19, 2012 at 6:57 pm Deixe um comentário

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