Famigerados estaduais

março 19, 2013 at 6:22 pm Deixe um comentário

Os campeonatos estaduais não estão mais com nada, segundo o que se vê. O campeão vai sempre fazer a sua festa, mas ninguém dá a menor importância para eles. Até a década de 1980, era o campeonato estadual que ocupava um semestre todo, no mínimo. Hoje ele é aquecimento e serve como engodo durante o período em que os clubes mais destacados no ano anterior estão em fase de disputa da Libertadores.

Nesta temporada, a novidade é a Copa do Brasil ter sido atrasada, pois até o ano passado ela ocupava espaço mais importante no cronograma dos clubes no primeiro semestre. O estadual nem é rentável como antigamente. Basta ver clássicos cariocas jogados para as moscas do Engenhão. O Vasco vive às voltas com 2 ou 3 mil pagantes quando joga em São Januário contra Audax, Madureira ou Voltaço. O Paulistão vive overdose de rodadas inúteis, sem nenhuma expectativa além da composição dos quatro que avançarão às finais com os quatro gigantes. O Campeonato Mineiro exibe na televisão estádios pitorescos, como o Gauchão.

O profissionalismo não permite mais esse romantismo de ver o Atlético Mineiro jogar em estádios acanhados. Os times grandes não podem servir mais para angariar votos para políticos de federações estaduais. O time pequeno tem que fazer a via certa para encontrar os grandes, mas em torneios bons, bem organizados. Basta citar o exemplo do Boa Esporte, de Varginha, na série B. Se subir de divisão, vai enfrentar os maiores times do País. Hoje vai enfrentar na série B times como Palmeiras, Sport, Ceará, São Caetano, Figueirense e Paysandu, entre outros de nível bastante competitivo.

Não há que se buscar a desculpa do assistencialismo aos clubes muito pequenos. Os times não serão extintos, mas participarão de seletivas estaduais para ganharem vaga na série D atual. Pelo menos os clubes gigantes devem ser preservados, sempre em nome do bom espetáculo. O excesso de jogos desnecessários atrapalha o rendimento de gente como Neymar, Montillo, Pato, Guerrero, Paulinho, Luís Fabiano, Jadson, Osvaldo, Rogério Ceni, Valdívia, Seedorf, Andrezinho, Lucas do Botafogo, Fred, Deco, Thiago Neves, Carlos Eduardo, Elias, Diego Souza, Dagoberto, Ronaldinho Gaúcho, Bernard, Diego Tardelli, André Santos, Zé Roberto, Elano, Dida, Diego Forlán, D’Alessandro e Leandro Damião.

A solução é enxugar os estaduais ou deixar que os gigantes entrem somente na reta final. Uma primeira fase de Paulistão com 19 rodadas inúteis não tem cabimento. Ou fazem como no Rio, com dois turnos, semifinais e finais para cada turno, inclusive com menos equipes, ou então vão jogar para poucas almas vivas em infinitas rodadas. A hora de mexer nisso é agora, mas a crença geral é de que vai imperar a regra de deixar correr o barco pra ver o que vai dar. A inoperância deverá ser a rainha desses mares brasileiros do futebol. Uma pena, pois há bons jogadores, bons times e muita torcida, mas não há organização. Se houvesse, não seríamos os únicos a ter jogos no fim de semana, em que inclusive a seleção brasileira estará excursionando pela Europa, em busca da preparação ideal para fazer bonito na Copa das Confederações.

 

 

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