Champions League dos grandes jogos

março 14, 2013 at 4:56 pm Deixe um comentário

Ninguém jamais duvida da força dos times que sobrevivem nas fases decisivas da Champions League, o maior e melhor torneio de clubes de futebol do mundo. Chegam às quartas-de-final deste ano Barcelona, Real Madrid, Juventus, Bayern, Paris Saint-Germain, Galatasaray, Málaga e Borussia Dortmund. Óbvio que Dortmund, Galatasaray e Málaga são azarões, mas protagonizarão jogos de suas vidas e serão adversários duros para o quinteto mais abastado, tradicional ou com melhores equipes.

O sorteio dos emparelhamentos acontecerá amanhã. Seria uma grande notícia se os grandes embates ficassem para as semifinais. A oportunidade de ver um Real X Barcelona na final é um sonho de todos os amantes do futebol, exceto os torcedores dos outros seis times vivos no torneio. E ninguém dá os dois espanhóis como favoritos absolutos, tanto que o Barça estava quase dado como morto e fracassado após levar 2 a 0 na Itália, diante do forte Milan, em franca reação no Campeonato Italiano.

O Real Madrid encontrou a sua melhor formação, sem Kaká, Higuaín e principalmente Casillas. Do meio para a frente, fica difícil enfrentar uma escalação com Khedira, Xabi Alonso, Ozil, Di María, Benzema e Cristiano Ronaldo. O treinador português Mourinho parece disposto a conquistar o 21º. título de sua vitoriosa carreira de dez anos por Porto, Internazionale, Chelsea e agora Real. O time venceu o Barça nas últimas partidas, eliminando o complexo de inferioridade que parecia existir nos últimos anos. Parece que agora vai.

O PSG tem em Ibrahimovic sua grande arma. O time tem outros grandes valores, gastou fortunas comprando os melhores da Europa e agora vive uma primavera de bom futebol, mas ainda não é campeão francês deste ano e tampouco se destaca entre os maiores do continente. Tem cacife pra pleitear o título, mas não tem a mesma força da dupla espanhola, além de bávaros e piemonteses.

O Barcelona era unanimidade até dois meses atrás. Parou de sê-la por 50, 60 dias, mas voltou a ser o temido time de Xavi, Iniesta, Villa e Messi, deixando um monstro como Fabregas no banco diante do Milan, na decisão em que os catalães atropelaram por 4 a 0. Hoje o Barça é novamente o grande favorito. A aposta é nele se todos jogarem o máximo que conseguem. O máximo do Barça supera o dos outros sete clubes, inclusive o maior rival, o Real.

A Juve está com a mão no caneco na Itália. A equipe conseguiu se destacar no país da mesma forma que tem avançado com bom futebol continente afora. Liderado pelo meia Pirlo, a equipe tem bons coadjuvantes e boa estrutura tática. O time é muito equilibrado, um legítimo representante do competente futebol italiano, apesar de Pasquale preferir Campeonato Italiano de Futebol.

Todos apostavam numa reta final do Bayern, campeão alemão desde a décima rodada. O time nada de braçada no país e vinha como um azougue no torneio continental. Ontem foi um dia de fiasco, pois o acomodado time, que vencera o Arsenal por 3 a 1, em Londres, jogou como nunca, mal demais. Quase a classificação foi por água abaixo, com uma suada derrota por 2 a 0 e sufoco até os 90 minutos. Foi no osso que a classificação veio, mas não sem bronca do presidente Uli Hoeness, para quem o time está jogando “um lixo” nas últimas partidas. Os bávaros terão que acordar, pois não terá chance de se acomodar com equipes cada vez mais fortes à medida que o torneio se afunila em sua reta final.

Os três mais fracos estão com esperança, mas um título seria muito difícil. Málaga, Gala e Borussia são equipes regulares. Espanhóis e alemães passaram longe do título nesta temporada, mas nunca se sabe num mata-mata. Numa jornada infeliz de um gigante, pode sobrar um pequeno nas semifinais. Se não fosse assim, não teríamos na galeria de campeões um escocês Celtic, um romeno Steaua Bucareste, um sérvio Estrela Vermelha ou mesmo o próprio Borussia Dortmund, campeão mundial de 1997. Não são favoritos, mas estão vivos e podem surpreender. Grandes jogos virão, e surgirão grandes heróis e vilões. Essa brincadeira de herói e vilão de finais de torneios é saudável, tem que existir. Ganha o time, o clube, mas o herói ou o vilão se eterniza com um lance decisivo. Faz parte do futebol.

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