Nem tão grandes assim
janeiro 30, 2012 at 5:05 pm Deixe um comentário
Os times pequenos reclamam do abismo financeiro que os separa dos grandes times, a bem da verdade gigantes. No Estado de São Paulo os gigantes são Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos. São os times que levam mais torcedores aos seus estádios e aos dos seus adversários do interior, em cidades carentes de grandes talentos e bons times.
Uma das questões a ser levantada é sobre o ingresso a preços abusivos no Paulistão 2012. Ontem o Catanduvense vendia um lugar na sua arquibancada a R$ 80,00, um absurdo, mesmo o adversário sendo o campeão do século XX, o Palmeiras. E não é para ficar sentado no camarote, com posição privilegiada no centro do campo e com acesso a banheiros como o do estádio Rei Fahd, na Arábia Saudita, com torneiras de ouro.
A principal questão que desanima quem é sensato e fica em casa, vendo pela televisão os modorrentos jogos, é o desinteresse dos clubes grandes nesse início de certame. O Santos, por razões óbvias, dá descanso a seus atletas, que ficaram em ação até 15 de dezembro, dia da surra levada diante do poderoso Barcelona, campeão mundial com toda a justiça. O Palmeiras nem tem poupado seus jogadores, mas está com um futebol abaixo do esperado, apesar de ter conseguido uma suada vitória em Bragança Paulista, na primeira rodada. Depois disso, o time jogou mal contra a Lusa, mas empatou, e ontem empatou de novo, dessa vez contra o fraco Catanduvense. Os camarões de Felipão não chegam, e a torcida precisará de muita paciência.
Os líderes São Paulo e Corinthians estão com 100% de aproveitamento, mas o futebol ainda não é digno de ser chamado de grande. O Tricolor apresenta ao menos um diferencial, o garoto Lucas, que vem fazendo gols bonitos, mas não é Dodô, o velho artilheiros de antigamente. O Corinthians nem tem jogado bem, à exceção da vitória por 2 a 0 diante do Guaratinguetá, num pasto indigno do preço do ingresso cobrado no estadual. Ontem o time patinou e suou para vencer o Linense no Pacaembu.
De grande mesmo, até agora, só os preços dos ingressos, o que tem feito com que do outro lado da balança, a presença de público, seja menor do que era de se esperar, parecendo torcida de campeonato das Ilhas Faröe ou de Seychelles, tudo menos o país do futebol, hoje com estaduais tendo futebol de anão e preço de ingresso nas alturas. Será que os grandes estão só aquecendo as turbinas para o Brasileirão e a Libertadores, ou para as fases decisivas dos estaduais, quando eles estarão fatalmente se enfrentando em partidas que valerão alguma coisa? Parece que sim.
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