4 de dezembro de 2011
dezembro 6, 2011 at 4:15 pm 2 comentários
O dia 4 de dezembro de 2011 está marcado na história do Corinthians. Não foi só por causa do título brasileiro, o quinto da história e o segundo na era dos pontos corridos. A data ficará marcada também em função do falecimento do grande ídolo do clube, Sócrates. O Magrão já vinha definhando há tempos, tendo sido internado duas vezes antes de novamente se internar na véspera da decisão do Brasileirão 2011. Quis o destino que ele morresse no dia do pentacampeonato, antes do início do jogo, de madrugada, a tempo de ser homenageado antes de todos os jogos e durante o jogo inteiro entre Corinthians e Palmeiras, no Pacaembu. Os mais velhinhos se lembravam das alegrias dadas pelo Doutor, tanto no clube como pela seleção brasileira, pela qual ele era o capitão, num time com Zico, Júnior, Cerezo, Falcão e companhia.
O jogo decisivo foi o de sempre das grandes decisões, principalmente porque o time mandante, o Timão, jogava por um empate contra o maior rival para ser campeão. Tite botou todos na defesa, jogou com Wallace, zagueiro, na vaga de Ralf. O time não levou grandes sustos no primeiro tempo, exceto por um chute que foi desviado por um atleta palmeirense. Só que o Corinthians deu sopa para o azar, pois fez quase 20 faltas só na primeira metade de jogo, prato cheio para Marcos Assunção, o maior chutador de bola do Brasil. Sorte para os corintianos que não deu em nada, pois a defesa alvinegra esteve bem arrumada com Paulo André e Leandro Castán espanando tudo, uma espécie de muralha da China.
Os melhores jogadores da partida foram Castán, Paulinho e Liedson, este principalmente por um drible à Ronaldinho Gaúcho, dando um nó nas próprias pernas para iludir o marcador adversário. Levezinho foi o grande nome do campeonato, pois jogou grande parte da temporada arrebentado, arrastando-se em campo, estropiado. E o farrapo humano se ergueu sempre que levava as pancadas, foi um azougue, uma carniça sempre dando bote nas saídas de bola dos adversários. O mais habilidoso jogador de futebol do Brasil e do campeonato é Neymar, mas Liedson deu espetáculo de garra, de superação. Com um físico franzino, disputa bola feito gente grande, ganha ameaças violentas dos zagueiros como quem ouve uma valsa. Permanece irredutível no firme propósito de não parar nunca de lutar. Leva a sério o grito da torcida, aquele que diz “não para, não para, não para, vai pra cima, Timão”. É o nome mais cantado sempre que o placar eletrônico dá a escalação.
Para terminar o campeonato, não faltou emoção. Muitos falam em jogo sem graça, sem técnica. Foi tudo como manda o figurino para uma grande final, isso sim. Teve ainda repercussão do jogo entre Vasco e Flamengo, que acontecia simultaneamente no Rio de Janeiro. Nos dois jogos, houve jogadores expulsos, discussões e torcida empolgada com gol aqui ou acolá, pânico na hora da iminência de gol do outro time. No Pacaembu, o tobogã quase desfaleceu quando uma bola explodiu na trave do goleiro Júlio César, ainda ficando no rebote para alguém chutar perto do gol, quase calando o estádio, barulhento por 90 minutos.
O grito de campeão ecoou no Pacaembu antes de o dérbi paulista acabar, pois a confirmação do empate entre Vasco e Flamengo dava o título ao alvinegro paulista, agora cinco vezes campeão nacional. A torcida sabe que falta a Libertadores, mas isso fica para depois. Hoje e durante as férias o tempo será de comemoração do título após um longo campeonato com vários gols do título. Teve aquele do Adriano, o outro do Ramírez, o do Liedson etc. Ninguém voou mais alto que os gaviões no Brasileirão 2011. Futebol agora, em dezembro, só mesmo na Europa e no Japão, onde o Peixe decide sua sorte na próxima semana.
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1.
Joe Ribeiro | dezembro 6, 2011 às 6:40 pm
É isso ai grande Adriano, fico feliz por você ter tido a oportunidade de ver seu time campeão em pleno estádio do Pacaembu e ter feito parte da história do futebol. Isso é mesmo sensacional.
Agora é ver o que aconteceu de certo e errado nesse campeonato 2011, treinar bem nos regionais e jogar muito no nacional e sul-americana de 2012, e que antes do fim do mundo em 21/12/2012 o meu Tricolor Paulista consiga voltar para ganhar a Libertadores e ir rumo a mais um troféu de campeão mundial interclubes.
2.
futebolisticas | dezembro 6, 2011 às 11:40 pm
Obrigado, Joe. É uma honra tê-lo como visitante do blog. Eu realmente me emocionei demais com esse sofrido título. Foi muito bacana estar no tobogã do Pacaembu vendo tudo tão de perto. E o São Paulo deve vir forte em 2011.