São Paulo é a primeira vítima do furacão Robinho

     O Tricolor do Morumbi foi a primeira vítima de Robinho, após seu retorno ao futebol no Brasil. Ele, que vinha sendo pouco aproveitado no campeonato inglês, no qual defende as cores azuis do Manchester City, clube sempre destinado ao segundo escalão do torneio, com a mera expectativa de conquista de vaga na Liga Europa, reservado ao quinto e ao sexto colocado, jogou o fino da bola durante o tempo em que esteve em campo, com dois chutes perigosos ao gol de Rogério Ceni, sendo um defendido brilhantemente pelo histórico goleiro e outro destinado a raspar a trave do goleirão, que ficou imóvel no lance. Só que o melhor Robinho reservou para o final do jogo, quando recebeu um cruzamento de Wesley e deu um toque de letra, utilizando seu calcanhar para iludir o goleiro são-paulino e garantir a vitória, alçando o Peixe à condição de líder do torneio estadual. E o Santos, com os meninos André, Neymar e Paulo Henrique Ganso, aliados à marcação de Durval, Edu Dracena, Rodrigo Mancha e Arouca, foi melhor que o São Paulo durante a maior parte do tempo de jogo, tendo dominado o primeiro tempo e os minutos finais do segundo tempo. O Tricolor dominou o segundo tempo em sua maior parte, mas no final sucumbiu à maestria de Robinho, que combinou perfeitamente seu jogo com o de Neymar, como se ambos jogassem juntos há uma década. Os passes e as tabelas saíram com facilidade, iludindo a defesa são-paulina, levando o ótimo marcador Xandão a marcar a bola no lance do gol fatal, o gol de craque, feito com certa facilidade pelo genial Robinho. Quem pagou ingresso, e 14 mil pessoas fizeram isso, viu um brilhante espetáculo, pois o Santos ganhou de um time que é um esquadrão, montado para ganhar mais uma Libertadores. A vitória dá moral para o Peixe, mas não tira o São Paulo da trilha de títulos que o clube busca na temporada. Foi só mais um jogão de bola. Muitos outros devem vir pela frente com as mesmas personagens: Robinho, Hernanes, Washington, Rogério Ceni, Neymar e companhia.

     No primeiro tempo, só deu Peixe. O jogo começou bastante corrido, com forte calor na tarde de Barueri, onde o jogo foi realizado, pois o Morumbi foi o palco do show da cantora Beyoncé, na noite de sábado. Aos 12, sai a primeira chance do aparentemente dominado São Paulo, em jogada de Hernanes e arremate forte de Marcelinho Paraíba, mas Felipe defende com categoria. Aos 14, a resposta do Santos: Paulo Henrique, o Ganso, faz bela jogada e leva todos na conversa, ajeitando para André chutar rente à trave defendida por Rogério Ceni. Depois, o corrido jogo fica amarrado por alguns instantes, mas os times estavam apenas tomando fôlego para o que viria pela frente. Aos 24, Miranda recupera uma bola e ajeita para Richarlyson chutar por cima do gol. Aos 30, Léo, o ótimo lateral santista, cruza perigosamente, mas os atacantes disputam a bola no alto, sem obter êxito na tentativa de mandar a bola para a rede são-paulina. Aos 35, Jean solta a bomba de longe, e Felipe defende pelo rabo, assustado. Logo a seguir, a estatística da TV Bandeirantes mostrava 58% de posse de bola para o Santos, contra 42% do Tricolor. Um minuto depois, Arouca invade a área são-paulina e é atropelado por Miranda: pênalti. Neymar, o menino sensação da Vila Belmiro é o encarregado da cobrança. Logo o artilheiro do campeonato, que corre para a bola e simplesmente para na hora de bater, esperando Rogério Ceni se esborrachar no canto direito para mandar com tranquilidade no canto oposto, fazendo 1 a 0 para o time da Baixada. E a zaga do São Paulo seguiu tendo difculdade para marcar o arisco atacante Neymar, tendo que se revezar nas faltas, com a dificuldade pelos amarelos já conquistados por Miranda, Xandão e Renato Silva. Aos 43, Wesley arriscou uma bomba, mas Rogério Ceni defendeu. Foi o último lance de perigo no primeiro tempo, terminado com vantagem santista, mas o São Paulo também representava perigo, pois é time de Libertadores, clube tricampeão brasileiro recentemente. O Peixe não poderia brincar.

     As equipes voltaram para o segundo tempo sem alterações. E o São Paulo voltou com mais poder de fogo no ataque. Aos quatro minutos, Jorge Wagner resolve dar o ar da graça com uma bomba de longe, defendida por Felipe. Neto, comentarista da Band, pedia insistentemente a entrada de Cléber Santana no lado são-paulino, pois achava que faltava o toque de classe no meio tricolor. Aos 12, Neymar faz um bom cruzamento, e André cabeceia para fora. Era o último lance do centroavante santista, substituído na sequência pelo craque do time, Robinho. E aos 13, Ricardo Gomes resolveu atender Neto, colocando Cléber Santana em lugar de Washington. Primeiro, Neto criticou, mas depois entendeu como positiva a mudança, pois Marcelinho Paraíba e Dagoberto dariam mais velocidade ao ataque são-paulino. Aos 14, Robinho tenta a primeira pedalada na volta ao futebol do Brasil, mas Miranda desarmou com habilidade. O São Paulo ia para cima, enquanto o Santos recuava, com vantagem no marcador. Aos 18, Dagoberto, contundido, dá lugar a Roger, o centroavante, voltando a ser a referência de área que o São Paulo perdera com a saída de Washington. Aos 20, falta de Edu Dracena em Richarlyson, perto da entrada da área. Todos esperavam a cobrança certeira de Rogério Ceni, mas ele rolou e Jean soltou a boma na barreira, que desviou para escanteio. Na cobrança do tiro, Marcelinho Paraíba pôs a bola na área e Roger subiu mais que todo o mundo e mandou para a rede: 1 a 1. E o São Paulo seguia na coragem, encurralando o Peixe. Aos 27, uma bomba de Marcelinho Paraíba, em cobrança de falta, foi defendida por Felipe. Aos 30, bela linha de passe entre Neymar e Robinho, e o último chuta para linda defesa de Ceni, no cantinho. Aos 34, Neymar dá assistência para Robinho chutar de surpresa, rente à trave defendida por Rogério Ceni. Aos 35, a estatística da Band apontava 46% de posse de bola para o São Paulo e 54% para o Santos. Aos 36, duas trocas: o São Paulo registrou a saída de Marcelinho Paraíba para a entrada de Léo Lima, enquanto o Peixe viu Zé Eduardo entrar na vaga de Marquinhos. Aos 40, o lance do jogo: Wesley, o lateral adaptado, foi lançado pela direita e avançou à linda de fundo como faziam os pontas de antigamente, levantou a cabeça e cruzou na medida para Robinho, que entrava na pequena área para mandar de letra em direção à rede de Rogério Ceni, que ainda tentou fechar o ângulo, mas o craque conseguiu achar um buraco no cantinho, por onde a bola entrou e estufou a rede tricolor, levando a pequena torcida santista ao delírio na Arena Barueri. Depois disso, o São Paulo pouco pôde fazer, a não ser ouvir a torcida santista cantar “ai, ai, ai, está chegando a hora…”. Aos 48, o árbitro apitou fim de jogo, dando início à festa dos meninos da Vila, agora conduzidos pelo fenomenal Robinho, o dono da Vila Belmiro, pelo menos até a convocação para a Copa do Mundo. Até lá, os santistas esperam por muitos shows no Paulistão e na Copa do Brasil, pois no ínicio do Brasileirão os craques da seleção já estarão em preparação para o mundial da África do Sul, que poderá ter atletas do São Paulo no grupo, caso Dunga confirme a convocação do excelente zagueiro Miranda, e até resolva se render ao futebol do habilidoso Hernanes, mas esse não tem sido convocado, é uma possibilidade muito remota. Aos são-paulinos, resta esperar as entradas de Cléber Santana, Rodrigo Souto e Alex Silva no time titular, além da possível chegada de Cicinho e Fernandão, ambos em negociação com o Tricolor. O Paulistão segur embolado, com Ponte Preta, Botafogo, São Paulo, Santos, Palmeiras e Corinthians como principais favoritos às quatro vagas das semifinais. Outros bons times podem surgir à frente, como a Portuguesa e o São Caetano, mas o sexteto é a força do campeonato no momento.

Add comment fevereiro 9, 2010

Chelsea vence freguês Arsenal com gols do carrasco Drogba

     O Chelsea precisou de 22 minutos para liquidar a fatura contra o seu maior rival: o Arsenal. Se para a torcida do Chelsea o maior rival que existe é o Arsenal, para os adoradores do time de Arshavin e Fabregas o principal rival é mesmo o Manchester United, seguido por Tottenham e depois Chelsea, tudo segundo Rodrigo Bueno, comentarista da ESPN. Só que nos últimos anos os “Blues” têm encontrado grande facilidade para vencer os “Gunners”, apelido do time do Arsenal. E ontem o dono do jogo foi o marfinense Didier Drogba, 31 anos, pronto para disputar mais uma Copa do Mundo em junho, desta vez em seu continente, a África. O craque dominou as ações de ataque de seu time, precisando dos primeiros 22 minutos para guardar duas bolas na rede de Almunia, o bom goleiro espanhol do Arsenal, chegando agora a 12 gols em 11 confrontos contra o rival londrino. O clássico londrino, para ter resultado diferente, dependeria da condescendência do goleiro do Chelsea, o tcheco Petr Cech, que fechou o gol dos azuis, sem permitir comemorações em Stamford Bridge, estádio onde o Chelsea reina absoluto, agora sob a batuta do treinador italiano Carlo Ancelotti. E o moço da terra da pizza viu seu time reassumir a ponta da tabela, ameaçada após a goleada do Manchester United, sábado, sobre o Portsmouth, o último colocado do campeonato. Na próxima rodada, o Chelsea vai depender da força de Drogba e Cech para vencer o Everton, em Liverpool; uma tarefa árdua. Enquanto isso, o Manchester United enfrentará o Aston Villa em Birmingham.O campeonato reserva muitas emoções ainda na briga pelo título, restrita a Chelsea e Manchester, o United, claro.

     No primeiro tempo, o Chelsea começou dominando a posse de bola e criando as melhores jogadas ofensivas. Nem demorou muito e Didier Drogba resolveu abrir os trabalhos, aos sete, após cruzamento vindo da esquerda, escorado de cabeça por Terry para o marfinense fuzilar com o seu pé mágico, estufando a rede de Almunia e do Arsenal: 1 a 0. Depois disso, o Arsenal tentou se abrir e buscar desesperadamente a ultima chance de reagir no campeonato,mas o único a fazer cócegas no Chelsea era Arshavin. O craque russo mandou a bomba, aos 17, mas Cech fez a defesa. Aos 22, o toque de misericórdia, quando Drogba recebeu uma bola pela direita do ataque, ajeitou para a perna esquerda, tirando o beque da jogada e arrematando com precisão, sem chance para Almunia: 2 a 0. E com o craque africano em campo, o próprio Asenal tinha receio de ir com tudo para cima do Chelsea, pois viria o contra-ataque e mais e mais gols. Aos 31, quase sai o terceiro dos Blues, mas Almunia sai bem nos pés do lançado Ashley Cole, que chuta em cima do arqueiro. Aos 36, novamente o Arsenal consegue uma parca ameaça, com chute forte de Clichy, mas para fora. No primeiro tempo, foi só isso que o time vermelho conseguiu, além de ver o show de Drogba e companhia, de uma eficiência inquestionável. Rodrigo Bueno saía para o intervalo repetindo para quem quisesse ouvir: “é o maior time do mundo. É o grande elenco do futebol mundial”. O comentarista não queria nem ouvir falar em Barcelona, Manchester United e talvez nem em Santos de Pelé; só tinha olhos para o elenco estrelado dos azuis de Londres.

     E no segundo tempo o melhor elenco do mundo só administrou a vantagem, com um adversário abatido e totalmente batido, entregue. A saída do Arsenal do páreo se deu bem antes, exatamente quando seu ídolo Arshavin disse com todas as letras que só um milagre daria o título ao seu time. E quando o ídolo entrega assim os pontos, não adianta torcida ou resto do time, nada pode tirar o time da trilha da decadência. Aos 15, a grande chance caiu nos pés errados, pés de Nasri, o francês, que esperou o bonde passar e foi desarmado na grande área, em lance no qual deveria ter chutado há muito tempo. Comaçaram as trocas aos 20, com saída de Walcott, uma nulidade, e entrada de Bendtner, aposta de Arséne Wenger nas bolas altas. Até os 30, entraram ainda Rosicky e Eboué pelo lado do Arsenal, sem que nenhum fosse notado em campo. Aos 35, Ancelotti mandou Zhirkov a campo em lugar de Ballack. E como quem tivesse apetite para muito mais, Drogba ainda achou espaço em seu estômago para tentar mais um gol, aos 38, em cobrança de falta. Ele mandou a bola na trave de Almunia, o assustado goleiro. Rodrigo Bueno, apaixonado pelo craque, chegou a comparar a batida de falta com a de Didi, craque campeão de duas Copas do Mundo pelo Brasil, em 1958 e 1962. Rodrigo disse que Didi batia com a folha-seca, enquanto Drogba bate com a força seca, talvez um mero delírio do craque dos comentários dos campeonatos internacionais. Aos 41, Joe Cole entrou em lugar do sumido Anelka, o francês que nunca chega aos 30 anos. No último minuto regulamentar, um cruzamento encontrou a cabeça de Fabregas, o volante do Arsenal, mas o craque mandou para fora. Aos 46, troca de marfinenses: Drogba sai e Kalou entra. Aí foi um aplauso só na plateia do Stamford Bridge, lotada por 43 mil pagantes, provavelmente com poucos penetras, pois lá não é como no Brasil, pelo menos é o que dizem os ingleses. Aos 50, a arbitragem deu fim ao sufoco do Arsenal, que não dá o braço a torcer para o Chelsea, porquanto sua torcida dá mais importância ao clássico com o Tottenham, o outro time de Londres. E o campeonato acabou para o Arsenal em termos de título, restando agora a briga para chegar entre os quatro primeiros e ocupar uma vaga na próxima Liga dos Campeões, que o Arsenal jamais venceu, assim como qualquer time de Londres. E como nos últimos anos, mais especificamente na última década, a constante é as vagas irem para o grupo chamado top four, composto por Arsenal, Manchester United, Liverpool e Chelsea, provavelmente essa alegria os torcedores dos Gunners terão para comemorar, a menos que Manchester City, Tottenham ou Aston Villa resolvam aprontar para cima dos favoritos Liverpool e Arsenal, pois United e Chelsea são inalcansáveis, pelo menos nesta temporada.

Add comment fevereiro 8, 2010

Touro dos Canaviais perde por 4 a 0 no Pacaembu, e canto das sereias ecoa nos ouvidos corintianos

     O Corinthians ganhou por 4 a 0 do Sertãozinho, o “Touro dos Canaviais”, no Pacaembu, na tarde de sábado, quando a capital viu mais uma tarde de chuva violenta, com direito e desabamentos, alagamentos, mortes etc., como tem sido nos últimos 50 dias. E até tinha bom público o Paulo Machado de Carvalho, pois o jogo não prometia muito, apesar de o Corinthians sempre prometer muitas emoções, haja vista o sofrimento que o time teve para empatar com o Mirassol e para ganhar do Bragantino, sempre no Pacaembu. Só que neste sábado, contra o time vindo da série A-2 em 2009, a caminhada foi muito fácil. O oponente não mostrou a menor resistência, justificando por que está entre os quatro piores do Paulistão, junto com Rio Branco, Monte Azul e Rio Claro, formando exatamente o quarteto que subiu da série A-2 no ano passado, se incluirmos na conta o Touro dos Canaviais. E a imprensa já saiu de campo falando maravilhas do Corinthians, dizendo que finalmente Roberto Carlos teve atuação de gala, que Jorge Henrique carrega o time, que a defesa está muito bem montada, que Edno voltou a ser o talento que todos viram na Portuguesa e que Marcelo Mattos voltou a ser o mesmo jogador de 2005 e 2006. Tudo isso soa bem aos ouvidos corintianos, mas serão a expressão da verdade? Claro que não. O time goleou por 4 a 0, fez a sua obrigação, mas precisa mostrar mais coisa, entrosar-se de verdade até o início da Libertadores. Falta ainda consistência ao time do Corinthians, que não tem as peças de reposição que a imprensa diz que tem. O time não tem substituto para Roberto Carlos e Ronaldo, principalmente, pois Souza, Bill, Escudero, Iarley e Dodô não têm condições para isso. E no meio, se há bons volantes, casos de Ralf, Marcelo Mattos e Jucilei, as presenças de Edu, Edno, Boquita e principalmente Morais têm deixado a desejar. É bom Mano Menezes abrir os olhos e não se iludir com o canto das sereias. E é bom esperar o jogo contra a Portuguesa, no complicado Canindé, para ver se o time mantém o mesmo nível de atuação, dessa vez contra um adversário mais duro.

     No primeiro tempo, o Corinthians foi logo para cima, e aos dois Roberto Carlos bateu forte, assustando Luiz Henrique. Aos oito, Luiz Henrique foi obrigado a fazer boa defesa em arremate de Iarley. E Luiz Henrique foi o protagonista do primeiro gol corintiano, no lance seguinte, em que Tcheco cruzou na área, mas o goleiro se atrapalhou com a escorregadia bola e deixou de bandeja para Chicão tocar para o fundo da rede, inaugurando o marcador. Mesmo contra um adversário fraco, algum lance tinha que surgir, e Léo Mineiro carimbou a trave de Felipe aos 14, deixando o rebote para Ricardo Lopes chutar e ver Felipe defender com segurança. Dois minutos depois, Léo Mineiro obrigou Felipe a nova defesa, dessa vez sem tanto perigo. Aos 29, em falta na intermediária do ataque, Roberto Carlos mandou um canudo, que Luiz Henrique defendeu, mas dando rebote, que Jorge Henrique não conseguiu aproveitar, pois o zagueirão foi mais rápido que ele. O Corinthians seguiu dominando as ações, mas sem conseguir chegar com perigo ao gol do Touro, coisa que só aconteceria aos 42, quando Chicão cabeceou com perigo, e o goleiro Luiz Henrique buscou como se fosse um gato. E aos 44, Jorge Henrique fez das suas: Alessandro veio sambando com a bola nos pés, pela direita, e só rolou para JH, que vinha de trás. O Romarinho mandou uma bola perfeita, no ângulo, sem chance para Luiz Henrique, fazendo 2 a 0 e praticamente definindo o jogo contra o fraco time da região de Ribeirão Preto. Pouco depois, o árbitro encerrou a primeira etapa.

     No segundo tempo, o Corinthians seguiu com o jogo sob suas rédeas, controlando tudo. Aos dois minutos, Roberto Carlos foi avançando com a bola nos pés, e como ninguém se apresentou, ele arriscou um chute perigoso, mas por cima do gol. Sem adversário condizente em campo, o Timão armava as jogadas do jeito que queria, encontrando buracos por todos os lados, ajeitando da melhor maneira para tentar o bote certeiro. E o bote veio aos 16, quando Roberto Carlos arrancou pela esquerda e rolou para Marcelo Mattos, que encheu o pé, como já fez tantas vezes no Corinthians, em sua passagem anterior, acertando o canto e enchendo a rede de alegria, correndo para a torcida, chorando e ajoelhando, emocionado como se fosse gol em final de Copa do Mundo. Essa atitude ganhou a simpatia do torcedor corintiano, pois mostra a vontade do jogador, mesmo o mais incapacitado dos cabeças-de-bagre, pois é preciso ter garra para jogar no Corinthians. E o jogo seguiu no mesmo ritmo, sem que o Sertãozinho ousasse tentar empatar o jogo, já dado como perdido. Aos 26, Jorge Henrique entrou fazendo gato e sapato da defesa adversária e rolou para Morais, que acabara de entrar, mandar um chute perigoso, arrancando um “uh!” da plateia presente ao Pacaembu, 16 mil corajosos pagantes na tarde de chuva torrencial. Mano, que já tinha colocado Morais e Jucilei nos lugares de Dentinho e Tcheco, respectivamente, resolveu sacar Iarley, a decepção do ano para a torcida, e mandar Edno a campo. E o atacante não decepcionou a galera, sofrendo uma falta aos 30. Dois minutos depois, Chicão bate no ângulo, mas Luiz Henrique vai buscar com elasticidade. E Edno levaria a galera ao frenesi, recebendo um belo passe de Jorge Henrique, aos 39, para tocar com categoria na saída do goleiro Luiz Henrique, sem chance, completando o placar: 4 a 0, fora o baile. O Timão só tocou a bola até o apito final, para depois todos verem a saída tumultuada de Roberto Carlos, dessa vez aclamado pela imprensa, entrevistado por mais de 30 minutos para comentar sobre o carrinho no jogo contra o Palmeiras e as jogadas que arriscara contra o Touro. É cedo para elogios, e o adversário não permite grandes análises, mas é um resultado para ser comemorado, pois goleada do Corinthians não acontece todo dia. Só que a prova de fogo vem no próximo sábado, no Canindé, contra a Portuguesa. A torcida vai ter que esperar a escalação de Mano Menezes para ver se o jogo será com muita ou pouca emoção, pois jogo do Corinthians sempre tem pelo menos um pouco de emoção. E o detalhe bom de sábado éque o clube do Parque São Jorge foi líder por uma noite do Paulistão, apesar de que fosse qual fosse o resultado de São Paulo X Santos, um dos dois passaria à frente do Corinthians, e havia os times da Ponte Preta e do Botafogo, que poderiam passar o Timão em caso de vitória. No caso da Ponte, dependeria ainda do saldo de gols, mas era certo que o clube estará no G-4 até o próximo sábado, quando entrará em campo para jogar contra a Lusa.

Add comment fevereiro 8, 2010

Palmeiras e Portuguesa decepcionam com empate em campo encharcado

     O jogo Palmeiras X Portuguesa, jogado quinta-feira no Palestra Itália, definitivamente não foi de alto nível. As duas equipes brigam por vaga nas semifinais do Paulistão 2010, mas ainda não engrenaram no campeonato, e na sexta rodada foi desta forma, pois o futebol esteve abaixo da crítica, mesmo com o campo encharcado e apenas 6 mil pagantes na arquibancada. Há que se ressaltar que um gênio marcou o jogo para as 17 horas, em dia útil. O primeiro tempo foi dominado levemente pela Portuguesa, que conseguiu um gol de abertura, mas poderia ter feito mais e liquidado logo a fatura. No segundo tempo, o Palmeiras conseguiu o gol de empate, tendo jogado melhor na maior parte do tempo. Os destaques do jogo foram os palmeirenses Deyvid Sacconi e Robert e os portugueses Marco Antônio e Luiz Carlos. No geral, a partida ficou abaixo do que se espera de dois bons times, mas Lusa e Verdão ainda seguem bem vivos no embolado Paulistão.

     A Portuguesa começou melhor no jogo. Logo aos quatro minutos, Marcos teve que defender uma bola perigosa do ex-cabeludinho do Corinthians, Héverton, hoje na Lusa. Um minuto depois, Fabrício cruzou e o centroavante oportunista Luiz Carlos, ex-Fortaleza, chutou por cima do gol de São Marcos. Aos 13, Athirson lançou entre Marcos e Luiz Carlos, mas o goleiro saiu e afastou, mas Marco Antônio chutou o rebote com perigo, assustando o goleiro do Verdão. E eis que surge o alviverde no jogo, com Diego Souza, arrematando com perigo, aos 17, perto da trave de Fábio. E aos 31, o “Senhor Lambança” resolver aprontar das suas: Armero errou na saída de bola, como tem feito de praxe, chutando a bola em cima de Héverton e deixando o rebote para Luiz Carlos, o artilheiro, que marcou sem dar chance a Marcos, o santo goleiro do Palmeiras. Com a vantagem no marcador, a Lusa só administrou a vantagem na partida, garantindo isso até o fim do primeiro tempo, sem ser incomodada pelo time da casa.

     Com um minuto de segundo tempo, Fabrício perdeu um gol feito, desperdiçando a chance de abrir frente de um jeito quase definitivo no jogo. Aos sete, a resposta verde veio em forma de gol de empate: Figueroa, o lateral dos cruzamentos, resolveu mandar a bola para a área, e Fábio, o goleiro português, espalmou mal, bem no pé de Danilo, que só teve o trabalho de escorar para a rede, igualando tudo. O Palmeiras dominou o jogo a partir do gol de empate, tocando a bola de pé em pé, encurralando a Lusa, que só esperava a chance de um contra-ataque, que por sinal não viria. Mesmo com tal domínio, o alviverde só conseguiu uma bola na trave, aos 30, em lance de Diego Souza, o mais perigoso atacante do Verdão, apesar de ter jogado pior que Robert no jogo diante da Lusa. De resto, uma bola desperdiçada por Deyvid Sacconi, aos 18, quando ele foi travado pelo beque na hora do arremate. Os minutos finais foram de um time desordenado em campo, o pressionado Palmeiras, e uma equipe acuada pela sua falta de força e capacidade técnica, a Portuguesa. Quando o árbitro apitou pela última vez, o coro ecoou mais uma vez no Palestra Itália: “ô, ô, ô, queremos jogador”. Era a senha para o Palmeiras correr atrás dos reforços, e os primeiros anunciados são Lincoln, meia, ex-Atlético/MG; e Ewerthon, atacante, ex-Corinthians. Ainda dá, Verdão, pois o time, mesmo com o ruim empate em casa, está a dois pontos da vaga no G-4. Domingo tem Bragantino, em Bragança Paulista.

Add comment fevereiro 7, 2010

Finazzi entra e acaba com história de invencibilidade do Timão

     A personagem da partida disputada quarta no Moisés Lucarelli, em Campinas, entre Ponte Preta e Corinthians, foi mesmo o desajeitado centroavante Finazzi, autor do gol decisivo da virada do time campineiro, que venceu por 2 a 1, acabando com uma invencibilidade de 28 jogos do Corinthians no Paulistão, conquistada desde 2008. Mais que isso, ele provocou o pênalti cometido pelo estabanado Escudero, que permitiu o gol de empate da Macaca. Verdade que o resultado foi mais que justo, mas o time de Finazzi suou demais para conseguir uma vitória na parte final do jogo, um embate de alto nível. Com passagem pelo Corinthians em 2007 e 2008, o artilheiro foi um dos que se salvaram no rebaixamento do Corinthians no Brasileirão de 2007, mas saiu em 2008, já sob a batuta de Mano Menezes, alegando que o treinador só escalava atletas de seu empresário, Carlos Leite. Hoje na reserva ponte-pretana, o centroavante não desabafou, muito menos xingou o time que defendeu por um ano e uns meses, mas aproveitou o seu dia de glória, com direito a aparecer nos principais programas esportivas da quinta-feira. Na sexta, tudo já estava de volta ao normal para o matador, que estaria novamente no banco na partida seguinte, contra a Portuguesa, no mesmo Majestoso onde brilhou a estrela do atacante, já veterano. Por outro lado, a presença de jogadores como Boquita, Iarley, Edu e principalmente Escudero deram a noção de que o Corinthians não tem realmente dois times para mandar a campo, pelo menos não em algumas posições, principalmente as laterais, caso Mano não improvise Jucilei na direita, coisa que não dá para fazer na esquerda.

     No primeiro tempo, como em todo o jogo, a Ponte Preta dominou a posse de bola e as chances de perigo, jogando de forma superior ao Corinthians. Aos seis, Tinga, não aquele campeão da Libertadores com o Internacional, mas um genérico, entrou livre e chutou para defesa firme de Felipe. Aos 13, foi a vez de Edilson mandar uma falta bem cobrada, com direito a disputa de Léo Oliveira pelo rebote e batida na trave, assustando a massa alvinegra paulistana e levando os alvinegros de Campinas a gritar gol antes da hora. O jogo seguiu como a Ponte queria, mas como o gol não saía, aos 36 o Corinthians finalmente criou um lance de perigo, após cruzamento do inoperante Escudero e cabeceio de Boquita para a bola explodir na trave e voltar para a defesa rebater. Um minuto depois, o craque da Ponte, Fabiano Gadelha, arriscou de longe, mas Felipe só fez golpe de vista. Aos 44, Edilson cruzou e encontrou Leandrinho livre para cabecear perigosamente, mas por cima do gol de Felipe. Era o fim do movimentado primeiro tempo, em que Escudero e Finazzi ainda não decidiriam a parada, deixando para a etapa final.

     Sérgio Guedes colocou Danilo Portugal no lugar de Deda para o segundo tempo. Aos cinco, Fabiano Gadelha quase faz, mas Felipe salvou com um soco. O Corinhians conseguiu até chegar mais perto do gol ponte-pretano, mas nada de Iarley ou Dentinho finalizarem. O time parecia sentir e muito a falta de Ronaldo e Jorge Henrique, duas peças aparentemente insubstituíveis, especialmente quando entram jogadores do calibre de Iarley, Bill, Souza. Aos 15, até tardiamente, Mano tirou o inoperante Iarley e mandou Edno para o jogo, no mesmo momento que Sérgio tirou Tinga e colocou o homem que definiria o jogo, Finazzi, decisivo para o jogo, assim como Escudero. Três minutos após, Jucilei recebeu uma bola na esquerda do ataque, livrou-se do marcador e mandou um tiro certeiro, à direita do goleirão Eduardo Martini, que não conseguiu segurar o torpedo, permitindo a inauguração do marcador na partida: 1 a 0 para o Corinthians. Aí era só segurar a Macaca, pensaram os jogadores do Parque São Jorge. Aos 27, Leandrinho disputava acirradamente a bola com William, e a sobra ficou entre Finazzi e Escudero, peças-chave no jogo. O corintiano entrou de carrinho no atacante, como uma foice, obrigando o árbitro a apontar a marca do pênalti. Fabiano Gadelha bateu com perfeição e empatou o jogo. Quatro minutos depois, Vicente, o bom lateral-esquerdo ponte-pretano, cruzou da esquerda, livre, sem a efetiva marcação de Alessandro, em jornada infeliz, não tanto como Escudero, e a bola foi para o artilheiro eterno, Finazzi, que chutou e viu a bola pingar no chão da grande área e ir para a rede, encobrindo o goleirão Felipe, que nada pôde fazer. E o que de mais os 11 mil pagantes viram foi só um tiro de Tcheco, que entrara no segundo tempo, após as lambanças de Escudero, mas o goleirão Eduardo Martini, ex-Avaí, rebateu bem, sem que nenhum corintiano aproveitasse a sobra, e isso aos 47. Escudero, aliás, saiu xingando Mano quando percebeu que seria substituído. Ele talvez quisesse fazer mais alguma coisa em campo, insatisfeito com o que já fizera. Fim de papo, e o jogo serviu para mostrar duas coisas: a Ponte Preta vai dar trabalho, pelo menos quando jogar no Majestoso, enquanto o Corinthians pensa que tem dois jogadores por posição, mas com Balbuena, Escudero, Edu, Boquita, Iarley e Souza, parece que é um mero engano. Melhor os torcedores rezarem pela ausência de contusões de titulares como Roberto Carlos, Alessandro, Jorge Henrique e especialmente Ronaldo, ou então a coisa pode ficar feia, como ocorreu em Campinas. De qualquer forma, o Timão tem todas as condições para brigar por uma vaga nas semifinais, mas São Paulo, Santos, Ponte Preta, Palmeiras e Botafogo parecem ser os outros cinco que vão brigar muito por essas quatro vagas. E sempre aparece algum outro clube que deslancha no meio do campeonato. Vejamos se ocorre isso em 2010.

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Palmeiras martela por 80 minutos, mas São Felipe e JH garantem o fim do tabu

     O jogo Corinthians X Palmeiras, disputado em 31 de janeiro no Pacaembu, foi o jogo do suspense para as duas torcidas. A partida começou relativamente equilibrada, com o time do Parque São Jorge tendo mais necessidade de vitória, principalmente por não vencer o rival desde 2006, nos tempos da péssima parceria com a MSI. E o ano do centenário reservava surpresa agradável em termos de resultado no primeiro clássico para o Corinthians, mas o torcedor sofreu durante 80 minutos com uma pressão insuportável dos palmeirenses. Roberto Carlos, o “Vilão das Copas”, segundo os ditos entendidos de futebol, cometeu uma falta em que entrou com excesso de vontade, de carrinho, e isso antes dos dez minutos, logo após o gol do Corinthians, o único do jogo. O árbitro expulsou o craque de três Copas, todas como titular. Daí para a frente, só se viu o Palmeiras jogar, atacar e o Corinthians defender com todas as forças. Aí foi São Felipe quem salvou, fez com que o bicho dos nove jogadores de linha fosse depositado após a vitória magra, conseguida com um gol no início do jogo, e feito pelo melhor jogador de linha do time: Jorge Henrique.

     O Corinthians mal teve tempo de estudar o adversário, e o mesmo se aplica ao Palmeiras, pois antes dos dez minutos o jogo já teve um desenho definitivo. Tcheco, aos sete minutos, cobrou com perfeição uma falta na ponta direita do ataque corintiano, bem na cabeça do  baixinho Jorge Henrique, que admitiu se inspirar em Romário para fazer gols de cabeça, mesmo com seu 1,69m. Dois minutos depois, Roberto Carlos deu um carrinho em Joãozinho, que pulou e esperneou, mas felizmente não foi atingido de forma violenta, senão teria se machucado para valer. O árbitro expulsou imediatamente o craque da lateral. E já é o segundo carrinho no mesmo estilo que Roberto Carlos arrisca pelo Corinthians; o primeiro foi contra o Bragantino, na estreia. Talvez aprenda com essa expulsão. Com nove jogadores na linha, o Corinthians não repetiu o que o Palmeiras fez no returno do Brasileirão, quando o Verdão equilibrou as ações e buscou um empate com inferioridade no número de jogadores. Desta vez, o domínio do Palmeiras foi total. O Palmeiras martelava muito, mas a primeira grande chance foi perdida por Edinho, que aos 28 chutou por cima do gol de Felipe. Um minuto depois, Joãozinho e Armero fizeram jogada pela ponta, mas a bola sobrou para Edinho chutar e Felipe defender, bem colocado.  O primeiro tempo ainda reservaria alguns lances perigosos a favor do Palmeiras, mas Cleiton Xavier, aos 37, e Pierre, aos 47, chutariam de longe, mandando a bola para fora do gol, acima do travessão. Danilo foi o destaque da marcação corintiana, dando cobertura na lateral esquerda, impedindo um cruzamento até com um carrinho tão perigoso quanto o de Roberto Carlos.

     No segundo tempo, sem nenhuma mudança por parte do Corinthians, o Palmeiras seguiu dominando a posse de bola. Aos três, falta para o Palmeiras. Cleiton Xavier mandou no ângulo, mas Felipe foi buscar com maestria. Aos seis, um milagre fez com que o Corinthians atacasse, mas o isolado JH chutou perto do gol de Marcos, que ainda não tinha sujado a roupa. Aos 18, Felipe fez mais uma defesa incrível, em chute primoroso de Robert, no cantinho. Felipe fez novas intervenções, só não merecendo uma nota dez por uma de suas tradicionais saídas atabalhoadas em bolas cruzadas na área. Aos 35, sua melhor defesa: cruzamento originado num escanteio, e a bola sobrou para o becão Danilo dominar e mandar um chute forte, defendido à queima-roupa por Felipe, o santo corintiano da tarde. E Felipe só concorreria com Jorge Henrique no quesito melhor em campo, pois o baixinho, além do gol, marcou como poucos, talvez como só Danilo e William foram capazes. Do lado palmeirense, destaque para a atuação ousada de Joãozinho, um menino habilidoso, que não pode ser queimado pela derrota. Antes de o jogo acabar, ainda daria tempo para Mano colocar em campo Edu, Dentinho e Jucilei. Desta forma, o Corinthians jogou com alguns a menos em determinados momentos, pois Iarley e Edu foram nulidades completas. Do lado palmeirense, o destaque negativo foi Armero, distribuindo pontapés nos jogadores adversários e rapidamente advertido com cartão amarelo. Muricy foi rápido e sacou o lateral, mandando Wendel para o campo. Depois, o lateral foi visto chorando no banco de reservas, mas o leite já estava derramado. E o leite azedou de vez para o Palmeiras com o apito final do árbitro. Caiu por terra o tabu de sete jogos sem perder para o grande rival, com cinco vitórias e dois empates em três anos. Agora é o corintiano exaltado que diz estar há dois jogos sem perder para o Verdão. Pelo que mostraram os dois rivais, os favoritos ao título do Paulistão, por enquanto, são mesmo Santos e São Paulo, que se enfrentam em 7 de fevereiro, na apertada Arena Barueri, pois o Morumbi vai receber na noite anterior um show da cantora Beyoncé. O torcedor corintiano sai feliz com os três pontos, mas ressabiado pelo futebol limitado de sua equipe. Os palmeirenses já clamam por contratações, e o time sentiu mesmo a falta de um susbstituto para Diego Souza. Talvez, se o camisa 7 estivesse em campo, a história poderia ser diferente para os verdes.

Add comment fevereiro 6, 2010

Corinthians sua para ganhar do Oeste em Araraquara

     O time corintiano sofreu para vencer o time do Oeste de Itápolis, em jogo realizado na Arena da Fonte, em Araraquara. O resultado foi fechado no primeiro tempo, no qual o Timão fez dois gols e tomou um susto logo depois de conseguir a folga com o segundo tento. Os alvinegros entraram com um time recheado de reservas, mas eles deram conta do recado contra o apenas esforçado time de Itápolis. Os grandes destaques corintianos em campo foram o zagueiro Paulo André, que tem se mostrado uma boa opção para as ausências dos constantemente contundidos William e Chicão, e Defederico, que demonstra estar se adaptando ao estilo do futebol jogado no Brasil. O argentino começou meio perdido no decorrer do Brasileirão, assim que chegou, mas pegou no breu nas rodadas finais do certame. No dia 24, foi o senhor do jogo, prendendo a bola na hora certa, distribuindo o jogo e só não conseguindo marcar pela insuficiência dos seus 63 quilos, o que dificulta a vantagem em divididas e em disputas corpo a corpo. Do lado do Oeste, o destaque foi negativo para o meio de campo, que marcou mal e não armou quase nada.

     No primeiro tempo, o Corinthians começou assustando, e aos oito Ralf já esquentou Mauro, com umchute de longe, amortecido pelo arqueiro. Aos 15, Defederico lançou Souza, que desviou de cabeça, mas Bill não chegou a tempo de fazer o gol. Aos 18, um susto para Felipe, que viu Ricardo Bueno testar uma bola rente à trave. Aos 22, novamente Ricardo Bueno assustou Felipe, mas dessa vez foi pelo chão, mesmo. Aos 27, Bill quase faz de cabeça, mas Mauro ficou com a bola para o Oeste. Um minuto depois, eis que sai o teimoso gol, após batida de escanteio por Defederico. A bola foi cortada por Mauro, e sobrou para Bill chutar e ver a bola desviar em Paulo André, indo imediatamente para a rede. Pouco tempo depois, aos 35, saiu o segundo gol alvinegro, em jogada iniciada por Defederico, o melhor em campo. O argentino lançou Boquita no meio da área, em passe vertical, e o volante/-Santos. Dois minutmeia teve tranquilidade para mandar para o gol de Mauro, sem chance de defesa para o goleirão, exos depois, o Oeste fez o seu, com cruzamento de Fernandinho e cabeceio de Ricardinho, entre Paulo André e Chicão, fuzilando Felipe. Aos 45, Defederico recebeu lançamento e cortou o beque, mas chutou para o alto. Foi o lance derradeiro de perigo da etapa inicial.

     No segundo tempo, Defederico foi o responsável pelo primeiro grande lance, aos sete minutos, quando entrou com a bola dominada, deu um corte no zagueiro e chutou, mas a bola foi por cima do gol de Mauro; Souza vinha completamente livre, mas o argentino não fez a assistência. Aos 13, foi Souza quem criou uma chance de perigo, mas a bola saiu prensada de seu pé, fácil para a defesa do goleirão de Itápolis. Aos 26, Jucilei, que entrara em lugar de Balbuena para cobrir a lateral-direita, lançou Defederico, e o argentino bateu bonito, mas Mauro fez ótima defesa. E daí para a frente, não houve mais lances de emoção. O Corinthians se dava por satisfeito com a conquista dos três pontos, conseguido com muitos jogadores possivelmente reservas, pois o time ainda está em formação, casos de Balbuena, Paulo André, Ralf, Edu, Boquita, Souza e Bill. Os reservas tocaram a bola e não sofreram tantos sustos com a limitada equipe interiorana, provável candidata ao descenso. Os possíveis titulares em campo foram Felipe, em péssima fase, tomando um gol antológico, anulado pelo árbitro em virtude de um impedimento, Chicão, Roberto Carlos e Defederico.

     Os outros resultados da rodada foram Ponte Preta 2X1 Monte Azul, São Paulo 3X0 Rio Claro (finalmente o Tricolor entra pra valer no campeonato), Bragantino 1X1 Portuguesa, Santo André 4X2 Paulista, Palmeiras 3X3 Ituano (na maior bobeada do ano, o Verdão ganhava por 3 a 1, em casa, e permitiu o empate), São Caetano 5X1 Sertãozinho, Mogi Mirim 2X1 Santos (bela reação do Sapão no campeonato), Mirassol 2X2 Barueri e Rio Branco 1X0 Botafogo. A essa altura, no aniversário da cidade de São Paulo, os times do São Caetano, da Portuguesa e do Corinthians amanheceram na liderança, com sete pontos. A próxima rodada destacava Santos X Barueri, Monte Azul X Palmeiras, Corinthians X Mirassol e São Paulo X Paulista como os principais jogos. E o campeonato começava a engrenar, ainda sem clássico entre os quatro gigantes.

1 comment janeiro 31, 2010

Garfado em Prudente, Verdão só empata com Barueri

     No jogo do dia 22 de janeiro, em Presidente Prudente, o Palmeiras foi novamente prejudicado pela arbitragem e terminou o jogo contra o Barueri com um empate por 2 a 2. O lance que originou o prejuízo do alviverde foi o do segundo gol do time da casa, desalojado da cidade que lhe empresta o nome. No frigir dos ovos, o resultado foi justo pelo que as duas equipes produziram em campo, apesar da lambança monumental da arbitragem no gol decisivo dos prudentinos do Barueri. O Verdão ainda não se encontrou no ano de 2010, não joga um futebol digno de nota, apesar da estreia com cinco gols em casa, diante do Mogi Mirim. Os torcedores anseiam pela vinda de um centroavante goleador, que não será mesmo Kléber Gladiador. Belluzzo, o presidente, corre atrás, pois não quer ver a mesma pressão que sofreu ao final do Brasileirão do ano passado, no qual o seu time terminou sem título e sem vaga para a Libertadores. O time segue se arrumando para ganhar tudo neste ano: Paulistão, Copa do Brasil, Copa Sul-Americana e Brasileirão.

     No primeiro tempo, as duas equipes empataram por 1 a 1, mas no quesito chances de gol, quem ganhou foi o Barueri, que fez o gol inaugural aos nove, com Flavinho, que recebeu toque do lateral Éder e chutou na frente de Marcos, com destino certo: o fundo do gol. Depois, foi o Palmeiras que pressionou, e aos 17 Cleiton Xavier assistiu Diego Souza, para este mandar o petardo, muito bem defendido pelo goleirão Márcio, cria do São Paulo. Aos 29, o Verdão conseguiu o tento de empate, após uma bomba saída dos pés de Deyvid Sacconi e desviada em Diego, zagueiro do time prudentino. O goleiro cria do Tricolor não teve como se recuperar, pois já pulava para o lado oposto e foi pego no contrapé. O empate motivou o time da casa, que quase faz o segundo em duas oportunidades: a primeira, aos 38, quando Marcos Assunção, cria do Rio Branco de Americana, bateu uma falta certeira, mas Marcos, o santo palmeirense, defendeu com segurança; a segunda e última chance do primeiro tempo terminou na trave de Marcos, depois de linha de passe entre Jefferson e Flavinho, que rolou para Carlos Eduardo soltar o pé e ver a bola explodir na trave, voltando para ser chutada para longe pela defesa palmeirense. Era o fim do primeiro tempo, com resultado justo, mas com futebol um pouco melhor do time da nova casa.

     O segundo tempo seguiu corrido, e aos nove minutos mais uma bola explodiu na trave de São Marcos. Tadeu recebeu, dominou, ajeitou e chutou na trave de Marcão. Aos 13, foi Robert quem mandou a bola na trave, agora de Márcio, do Barueri. O atacante recebeu a bola de Diego Souza e chutou confiante, quase fazendo o gol da virada verde. Um minuto depois, a casa caiu para o Palmeiras, e no lance mais contestado pelos alviverdes. Pênalti foi marcado contra o Verdão. Tadeu bateu na trave de Marcos, e no rebote Marcelo Oliveira chutou para Tadeu que, impedido, mandou para a rede. A reação do Palmeiras, com chance real de gol, veio aos 26, quando Léo subiu mais que toda a defesa prudentina e testou para o chão, obrigando Márcio a pular como um gato e defender o gol certo. O jogo seguia morno, sem grande perspectiva de empate para o Palmeiras, mas o time da casa recuava bastante, chamando o alviverde para seu campo. E justo aos 40, numa batida de falta pela direita do ataque, o Palmeiras conseguiu, num lance à Muricy, empatar finalmente o jogo. Cleiton Xavier cobrou na medida a falta, bem na cabeça de Diego Souza, que mandou um torpedo de testa, sem chance de defesa para Márcio: 2 a 2. O Palmeiras pressionou muito até o fim do jogo, mas não conseguiu furar a defesa prudentina. Quando o árbitro encerrou o jogo, o placar podia ser bastante lamentado pelos verdes, pois são eles que brigam pelo título, enquanto o time da casa estará fadado a se contentar com o meio da tabela de classificação, sendo uma grande surpresa se o time, que está na série A do Brasileirão, roubar uma vaga dos quatro gigantes na semifinal. É esperar para ver mas, apesar das lamentações alviverdes, o jogo foi bastante equilibrado, e o placar, muito justo.

Add comment janeiro 30, 2010

Estreia do “Vilão das Copas” foi apenas discreta

     No longínquo dia 21 de janeiro, o lateral-esquerdo Roberto Carlos estreou pelo Corinthians, diante do Bragantino, no Pacaembu, com pompas merecidas pelo título de campeão mundial com a seleção brasileira, em 2002. E o lateral não ficou marcado por esse título, mas pelas perdas das Copas de 1998 e de 2006, ambas com eliminações para a França. Em 1998, após os problemas de Ronaldo, hoje companheiro de Corinthians do lateral, o time brasileiro não viu a cor da bola na final, sendo sacudido por um placar de 3 a 0, uma goleada. Muitos afirmaram que Roberto Carlos procedeu com preciosismo ao dar o escanteio que gerou o primeiro gol francês, de responsabilidade de Zidane, que subiu no terceiro andar e cabeceou com estilo, sem chance para Taffarel. Muitos acreditam que esse lance definiu o campeonato, e Roberto Carlos começou a ser vilão numa Copa do Mundo. Em 2002, ele era novamente titular e foi campeão, mas ninguém vai se lembrar disso. Todos, principalmente Galvão Bueno, o narrador da TV Globo, vão se lembrar da falta que originou o gol francês, feito por Henry, nas quartas-de-final da Copa, em jogo vencido por 1 a 0 pelos gauleses. No momento em que a França se preparava para efetuar a cobrança, o nosso RC ajeitava seu meião. De nada adiantaria ele falar que não era o marcador de Henry, pois Galvão já o definira como o vilão da Copa 2006. Como foi titular em três Copas, convocado por três treinadores campeões mundiais: Zagallo, Parreira e Felipão, pode ser que isso jogue a favor de Roberto Carlos, além dos muitos títulos nacionais, continentais e mundiais pelo Real Madrid, isso sem falar nos cinco títulos conseguidos em dois anos e meio de Pameiras. Hoje as críticas se dividem entre chamá-lo de velho e de vilão das Copas.

     Com um minuto de jogo, o Corinthians ganhou um gol de presente da defesa do Bragantino, o time da terra da linguiça. Jorge Henrique, o melhor em campo, lançou Iarley, que bateu na saída de Gilvan, mas Marcelo Godri salvou em cima da linha, batendo bem no pé de Elias, que meio no reflexo e meio na sorte, empurrou para a rede bragantina. E à medida que o tempo passava, o Timão foi se assentando, se acomodando em campo. O Bragantino começou a se soltar, tocar a bola e pensar em chatear o time da casa e atrapalhar a estreia do “Vilão”. Aos 34, Paulinho fez o estrago que se prenunciava: recebeu na intermediária, ganhou na corrida dos beques Chicão e William e bateu na saída de Felipe, sem a menor chance para o arqueiro. O Corinthians ainda perderia um gol feito vindo dos pés de Jorge Henrique, com um carrinho defendido pelo zagueiro Diego Macedo. Fim do primeiro tempo, com os alvinegros ressabiados pelo chato empate em casa.

     No segundo tempo, o time da casa voltou igual, sem modificações. E aos dois minutos, Felipe fez uma boa defesa para salvar o que seria a virada do Bragantino, um possível desastre para uma estreia tão aguardada. E com o Corinthians dominando novamente as ações, aos 18 o glorioso JH fez o que todos esperavam de Roberto Carlos, o gol da vitória. Ralf cruzou, mas o beque desviou, e bem nos pés de Tcheco, que ajeitou para Jorge Henrique mandar com o pé completamente calibrado, com a bola fazendo a curva perfeita, com direção à rede bragantina: 2 a 1. E os 32 mil pagantes veriam só mais uma chance perigosa do Braga, aos 35, nos pés de Frontini, o argentino, mas Felipe defendeu com firmeza. Um minuto depois, Roberto Carlos sairia, machucado após um carrinho na lateral, em lance no qual foi se chocar contra os jogadores reservas do Corinthians. Boquita entrou e o time conseguiu controlar o ímpeto do time da terra da linguiça. Mais três pontos foram parar no Parque São Jorge. O jogo seguinte seria em Araraquara, em campo nêutro, contra o Oeste de Itápolis. No mesmo horário em que jogaram Timão e Braga, o São Paulo conquistou um ponto contra o Mirassol, na casa do adversário, com direito a gol de Richarlyson, um golaço digno de seleção, no último minuto, ratificando o placar de 1 a 1.

Add comment janeiro 30, 2010

Grandes do Rio começam com tudo no Cariocão, o Charmosão 2010

     Os quatro grandes clubes do Rio de Janeiro começaram bem o ano na disputa do campeonato carioca, considerado o mais charmoso do Brasil, se é que existe algum charme no futebol. E ontem Flamengo, Vasco e Fluminense confirmaram a boa fase com vitórias sobre Volta Redonda, América e Bangu, respectivamente. O trio conquistou seis pontos em dois jogos, pois também ganharam na rodada inicial. Hoje é a vez de o Botafogo, que ganhou por 3 a 2 do Macaé, no sábado, confirmar os seis pontos em seis disputados, e o jogo é contra o Friburguense, no Engenhão. O estádio, construído para o Pan 2007, ontem estava que era só buraco e lama na partida entre Vasco e América, até os anos 1960 um clássico bastante disputado, um grande jogo. Ontem, era a luta de um gigante, o da Colina, contra o pequeno América, com sete títulos estaduais no currículo, o último em 1960. O hino, que muitos consideram o mais bonito composto por Lamartine Babo, autor dos hinos dos grandes cariocas, e também o mais belo dos clubes brasileiros, fala em títulos de 1913, 1916 e 1922, tempos remotos. E o Ameriquinha do José Trajano perdeu por 2 a 1, esboçando uma reação tardia aos 45 do segundo tempo, quando fez seu gol de honra. O Bacalhau, ou simplesmente o Vascão, foi o das vitórias magras até aqui, pois na estreia venceu o Tigres por 1 a 0, em São Januário.

     Outro clube tradicional como o América foi vítima de derrota ontem, e no caso é o Bangu, um dos primeiros a ganhar títulos cariocas com jogadores negros, como bem escreve Mario Filho em “O Negro no Futebol Brasileiro”, fazendo referência ao título do time da zona norte, em 1933, após os títulos vascaíno de 1923 e do São Cristovão, de 1926, ambos com atletas negros no time, em época em que era impossível conter a popularização do esporte bretão no País do Futebol. Os banguenses não tiveram sorte, pois enfrentaram um Fluminense inspirado, numa quente tarde de Maracanã, sendo impiedosamente massacrados por 3 a 0, com dois gols de Fred, ambos de pênalti e com paradinha, e outro de Alan, num torpedo de fora da área. O time Tricolor mostra que mantém o ritmo do final do ano de 2009. Pelo menos enquanto não enfrenta os outros grandes times cariocas.

     Por último, mas não menos importante, falemos do Flamengo, que ontem conquistou uma vitória convincente em Volta Redonda, contra o time da casa, no belo Estádio Raulino de Oliveira, também chamado de Estádio da Cidadania. Quem pagou ingresso teve direito a show de Bruno Mezenga e Vinícius Pacheco, a dupla que esquenta a vaga de Adriano Imperador e Vagner Love, o melhor ataque do Brasil, segundo a mídia e os flamenguistas. Os vascaínos dirão que será Dodô e Élton, a dupla do Bacalhau para buscar o título que não vem desde 2003, e os tricolores dirão que é Maicon e Fred, a dupla arrasadora das finais do Brasileirão do ano passado. Só que o Mengão ganhou sete dos últimos 11 campeonatos estaduais, e neste ano as coisas começaram boas para o rubro-negro da Gávea. Segundo Waldemar Henrique Anderson, o eterno tio Maco, vai ser barbada o estadual. Ele diz que o Flamengo vai ganhar a Taça Guanabara, conquistar uma folga para disputar bem o início da Libertadores e esperar a final do Cariocão, de preferência contra o Botafogo, contra quem o Mengo ganhou o tri e quer ganhar o tetra neste ano, igualando um feito que só o Fluzão conseguiu, isso de 1907 a 1910. Como em número de títulos estaduais o Fla passou o Flu, com 31 a 30 conquistas, resta só mais esse desafio, que tio Maco garante ser moleza superar. De qualquer forma, os grandes iniciam bem afiados, e parece que só perderão pontos entre eles, sendo o primeiro desses embates no domingo, entre Botafogo e Vasco, certamente no esburacado e enlameado Engenhão. Aguardemos a continuação do “Charmosão 2010″.

Add comment janeiro 21, 2010

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